Na primeira vez que você acerta um parry perfeito contra a Raposa de Nove Caudas e troca de armas no meio do combo, Yasha: Legends of the Demon Blade entrega uma satisfação rara. Depois de enfrentar o mesmo chefe pela terceira vez, porém, a mágica se desfaz. Não é que o jogo seja ruim. longe disso -, mas a repetição de cenários e inimigos pesa mais do que deveria.
Desenvolvido pelo estúdio taiwanês 7QUARK, o título aposta em combate rápido, três personagens com estilos radicalmente diferentes e um visual de anime inspirado em ukiyo-e. A Deluxe Edition no PS5 vem com brindes físicos, mas o que importa é se o loop de gameplay segura o interesse. A resposta: depende do quanto você tolera grind.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se você valoriza combate fluido e builds criativas, o sistema de armas de Yasha é o grande atrativo. Trocar de katana para projéteis no meio de um combo é tão satisfatório quanto parece.
- A repetição, porém, é o calcanhar de Aquiles. São apenas três cenários (praia, floresta, castelo) e os mesmos inimigos para cada personagem. Se isso te incomoda, o jogo cansa rápido.
- A versão Deluxe inclui artbook, pôster e caixa colecionável; a padrão sai mais em conta se você só quer a experiência digital.
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Você começa no Festival dos Demônios, cozinha um buff de ataque, equipa uma katana que solta projéteis de fogo e parte para a praia. Os soldados de sempre aparecem, você desvia, ataca, coleta Orbes da Alma, e segue até o chefe. que, admito, tem mecânicas criativas. Agora repita isso com Sara, depois com Taketora. A sensação de déjà vu é inevitável. Yasha não tenta esconder suas limitações: três cenários fixos, inimigos repetidos e uma história contada em cenas estáticas de visual novel, sem dublagem e com legendas em português de Portugal cheias de erros. Mas quando o combate funciona. e funciona na maior parte do tempo -, a fluidez do sistema de armas e a janela generosa de parry compensam o tédio estrutural. Shigure é equilibrada com duas katanas, Sara é agressiva e veloz com adagas, Taketora combina longo alcance com golpes pesados. Cada um exige uma adaptação, e as builds com Orbes da Alma (até três por arma) permitem experimentação. Você pode montar uma build focada em dano de fogo, outra em escudo e contra-ataque. O parry é o centro tático, especialmente contra chefes como a Raposa de Nove Caudas ou a Yuki-onna. A dificuldade desbalanceada (fácil demais no começo, repentinamente dura no terceiro capítulo) atrapalha, mas não quebra a experiência. Visualmente, o jogo é lindo. traço de anime com cores vibrantes e animações fluidas. A trilha sonora, com instrumentos tradicionais japoneses, é agradável mas baixa demais em muitos momentos. A falta de dublagem nas cenas de diálogo é uma perda sentida. Para quem busca ação arcade descomplicada e não se importa com repetição, Yasha diverte por umas boas horas. A progressão permanente (almas para upgrades de vida e dash extra) e as diferenças entre personagens incentivam replay, mas a falta de variedade limita o fôlego. A Deluxe Edition é honesta para colecionadores; a versão padrão oferece a mesma pancadaria.
Prós
- Combate fluido com troca de armas em tempo real e combos variados
- Chefes criativos com mecânicas distintas e inspiração folclórica
- Visual marcante: cel-shading com influência de ukiyo-e
Contras
- Repetição excessiva de cenários, inimigos e chefes entre campanhas
- Narrativa rasa, mal apresentada em cenas estáticas sem dublagem
Combate e armas: o ponto alto de Yasha
Trocar de uma katana para projéteis no meio de um combo é fluido, quase instintivo. As Orbes da Alma transformam cada run: uma hora você está com build de fogo, na outra com escudo e dano em área. O parry tem uma janela generosa, mas não barata. acertar um contra-ataque no chefe Yuki-onna dá um gosto de vitória genuíno. Cada personagem exige um ritmo diferente: Shigure equilibrada, Sara agressiva, Taketora paciente com alcance. É nessa adaptação que Yasha brilha.
Os chefes são o destaque criativo. O encontro com a Raposa de Nove Caudas, por exemplo, mistura ataques em área e investidas que exigem timing preciso. A dificuldade desbalanceada (fácil no começo, pico lá na frente) atrapalha um pouco, mas o sistema de combate segura o jogo mesmo quando a repetição dos estágios já cansou.
Repetição e narrativa: onde o jogo tropeça
Depois de enfrentar o mesmo Oni na praia pela terceira vez, você começa a decorar os padrões. São só três cenários: praia, floresta e castelo. Os inimigos também se repetem: soldados e espíritos com pouca variação. A história, contada em cenas estáticas de visual novel, mal se sustenta. diálogos rasos e sem dublagem. A localização em português de Portugal tem erros que incomodam, e não há opção do português brasileiro.
A progressão permanente (almas para reviver e dash extra) incentiva algumas runs, mas o grind é real. Para quem valoriza narrativa ou variedade de conteúdo, Yasha entrega pouco. A sensação de déjà vu aparece rápido, e a falta de aleatoriedade procedural tira o fôlego roguelite.
Veredito: para quem o jogo encaixa
Yasha não é um jogo para todos. Se você encara o parry como arte e não se importa de matar o mesmo inimigo centenas de vezes, vai se divertir. Para quem busca um roguelite com profundidade procedural como Hades, porém, a falta de variedade frustra. O combate é o grande trunfo. rápido, responsivo, com builds criativas -, mas o entorno repete demais.
A Deluxe Edition agrada colecionadores com artbook e pôster, mas a versão padrão entrega a mesma experiência. No PS5, o jogo roda liso e o visual caprichado compensa parte do tédio. Se você tolera o loop e curte uma boa trocação, Yasha vale o teste.
Perguntas frequentes sobre review Yasha: Legends of the Demon Blade Deluxe Edition PlayStation 5
Quanto tempo dura Yasha: Legends of the Demon Blade?
A campanha principal leva cerca de 4h30min. Para zerar com todos os personagens e extras, prepare-se para até 14h30min, dependendo do seu ritmo.
O jogo tem modo cooperativo ou multijogador?
Não, Yasha é exclusivamente single-player. Cada personagem tem seu próprio save, e as campanhas são individuais.
A Deluxe Edition vale a pena?
Se você gosta de colecionáveis físicos (artbook, pôster, caixa especial), sim. Caso contrário, a versão padrão oferece o mesmo conteúdo digital.
O jogo tem legendas em português?
Sim, legendas em português de Portugal. A localização apresenta alguns erros e não há opção de português brasileiro.
Yasha tem conteúdo pós-lançamento?
Sim, atualizações gratuitas incluem novas armas, skins, modo Boss Rush e novos padrões de inimigos.
