Ys Memoire: The Oath in Felghana no PS5. Combate Ágil, Nostalgia e Alguns Tropeços

Você aperta o play, e em segundos Adol já está correndo por uma vila, espada em punho, enfrentando slimes. Sem introdução pomposa, sem tutorial arrastado. Ys Memoire: The Oath in Felghana chega ao PS5 como uma remasterização que não disfarça as origens de 2005. A promessa é simples: combate rápido, chefes desafiadores e uma trilha sonora de respeito. Depois de algumas horas alternando entre dungeons, enfrentando chefes enormes e ouvindo as versões clássicas de trilha, dá para saber se vale o investimento.

O PS5 entrega 60fps sólidos, carregamento quase instantâneo e modo Turbo, além da primeira dublagem de Adol, em inglês e japonês. Mas nem tudo brilha: texturas granuladas e ausência de mapa interno mostram a idade do projeto. Ao longo da jogatina, fica claro: é um jogo que não agrada todo mundo.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Se você curte action RPGs retrô e quer uma campanha curta e direta com combate ágil, esse é um prato cheio.
  • Fãs de narrativa profunda ou gráficos modernos vão encontrar pouco aqui. o foco é puramente na ação.
  • A duração de cerca de 12 horas na primeira jogatina encaixa bem num fim de semana sem distrações.
  • Não há diferença entre versão física e digital em termos de conteúdo; a escolha é sua.

1. Ys Memoire: The Oath in Felghana – Remaster para PlayStation 5

Desde o primeiro combate, a fluidez do hack-and-slash te puxa pra dentro. Não há bloqueio, parry ou esquiva. Você ataca, pula, usa magias e ativa o Boost no timing certo. É simples, mas viciante. As três magias elementares (Fogo, Vento, Terra) são usadas tanto em combate quanto em puzzles, e a troca entre elas é instantânea. O modo Boost, que enche uma barra para fortalecer ataques e curar, transforma os confrontos longos em momentos de risco e recompensa. Os chefes são o ponto alto. Cada um exige estudo de padrões, uso inteligente das magias e paciência. Se você morrer três vezes seguidas, a dificuldade se adapta automaticamente. um alívio que não tira o desafio. O modo Turbo, com duas velocidades, acelera tudo e é ideal para quem já conhece o caminho. Mas nem tudo são flores. A história é genérica: vilão corrupto, estátuas mágicas, vila em perigo. Os diálogos são funcionais, mas você não vai lembrar dos nomes dos personagens depois de zerar. As dungeons são bem desenhadas, com plataforma e puzzles leves, mas a ausência de mapa interno obriga a confiar na memória. e algumas áreas se parecem demais. Visualmente, as texturas de chão e parede sofrem de tiling visível, e os sprites mostram a idade. Ainda assim, o jogo roda liso no PS5, com carregamento quase instantâneo e 60 fps sólidos. A trilha sonora é espetacular, com três versões para escolher (Original, PC-8801 e X68000), e a dublagem de Adol, mesmo que mínima, é um toque bem-vindo. Para quem busca um action RPG direto, sem enrolação e com combate que vicia, Ys Memoire acerta em cheio. Não espere inovações: é o mesmo jogo de sempre, com alguns ajustes finos. Mas se você nunca jogou, essa é a melhor porta de entrada. Para veteranos, o valor está no Turbo, nas novas ilustrações e na chance de revisitar uma aventura curta com um visual um pouco mais polido. É aquele jogo de conforto: você senta, joga, termina e fica com vontade de mais.

Prós

  • Combate rápido, responsivo e viciante, com três magias que adicionam profundidade
  • Trilha sonora excepcional com três versões clássicas para alternar
  • Modo Turbo acelera a ação sem quebrar a jogabilidade, ótimo para replays
  • Dificuldade adaptativa após três mortes em chefes reduz frustração
  • Performance sólida no PS5 com 60fps e carregamento quase instantâneo

Contras

  • Visuais datados com texturas de baixa resolução e problemas de tiling
  • História genérica e personagens pouco memoráveis

Combate que não perde o fôlego

Enfrentar um chefe em Ys Memoire exige mais que esmaga botões. Você precisa aprender os padrões de ataque, desviar no momento certo e usar a magia adequada. Fogo, Vento e Terra não são só para combate. abrem caminhos e resolvem puzzles. A troca entre elas é instantânea, e o Boost, que fortalece ataques e recupera vida, transforma cada brecha numa oportunidade.

O modo Turbo dobra a velocidade do jogo. Travessias e refights ganham uma urgência mais intensa. No New Game+, quando você já sabe como vencer, o jogo vira uma explosão de potência. Um recurso simples que expande a diversão sem precisar reinventar nada.

Um prato cheio para quem busca ação direta

Ys Memoire não quer ser um épico de 60 horas. Ele sabe o que é: uma aventura linear de um fim de semana. Você começa em Redmont, vai para uma dungeon, volta para a vila, e repete. Não há escolhas que mudem a história. só ação. As dungeons são bem desenhadas, com plataforma e atalhos que se abrem conforme avança. A falta de um mapa interno pode frustrar, mas você aprende os caminhos rápido.

Para quem gosta de replay, o New Game+ com dificuldades extras e o modo Turbo dão um gás. Se você curte campanhas enxutas e diretas, esse é um prato cheio. Se prefere customização e longas jornadas, talvez fique devendo.

Visual, áudio e o peso da nostalgia

Os visuais de Ys Memoire são um choque de realidade. As cutscenes em 2D e as novas ilustrações são bonitas, mas quando você começa a explorar, as texturas granuladas e o tiling em paredes e chãos lembram que o jogo é de 2005. Os modelos 3D são simples. A resolução 4K ajuda um pouco, mas não faz milagre.

O áudio, por outro lado, é o grande destaque. Você pode alternar entre a trilha remasterizada e as versões clássicas (PC-8801 e X68000). cada uma com seu charme. A dublagem de Adol é minimalista, mas bem vinda. É o som que segura a experiência quando a imagem vacila.

Perguntas frequentes sobre review Ys Memoire: The Oath in Felghana PlayStation 5

Ys Memoire: The Oath in Felghana é uma remasterização ou remake?

É uma remasterização baseada na versão de PSP de 2010, que por sua vez era um remake do Ys III de 1989. Não é um remake completo, mas traz texturas em HD, novas ilustrações, dublagem e modo Turbo.

Preciso conhecer os jogos anteriores para aproveitar?

Não. A história é autossuficiente: Adol e Dogi voltam a Felghana após oito anos e se envolvem em uma trama com estátuas mágicas e um vilão corrupto.

Qual a duração média da campanha no PS5?

Cerca de 12 horas na primeira jogatina, variando conforme o ritmo. É uma aventura direta para um fim de semana.

Vale a pena para quem já jogou a versão de PSP ou PC?

Depende. Se você valoriza o modo Turbo, a dublagem de Adol e as novas opções de trilha sonora, sim. Mas não espere mudanças drásticas no conteúdo ou na jogabilidade.

O PS5 tem algum desempenho superior ao Switch?

Sim. O PS5 roda a 60fps travados com carregamento praticamente instantâneo, enquanto o Switch apresenta pequenas quedas em momentos com muitos efeitos de partículas. Ambos têm os mesmos problemas de texturas, porém.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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