Rolar um katamari minúsculo por uma sala de estar, grudando clipes, borrachas e um controle remoto até que a bolinha já não cabe mais na porta. Essa é a essência de We Love Katamari, e o remaster REROLL+ Royal Reverie traz exatamente essa vibe de volta, agora em 60fps no PS5. Se você nunca experimentou a franquia, prepare-se: é um dos jogos mais absurdamente criativos que existem, com uma dose de humor nonsense que poucos títulos abraçam.
Do original de 2005 para o PS5, a promessa é fidelidade com extras. O DualSense treme e vibra enquanto você coleciona objetos que vão de alfinetes a planetas. Mas vamos direto ao ponto: o conteúdo novo, Royal Reverie, justifica o relançamento? Para quem já jogou no PS2, a resposta é um sonoro 'depende'. Para quem está chegando agora, o pacote entrega uma experiência completa, com ressalvas.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- We Love Katamari é ação e puzzle numa mistura única: você controla uma bola pegajosa (katamari) que gruda tudo o que toca. O objetivo? Crescer, cumprir metas e, claro, causar caos. A versão remasterizada mantém a jogabilidade original, mas agora com gráficos em HD, 60fps no PS5 e feedback tátil no controle.
- Novidades? Uma campanha extra (Royal Reverie) com 5 fases, modo Eterno (sem tempo), modo Selfie e multijogador local. Um alerta: não há legendas em português. todo o texto está em inglês ou japonês. E o conteúdo novo, sinceramente, é raso: remixes de fases que já existem. A campanha principal rende umas 5 horas; o 100%, mais de 16. Foco em diversão casual, não em história densa.
- Para aproveitar ao máximo, experimente o Modo Eterno e o multijogador local. ambos são destaques do pacote.
1. We Love Katamari REROLL + Royal Reverie para PlayStation 5: remaster divertido, mas com conteúdo extra raso
Fonte: Amazon.com.brWe Love Katamari REROLL + Royal Reverie
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We Love Katamari REROLL+ Royal Reverie é, antes de tudo, uma carta de amor ao original de 2005. Pegue dois analógicos, empurre o katamari contra qualquer coisa que veja pela frente e veja o mundo encolher enquanto sua bola cresce. Você começa grudando clipes, depois uma cadeira, depois a casa inteira. a progressão é tangível, satisfatória. No PS5, 60fps sólidos e o haptic feedback do DualSense dão textura a cada objeto que gruda. A campanha principal é uma coleção de estágios criativos: rolar comida em um ringue de sumô, coletar vaga-lumes em um campo escuro, construir uma fogueira gigante e até 'fazer amigos' grudando pessoas umas nas outras. A trilha sonora, uma mistura de J-pop e eletrônica irreverente, continua sendo um dos pontos altos. Dá para favoritar as faixas e montar sua própria playlist. O modo Royal Reverie? Coloca o jovem Rei do Cosmo em cinco estágios adicionais. A ideia é legal, mas a execução é decepcionante: são remixes dos níveis existentes, sem cutscenes novas ou comentários. Para quem esperava uma expansão substancial, é um balde de água fria. O Modo Eterno (sem limite de tempo) é ótimo para explorar, e o Modo Selfie com stickers de personagens Namco diverte por uns minutos. O multijogador local, cooperativo e competitivo, é o ponto alto. mas sem online. Faltam legendas em português, e isso incomoda. O texto está em inglês (ou japonês) e, embora o jogo não dependa fortemente de diálogos, o humor nonsense acaba se perdendo um pouco. Os controles com dois analógicos podem ser frustrantes em espaços apertados. especialmente quando o katamari já está grande e o cenário parece encolher demais. E a remasterização visual, apesar de competente, não traz um salto gráfico significativo; é mais um upscale com filtros do que uma repaginada. No fim, We Love Katamari REROLL+ Royal Reverie é uma porta de entrada excelente para novatos e um presente nostálgico para quem já amava a série. O conteúdo extra não justifica o preço cheio para veteranos, mas a experiência central continua deliciosamente única.
