Mato Anomalies chega com uma proposta ambiciosa: misturar visual novel, RPG de turno e jogo de cartas em uma Shanghai neofuturista tomada por demônios. Você assume o detetive Doe e o exorcista Gram, cada um com seu próprio lado da investigação. um vasculha becos e informantes, o outro enfrenta as criaturas em masmorras digitais chamadas Lairs. A ideia é boa, e o mundo construído pelo estúdio chinês Arrowiz tem personalidade.
Mas o caminho até o fim é cheio de altos e baixos. O jogo acerta no tom noir, nos personagens e no sistema de cartas Mind/Hack, mas tropeça feio no ritmo e na repetição de cenários. Para quem busca uma experiência puxada para Persona ou The Somnium Files, Mato Anomalies entrega o suficiente. desde que você tenha paciência para longos diálogos e dungeons que parecem se repetir.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Curte visual novel e não se importa com ritmo mais lento? O jogo prioriza diálogos e investigação.
- Sem legendas em português: o texto está em inglês, espanhol, japonês e outros idiomas, mas não em PT-BR.
- Aproveite o sistema de cartas Mind/Hack: é o grande diferencial e o mais divertido do combate.
1. Mato Anomalies para PlayStation 5: RPG de turno com elementos de visual novel e jogo de cartas
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No PS5, Mato Anomalies entrega uma cidade viva e um elenco carismático, mas o ritmo trava a experiência. A ambientação de Mato é um dos pontos altos: uma cidade que mistura arquitetura oriental tradicional com elementos cyberpunk, repleta de becos, letreiros de neon e uma atmosfera de decadência social que lembra Blade Runner. A história, que acompanha o detetive Doe e o exorcista Gram em uma trama envolvendo a droga Handout e os demônios Bane Tide, prende a atenção nos momentos certos. Os personagens, com um elenco de adultos bem construído, têm química e evolução ao longo dos capítulos. O combate é dividido em duas frentes. Na cidade, Doe interroga suspeitos usando o jogo de cartas Mind/Hack. um mini-game tático que exige planejamento e é genuinamente divertido. Já nos Lairs, Gram lidera o grupo em batalhas por turnos com um sistema de HP compartilhado e habilidades com cooldown. A ideia de gerenciar recursos entre múltiplos combates é inteligente, mas a execução peca: os inimigos não são muito variados e as masmorras, com seu design de ilhas flutuantes, cansam rápido. A árvore de talentos e o sistema de equipamentos em grade (gear matrix) adicionam camadas de profundidade, mas exigem dedicação para serem dominados. Visualmente, o jogo tem uma direção de arte bonita. os retratos dos personagens são expressivos e o menu é estiloso. A trilha sonora jazzística é um achado, embora limitada a poucas faixas. As animações das cutscenes, no entanto, são fracas e a sincronia labial deixa a desejar. No PS5, o jogo roda a 4K e 60 quadros por segundo estáveis, sem engasgos, e os carregamentos são rápidos. um ponto positivo para a plataforma. O maior problema de Mato Anomalies está no ritmo. Os diálogos são extensos e muitas vezes estáticos, com pouca animação, e a exploração da cidade é simples e cheia de telas de carregamento entre áreas. As missões exigem vai e vem constante, o que arrasta a experiência. Para quem tem paciência, a recompensa está na trama e no sistema de cartas. Para quem busca ação constante, é melhor passar longe. No geral, Mato Anomalies é um RPG de nicho que acerta mais do que erra no que se propõe. Se você gosta de visual novels e não se importa com um combate mais simples, vai encontrar aqui um mundo cativante e personagens memoráveis. Se o seu negócio é exploração livre e batalhas dinâmicas, é melhor esperar outra opção.
