Review Worms Rumble no PS5: ação frenética que divide fãs

Trinta e dois vermes em uma arena espacial, cada um com jetpack, gancho e uma bazuca. Worms Rumble não dá tempo nem pra respirar. A Team17 deixou os turnos de lado e transformou a série em um arena shooter 2.5D cheio de caos, onde rolar e pular são tão importantes quanto mirar.

Nos primeiros minutos, a adrenalina é pura: você corre, atira, explode, morre e reaparece. O DualSense vibra a cada tiro de shotgun, e um taco de baseball pode refletir um projétil inimigo de volta. É divertido, rápido e absurdo. Mas depois de algumas partidas no mesmo mapa, a dúvida aparece: e agora?

O entusiasmo inicial esbarra em uma realidade dura. são só três mapas, três modos e nenhum cenário que se desmanche. Sem campanha solo, sem partidas privadas. A diversão existe, mas por quanto tempo?

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Você curte ação rápida e não se apega à estratégia por turnos? Worms Rumble pode ser o jogo pra aquelas sessões de 10 minutos com amigos.
  • É fã clássico de Worms e sente falta de explodir o chão com bazuca? A frustração pode aparecer mais rápido que um rolamento. Aqui não tem buraco que se abre.
  • Lembre-se: jogo 100% online exige PS Plus. Sem isso, nem a tela de título você vê.
  • Quer desbloquear chapéus legais? Prepare-se pra grindar. O XP é enxuto e a progressão, lenta.

1. Worms Rumble (PS5): ação em tempo real da Team17

Worms Rumble é um experimento ousado: trocar turnos por combate em tempo real com 32 jogadores. Num match típico, você cai na arena espacial, ativa o jetpack, desvia de uma bazuca e acerta um taco de baseball que reflete um projétil de volta no inimigo. A jogabilidade é rápida e responsiva, e o DualSense traduz cada explosão em vibração nos gatilhos. As partidas duram cerca de 10 minutos, e o matchmaking nos primeiros meses foi instantâneo. O problema real está no conteúdo. São apenas três arenas e três modos (Deathmatch, Last Worm Standing e Last Squad Standing). Não tem campanha solo, modo off-line nem partidas privadas. E, para desgosto dos fãs antigos, os cenários não são destrutíveis. a marca registrada da série ficou de lado. A variedade de armas é boa, com clássicas e novas, mas o equilíbrio entre elas é irregular: algumas são claramente superiores. A progressão de XP é puxada, exigindo muitas partidas pra desbloquear cosméticos, e a base de jogadores caiu bastante depois do lançamento, deixando os modos battle royale praticamente mortos em algumas regiões. No fim, Worms Rumble entrega o que promete: ação frenética e hilária pra quem joga com amigos ou não se importa com repetição. Mas se você busca profundidade, variedade de mapas e a alma tática da franquia, o encanto pode durar pouco. É um jogo de nicho dentro de um nicho, e isso precisa estar claro na hora de decidir.

Prós

  • Jogabilidade frenética e responsiva, com excelente uso do DualSense
  • Partidas rápidas de até 32 jogadores, ideais para sessões curtas
  • Armas clássicas e novas que geram situações hilárias

Contras

  • Conteúdo limitado: apenas 3 mapas e 3 modos, sem campanha solo
  • Sem ambientes destrutíveis, tradição da série abandonada

O que faz Worms Rumble diferente?

A principal mudança está no ritmo. Enquanto os Worms tradicionais pedem paciência e cálculo de trajetória, aqui você controla um verme em tempo real, correndo, pulando e atirando sem pausa. O combate parece mais com um arena shooter 2.5D do que com o jogo de estratégia que conhecemos. As partidas suportam até 32 jogadores, e a movimentação inclui rolamento, pulo duplo, escalada em paredes, jetpack e gancho. Cada mapa tem elementos como ziplines, trampolins e dutos de ventilação que aceleram ainda mais a ação.

As armas são uma mistura de clássicas (Bazuca, Shotgun, Santa Granada) com novas (Hammerhead, Plasma Blaster, Escudo de Foguete). Você carrega duas armas por vez mais itens utilitários. Um combo eficiente é shotgun + taco de baseball, que causa 100 de dano; o taco também pode refletir projéteis. A Santa Granada dá 100 de dano à queima-roupa. O Escudo de Foguete bloqueia todo dano por alguns segundos. Essas ferramentas garantem partidas imprevisíveis e cheias de viradas.

A personalização é puramente cosmética: chapéus, óculos, roupas e emotes são desbloqueados com XP e moeda do jogo. Tem desafios diários e sazonais, além de um modo experimental chamado 'The Lab' que testa variações de regras. Mas, no geral, o pacote é enxuto e a repetição de cenários e modos cansa mais rápido do que deveria.

Como se comporta no PS5?

Rodamos o jogo no PS5 e a performance é sólida. Resolução nítida, taxa de quadros estável e carregamentos quase instantâneos graças ao SSD. O DualSense é o grande destaque: cada tiro, explosão e impacto é sentido nos gatilhos adaptáveis e na vibração háptica. O feedback transforma a experiência, dando peso a cada ação.

O matchmaking funciona bem, mas a base de jogadores diminuiu com o tempo. Em horários de pico ainda é fácil encontrar partidas de Deathmatch, mas os modos Last Worm Standing e Last Squad Standing podem demorar mais. A falta de partidas privadas limita o uso com amigos em configurações personalizadas.

No geral, o PS5 oferece a melhor versão técnica de Worms Rumble, com qualidade de vida e imersão que fazem diferença nas partidas.

Perguntas frequentes sobre review Worms Rumble PlayStation 5

Worms Rumble tem campanha solo?

Não. O jogo é exclusivamente multijogador online, sem modo campanha ou partidas contra bots.

Precisa de PlayStation Plus para jogar no PS5?

Sim, é necessário ter uma assinatura do PlayStation Plus para acessar o modo online.

Quantos mapas e modos estão disponíveis?

No lançamento são três mapas e três modos: Deathmatch, Last Worm Standing e Last Squad Standing. Não tem variações além dessas.

O jogo tem cross-play?

Sim, Worms Rumble suporta cross-play entre PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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