Um tiro ecoa em uma cidade fantasma. Entre as fagulhas, uma bruxa desaba ao lado de um lobisomem. Homens-porco empunham revólveres. Weird West não é o Velho Oeste dos filmes de sessão da tarde — é um faroeste encharcado de sobrenatural, onde a linha entre o real e o absurdo se mistura. A Definitive Edition no PS5 refina a promessa original: um immersive sim de cima para baixo que coloca suas escolhas à frente do espetáculo.
Criado por veteranos de Dishonored e Prey, Weird West carrega a ambição de unir a narrativa ramificada de um CRPG com a liberdade tática de um simulador imersivo. Você controla cinco personagens em histórias que se cruzam, cada um com motivações próprias, e o mundo reage a cada passo seu. A pergunta que fica: a execução faz jus à ideia?
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Weird West é para quem coloca a história acima da fluidez do combate. Aqui, a narrativa reina.
- No PS5, a Definitive Edition entrega 4K e 60 fps. Upgrade gratuito para quem já tem no PS4.
- Prepare-se para uma campanha de 17 a 30 horas, dependendo do quanto você se desvia da rota principal.
- O combate twin-stick? Desajeitado. Não espere a precisão de um Hades ou The Ascent.
- Single-player apenas. Dá para recrutar seguidores controlados por IA, mas sem cooperativo.
1. Weird West: Definitive Edition (PS5) – Edição definitiva do immersive sim de faroeste sombrio
Fonte: Amazon.com.brWeird West: Definitive Edition Deluxe – PlayStation 5
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Weird West: Definitive Edition é a versão mais completa do ambicioso immersive sim da WolfEye Studios. No PS5, o jogo roda em 4K e 60 fps, com todas as atualizações pós-lançamento incluídas. A proposta é sedutora: cinco personagens com histórias interligadas em um mundo aberto reativo, onde suas decisões têm consequências reais e, às vezes, permanentes. A execução, no entanto, tropeça onde deveria brilhar. O combate twin-stick é travado: a mira escorrega, a IA inimiga parece alheia. A câmera, com apenas três zooms, limita o planejamento tático. A economia? Depois do primeiro personagem, dinheiro e loot transbordam, e comprar upgrades vira algo sem importância. As missões secundárias repetitivas cansam. Mas a narrativa segura o jogo de pé: poupar um criminoso em um arco pode render um aliado em outro. Cada arco é bem escrito, com diálogos afiados e reviravoltas que justificam a exploração. O estilo de arte abstrato, que lembra This War of Mine, divide opiniões, mas a ambientação única compensa. É uma jornada marcante para quem aceita os defeitos em troca de uma história cativante.
Prós
- Narrativa envolvente com cinco histórias interconectadas e escolhas significativas
- Ambientação criativa que mistura faroeste e fantasia sombria
- Mundo reativo: ações têm consequências permanentes, incluindo morte de personagens
- Versão Definitive Edition roda em 4K e 60 fps no PS5, com upgrade gratuito
- Diálogos bem escritos e personagens marcantes
Contras
- Combate desajeitado, controles travessos e IA inimiga fraca
- Câmera com apenas três zooms, limitando a visão tática
Narrativa que segura o jogo
Cinco personagens, cinco caçadas que se cruzam. Conheça a caçadora de recompensas aposentada, o homem-porco em busca de vingança, o protetor nativo americano, o lobisomem e o membro de um culto bizarro. A estrutura de antologia funciona: você fecha um arco e descobre os fios que o ligam ao próximo. Os diálogos são afiados, com humor ácido que alivia a tensão do cenário. Poupar um bandido em um arco pode significar um aliado armado em outro — ou um inimigo que retorna para te assombrar. As escolhas realmente importam. Um ponto de atenção: as missões secundárias são simplistas e não agregam muito à trama principal, então vale focar no essencial para não saturar.
Combate e jogabilidade: o calcanhar de Aquiles
Imagine mirar em um inimigo e sentir o cursor patinar. A câmera insiste em não dar a visão certa. É assim que o combate se apresenta: impreciso e frustrante. A IA inimiga parece não se importar com sua presença — você pode correr e pular que eles demoram a reagir. Mas há alternativas: furtividade, habilidades especiais (como câmera lenta ao mergulhar) e seguidores podem tornar o confronto mais estratégico. A economia desaba: depois de algumas horas, o dinheiro se acumula sem utilidade. Loot vira entulho. A progressão de habilidades gerais que persistem entre personagens é um acerto, mas a falta de diversidade de inimigos e equipamentos diminui o incentivo a explorar.
Performance e versão Definitive Edition
No PS5, a Definitive Edition cumpre o prometido: 4K e 60 fps firmes, carregamentos quase instantâneos. Todos os conteúdos extras e patches da versão original estão incluídos. Upgrade gratuito de PS4 para PS5. (Na época do lançamento, havia teste de duas horas no PS Plus Deluxe — vale confirmar se ainda está disponível.) A instalação ocupa apenas 4,3 GB — raridade hoje. Alguns bugs pontuais foram relatados, mas nada que quebre a experiência.
Perguntas frequentes sobre review Weird West: Definitive Edition Definitive Edition PlayStation 5
Weird West: Definitive Edition tem modo cooperativo?
Não. O jogo é exclusivamente single-player, sem qualquer modo cooperativo ou multiplayer.
Quanto tempo dura a campanha de Weird West?
A campanha principal leva entre 17 e 24 horas. Com missões secundárias e exploração completa, pode chegar a 35 ou até 60 horas para 100%.
Vale a pena jogar Weird West no PS5?
Prioriza narrativa rica e mundo reativo? Então sim, mesmo com combate imperfeito. A Definitive Edition roda em 4K e 60 fps, com upgrade gratuito do PS4.
O jogo tem morte permanente?
Há um modo opcional de morte permanente. Por padrão, você pode recarregar o save, mas as consequências de suas escolhas são irreversíveis.