Prós
- Jogabilidade viciante e catártica, com progressão tangível do katamari
- Trilha sonora excepcional, variada e com opção de playlist personalizada
- Variedade de estágios e objetivos criativos (sumô, vaga-lumes, fogueira, etc.)
- Performance sólida a 60fps e haptic feedback no DualSense
- Modos extras (Eterno, Selfie, multijogador local) agregam replayability
Contras
- Novo conteúdo Royal Reverie é curto, superficial e composto por remixes
- Ausência de legendas e dublagem em português
Jogabilidade e controles: o caos controlado dos dois analógicos
Dois analógicos. Um katamari. Um mundo para engolir. A proposta é simples, mas o domínio exige prática. Nos primeiros estágios, quando o katamari é minúsculo, a precisão é fundamental para não bater em móveis e derrubar objetos. Mais tarde, com a bola gigante, o desafio muda: navegar por espaços apertados enquanto o tempo corre. É o equilíbrio entre euforia e frustração que define a série. No PS5, o haptic feedback ajuda a sentir cada objeto grudando, e o atalho 'Find a Fan' reduz a busca por fases. A opção de controle alternativo (mais tradicional) também está disponível. Ainda assim, em momentos de ação frenética, é fácil perder um objetivo por causa da câmera. Nada que quebre a experiência, mas exige paciência.
Conteúdo e modos: além da campanha principal
Mais de 20 estágios? Sim, e cada um tem sua própria loucura: colecionar itens específicos, atingir um tamanho exato, cumprir metas de tempo. O Modo Eterno remove o cronômetro e permite explorar livremente. ótimo para relaxar e descobrir segredos. O Modo Selfie é uma adição leve: use um selfie stick, aplique stickers de personagens Namco (como Taiko no Tatsujin e Pac-Man) e crie fotos absurdas para compartilhar. Já o multijogador local é o ponto alto: dois jogadores podem controlar o mesmo katamari (cooperativo) ou competir em tela dividida para ver quem cresce mais. A ausência de modo online é sentida, mas a diversão no sofá compensa. O Royal Reverie? Infelizmente, não está à altura: são apenas cinco estágios remixados das fases existentes, sem cutscenes novas ou comentários. Para quem já jogou o original, parece mais um bônus raso do que uma expansão.
Visual, áudio e performance: um remaster competente, mas conservador
No PS5, o jogo corre a 60fps. e isso faz diferença. A fluidez é notável, com carregamento rápido e zero quedas de frame. Graficamente, é um upscale fiel: texturas e iluminação levemente melhoradas, bordas mais suaves, cores mais vivas. Não espere uma repaginada estilo remake. a arte estilizada envelheceu bem, mas o salto é tímido. O áudio merece destaque: a trilha sonora, com mais de 30 faixas entre originais e remixes, é uma das melhores dos games. Dá para favoritar músicas e montar sua própria sequência. A falta de legendas em português, porém, é uma sombra sobre o pacote. Os diálogos são em inglês (ou japonês) e, embora o jogo não precise de texto para ser jogado, o humor nonsense perde força para quem não domina o idioma.
Perguntas frequentes sobre review We Love Katamari REROLL + Royal Reverie PlayStation 5
O jogo tem legendas em português?
Não. We Love Katamari REROLL+ Royal Reverie não possui localização para o português do Brasil. Menus e diálogos estão disponíveis apenas em inglês e japonês.
Royal Reverie vale a pena?
Se você já jogou o original, não espere grandes novidades. são remixes rasos. Para novatos, o conteúdo base já é rico e o Royal Reverie não muda a experiência.
O jogo tem modo online?
Não. O multijogador é exclusivamente local: cooperativo com dois jogadores controlando o mesmo katamari ou competitivo em tela dividida. Não há suporte para partidas online.
Quanto tempo leva para zerar a campanha?
A história principal pode ser concluída em aproximadamente 5 horas. Para alcançar 100% (coletar todos os objetos, desbloquear primos e completar desafios), espere cerca de 16 horas.
Preciso ter jogado Katamari Damacy antes?
Não. We Love Katamari é uma sequência direta, mas a história é autocontida. O tutorial explica bem as mecânicas, e o humor nonsense funciona mesmo sem conhecer o primeiro jogo.