Prós
- Ambientação rica e personagens carismáticos
- Sistema de cartas Mind/Hack é envolvente e tático
- Trilha sonora jazzística e direção de arte estilosa
- Dificuldade recompensadora para quem busca desafio
- Performance sólida no PS5 (4K 60fps) e carregamentos rápidos
Contras
- Ritmo lento com diálogos excessivos e estáticos
- Design de masmorras (Lairs) repetitivo e sem graça
Jogabilidade: o tático encontra o repetitivo
O combate de Mato Anomalies funciona em dois eixos. Na cidade, você usa o Mind/Hack, um jogo de cartas onde cada partida é um duelo de inteligência contra informantes. É a parte mais criativa do jogo e realmente envolve pensar nos movimentos. Nas masmorras, o sistema é mais tradicional: turnos com cooldowns e HP compartilhado entre todos os personagens. A gestão de recursos se torna estratégica, já que as habilidades demoram para recarregar e os inimigos não são meros capachos. O problema? As Lairs são lineares e o design das fases é monótono. ilhas flutuantes que se repetem até cansar. A variedade de inimigos também é baixa, e logo o combate perde o frescor. A árvore de talentos e o sistema de equipamentos em grade ajudam a manter o interesse, mas exigem tempo para montar boas combinações.
Mundo e narrativa: o coração do jogo
Mato é uma cidade que respira história. Cada distrito tem sua própria identidade visual, dos becos sujos aos templos iluminados por néon. A trama aborda temas como capitalismo tardio e exploração emocional, com os Bane Tide se alimentando de sentimentos extremos. Os protagonistas Doe e Gram têm personalidades distintas, e os capítulos pessoais dos membros do grupo dão profundidade ao elenco. destaque para a ladra Butterfly e a veterana Smoker. A narrativa é contada em três formatos: diálogos com retratos, cenas em estilo de história em quadrinhos e cutscenes animadas. Os quadrinhos funcionam muito bem; as cutscenes, nem tanto. Apesar de alguns vilões unidimensionais e um final que perde um pouco o foco, a jornada até lá é envolvente para quem gosta de boas histórias.
Ritmo e acabamento: onde o jogo escorrega
O maior obstáculo para aproveitar Mato Anomalies é a paciência. Os primeiros capítulos são uma enxurrada de diálogos, com pouca ação e muita informação jogada de uma vez. A exploração da cidade é limitada e cheia de telas de carregamento, e as missões frequentemente pedem para você ir e voltar entre os mesmos pontos. As animações durante as conversas são praticamente inexistentes. os personagens ficam parados com expressões fixas, o que cansa em longas sessões. A dublagem em inglês e japonês é boa, mas a falta de legendas em português pode ser uma barreira. Tecnicamente, o PS5 segura bem o jogo, com resolução 4K e taxa de quadros estável. Mas o design anacrônico e a falta de polimento nas cutscenes fazem o jogo parecer mais datado do que deveria. Se você tem estômago para um começo arrastado, a recompensa vem depois.
Perguntas frequentes sobre review Mato Anomalies PlayStation 5
O jogo tem legendas em português?
Não. Mato Anomalies oferece legendas em inglês, francês, italiano, alemão, espanhol e japonês, mas não inclui português do Brasil. A dublagem está disponível em inglês e japonês.
Quantas horas dura a campanha principal?
A campanha principal leva cerca de 34 horas. Para quem quiser fazer todo o conteúdo opcional e a masmorra aleatória pós-jogo, a estimativa sobe para aproximadamente 46 horas.
O combate é difícil?
Sim, especialmente no começo. O sistema de HP compartilhado e cooldowns exige planejamento. A dificuldade é recompensadora, e o jogo oferece múltiplos níveis de dificuldade para ajustar a experiência.
Vale a pena para quem gosta de Persona?
Sim, se você gosta da parte de visual novel e gestão de tempo. Mato Anomalies bebe muito da mesma fonte, mas tem seu próprio estilo e um combate diferente. Não espere o mesmo polimento, mas a essência está lá.
Tem modo multiplayer?
Não. Mato Anomalies é exclusivamente single-player, focado na campanha e na progressão dos personagens.
