Na primeira fase você desvia de projéteis enquanto coleta Risk Stars perto dos inimigos. Parece fácil. Até a fase 3 virar um paredão de tiros. Wings of Bluestar quer ser um arcade dos anos 90 e, na maioria das vezes, consegue: sprites pintados à mão, trilha da Big Impact Sound que gruda, e oito fases que alternam rolagem horizontal e vertical. O problema é que a bagunça visual entre cenário e projéteis, somada a um slowdown que aparece depois de morrer, quebra o ritmo.
Desenvolvido por Shinu Real Arts e publicado pela Eastasiasoft, o jogo oferece dois pilotos: Aya, com escudo e torretas rotativas controladas pelos gatilhos, e Zarak, com lasers frontais e um feixe carregável. Cada um exige uma tática diferente. Aya permite defender enquanto varre a tela em 16 direções; Zarak pede movimento constante e agressão. Essa dualidade é o coração do jogo.
A dificuldade oscila como montanha-russa. A primeira fase é quase um tutorial, mas a terceira te joga no fundo do poço. Some a isso bugs de slowdown que exigem reiniciar o jogo, e a experiência perde o fôlego. Ainda assim, para fãs de bullet hell que não ligam para imperfeições e querem uma platina rápida (cerca de 1h30), Wings of Bluestar diverte do jeito certo.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se você não curte picos de dificuldade que aparecem do nada, prepare o fôlego para a fase 3. Comprar créditos extras na loja alivia a pressão.
- O slowdown pós-morte no PS5 é irritante. Se morrer e o jogo engasgar, reinicie o software. É um incômodo conhecido, mas contornável.
- A platina leva cerca de 1h30 e é fácil. Trophy hunters vão adorar. O resto do conteúdo (galeria, boss rush, coop local) é generoso para o preço digital.
- O modo cooperativo local funciona, mas a câmera fica mais lenta. Melhor para jogar com um amigo no sofá do que para sério.
1. Wings of Bluestar. PS5: shmup horizontal com alma de arcade
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Controlar as torretas de Aya pelos gatilhos enquanto desvia de uma chuva de projéteis é a melhor parte do jogo. você atira em qualquer direção enquanto se protege com o escudo. Zarak exige precisão: lasers frontais e um feixe carregável que varre a tela. A trilha da Big Impact Sound é excelente e casa com a ação frenética. Mas o slowdown após morrer te faz querer jogar o controle longe. Além disso, a poluição visual confunde fundo com projéteis, e a campanha curta (1h30) deixa gosto de 'quero mais'. Para fãs de bullet hell que não se importam com imperfeições, é uma adição divertida à biblioteca.
Prós
- Sistema de torretas rotativas inovador e responsivo
- Arte anime dos anos 90 com sprites pintados à mão
- Trilha sonora marcante da Big Impact Sound
- Conteúdo extra generoso: galeria, boss rush, teste de som
- Platina fácil em cerca de 1h30
Contras
- Dificuldade desbalanceada com picos frustrantes
- Bugs de slowdown no PS5 após morte/restart
Aya vs Zarak: duas formas de enfrentar o caos
Controlar as torretas de Aya pelos gatilhos enquanto desvia de uma chuva de projéteis é o ponto alto. Você pode ficar parado, protegido pelo escudo, e varrer a tela em 16 direções. Zarak exige o oposto: movimento constante, lasers frontais e um feixe carregável que precisa de timing. Cada nave se sai melhor em fases diferentes, o que incentiva repetir o jogo. Os power-ups aparecem com frequência, e coletar Risk Stars perto dos inimigos adiciona risco e recompensa. Mas em certos momentos a tela fica tão poluída que você não distingue o que é perigo e o que é cenário. A hitbox pequena ajuda, mas não resolve.
A troca entre os estilos dá uma boa rejogabilidade. Aya é defensiva, ideal para aprender os padrões; Zarak é agressivo, para quem já sabe o que esperar. Mesmo com os bugs, a sensação de controlar as torretas é única no gênero.
Bugs que quebram o ritmo
Depois de morrer na fase 3, o jogo engasga. Um slowdown severo que só desaparece quando você reinicia o jogo. Isso, somado a relatos de chefes que não morrem e power-ups que não aparecem no Boss Rush, tira a paciência. Nada que impeça de zerar, mas são arranhões que um patch resolveria. Fora isso, o jogo roda bem na maior parte do tempo: carregamento rápido, autofire que salva o dedo. O cooperativo local funciona, embora a câmera fique mais lenta com dois jogadores.
Para quem é esse jogo?
Fã de bullet hell e platina fácil? Esse é o seu jogo. Também serve para quem quer um coop local descompromissado ou sente falta dos arcades dos anos 90. Não é para quem busca inovação, história envolvente ou performance impecável. A narrativa é tão opcional que dá para pular os diálogos sem perder nada. Se você se encaixa no primeiro grupo, vale o risco.
Perguntas frequentes sobre review Wings of Bluestar PlayStation 5
Wings of Bluestar tem multiplayer local?
Sim, suporta até 2 jogadores no mesmo console. O coop é local e funciona, mas a câmera fica um pouco mais lenta para acompanhar os dois.
O jogo é muito difícil?
Depende. A primeira fase é tranquila, mas a fase 3 tem um pico intenso. Você pode comprar créditos extras na loja para aliviar a pressão. Veteranos de bullet hell vão achar justo; novatos podem se frustrar.
Vale a pena comprar a versão física?
A mídia física no Brasil costuma ser importada e cara. A versão digital sai por cerca de US$ 15 na PS Store, preço justo para o conteúdo. Se prefere mídia física, esteja ciente do custo adicional.
