Você aperta o botão e o jetpack te joga para o alto. A floresta de Adelpha se estende lá embaixo, colorida e cheia de vida. Esse momento resume o melhor de Outcast. A New Beginning: a sensação de voar livre. Mas o jogo da Appeal Studios também traz o pior do design dos anos 2000. Missões repetitivas, combate raso e problemas técnicos que deixam a experiência datada.
Não espere um Horizon ou Spider-Man. Isso aqui é um jogo de ação com alma de cult, feito para quem quer planar entre montanhas e atirar em robôs sem se preocupar com narrativa complexa. No PS5, o resultado é um misto de euforia e tédio. A pergunta é: o jetpack sustenta o resto?
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Teste a demo na PSN antes. O jetpack é viciante, mas as missões podem te desanimar.
- Se você busca variedade, prepare-se para fetch quests. Se isso te irrita, melhor passar longe.
- No PS5, o Modo Desempenho ainda tem screen tearing. O Modo Qualidade é mais estável, mas perde a fluidez.
- Vale a pena? Só se você valoriza exploração aérea acima de tudo.
1. Outcast. A New Beginning no PlayStation 5: ação, jetpack e missões que cansam
Fonte: Amazon.com.brOutcast – A New Beginning – PlayStation 5
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Assim que você ganha controle do jetpack, a vontade é de sair voando sem rumo. Em minutos, estou planando sobre uma floresta azulada, desviando de árvores gigantes. O planeta Adelpha tem personalidade. Selvas vibrantes, desertos alaranjados, montanhas cobertas de vegetação exótica. A trilha sonora de Lennie Moore (o mesmo do original) ajuda a mergulhar nessa atmosfera. O jetpack é o astro: começa simples, com um impulso e planar, e evolui para jetsprint, glide e dash aéreo. As provas Orym, que pedem para seguir um orbe brilhante em alta velocidade, são os momentos mais empolgantes. Pura diversão aérea. Mas aí você pousa e a realidade bate. O combate não acompanha a empolgação. Você tem duas armas (pistola e rifle) e um escudo de energia. A graça está nos módulos: mais de 30 variações que mudam o comportamento dos tiros. Munição teleguiada, rajadas de shotgun, projéteis que explodem em área. Montei um rifle que dispara rajadas de fogo e teleguiadas ao mesmo tempo. Mas os inimigos são burrões. Eles correm na sua direção e morrem rápido. A inteligência artificial é fraca: já vi robôs ficarem presos em pedras. A customização vira um brinquedo legal, mas sem desafio. O que derruba o jogo são as missões. A campanha principal e as secundárias giram em torno de ajudar as vilas Talan: coletar itens, limpar postos inimigos, pastorear yaks. Tudo muito parecido com MMOs de 2005. Há um sistema de confiança nas vilas que desbloqueia habilidades e poderes Talan (como invocar aliados ou soltar bombas ácidas), mas a progressão é amarrada a tarefas que cansam pela repetição. Você vai fazer fetch quests até cansar, com diálogos longos e NPCs que insistem em explicar cada detalhe da cultura Talan. Legal no começo, maçante depois de algumas horas. Tecnicamente, o PS5 não está imune a problemas. No Modo Desempenho, o screen tearing aparece. Principalmente quando você está planando sobre regiões densas. Um patch reduziu, mas não eliminou. Quedas de framerate acontecem em áreas carregadas. As animações faciais são rígidas, os personagens parecem bonecos de cera, e a dublagem tem aquele tom exagerado de filme classe B. Se você releva esses defeitos pela gameplay, ótimo. Mas quem preza por polimento técnico pode se incomodar. No fim, Outcast. A New Beginning é um jogo de contrastes. O jetpack é viciante, o mundo é bonito e a customização de armas dá uma liberdade bacana. Mas a repetição das missões, os problemas técnicos e a sensação de design datado impedem que ele se torne um título imperdível. É um prato cheio para quem busca exploração descompromissada e não liga para tarefas genéricas. Para quem quer narrativa envolvente ou combate refinado, melhor procurar outro lado.
Prós
- Jetpack viciante: planar, voar e fazer dash aéreo transforma a travessia em diversão pura
- Mundo vibrante e colorido, com biomas que convidam à exploração
- Customização de armas com módulos criativos, como sniper com dispersão de tiro
Contras
- Missões repetitivas: fetch quests e tarefas genéricas que lembram MMOs antigos
- Screen tearing e quedas de framerate no PS5, mesmo após patch
Jetpack e exploração: o melhor do jogo
Você aperta R2 e o jetpack dispara. Em segundos, está no topo de uma montanha, o vento batendo. É uma liberdade que poucos jogos entregam. Começa simples: um impulso para cima, um planar suave. Conforme você avança, desbloqueia o jetsprint (uma corrida aérea rápida), o glide que permite cruzar distâncias enormes e até um dash lateral para desviar de ataques. As provas Orym, que pedem para seguir um orbe brilhante em alta velocidade, são os momentos mais empolgantes. Quase um minigame de corrida aérea. Se a exploração é o que te move em jogos de mundo aberto, aqui você vai se sentir em casa.
Customização de armas: criatividade limitada pelo combate
Os módulos de arma são a tentativa do jogo de dar profundidade ao tiroteio. Cada arma (pistola e rifle) aceita módulos que mudam o comportamento: um pode transformar o rifle em uma metralhadora de disparo triplo, outro adiciona rastreamento de alvo, outro ainda espalha projéteis em leque. Montei um sniper que atira granadas. Parecia absurdo, mas os inimigos morreram como sempre. O problema é que a inteligência artificial é fraca. Eles correm na sua direção, atiram de longe e morrem rápido. Já vi robôs ficarem presos em pedras ou atirarem contra paredes. No fim, a customização vira um brinquedo legal, mas sem desafio à altura.
Técnico no PS5: vale o investimento?
Screen tearing? Sim, existe. No Modo Desempenho, ele aparece quando você está planando sobre regiões cheias de vegetação. Um patch reduziu, mas ainda incomoda. Quedas de framerate também acontecem. O Modo Qualidade mantém 30 fps estáveis com melhor resolução, mas aí perde a fluidez que faz o jetpack brilhar. As animações faciais são rígidas, os personagens parecem bonecos de cera, e a dublagem tem aquele tom exagerado de filme classe B. Se você é do tipo que releva esses defeitos pela gameplay, ótimo. Mas quem preza por polimento técnico pode se incomodar.
Perguntas frequentes sobre review Outcast – A New Beginning PlayStation 5
Outcast. A New Beginning tem modo multiplayer?
Não. O jogo é exclusivamente single-player, sem qualquer modo cooperativo ou competitivo.
Quanto tempo leva para zerar a campanha?
A campanha principal leva cerca de 8 a 9 horas. Se fizer todas as side quests, prepare-se para mais de 30 horas.
O jogo roda a 60 fps no PS5?
No Modo Desempenho, o jogo busca 60 fps, mas sofre com screen tearing e quedas de framerate. O Modo Qualidade tem 30 fps fixos com melhor resolução.
Precisa jogar o Outcast original para entender a história?
Não. O protagonista Cutter Slade tem amnésia, e o jogo explica os eventos passados ao longo da campanha.
Vale a pena comprar no lançamento ou esperar?
Se você curte exploração aérea e não se importa com repetição, pode comprar. Caso contrário, experimente a demo gratuita na PSN antes.
