Você está no controle de Val, atravessando um campo verdejante salpicado de flores que brilham. Ao longe, uma fenda no chão expele chamas. sinal de que um dos Oito Vasos Elementais está por perto. Visions of Mana, o quinto título principal da série, chega para PlayStation 5 em 29 de agosto de 2024 com a promessa de reviver a magia dos clássicos da Square Enix. E em muitos aspectos, consegue. Mas com alguns tropeços.
O combate é o que segura o jogo. Trocas de personagem, mudanças de classe quase infinitas, chefes que exigem reações rápidas. A direção de arte é deslumbrante: cada área parece uma pintura em movimento. A trilha sonora, com 100 faixas de nomes como Hiroki Kikuta, acompanha o ritmo. Só que, com o tempo, a repetição aparece. Missões paralelas que soam como checklist, uma câmera que insiste em atrapalhar e, principalmente, a ausência total de legendas em português. Para quem joga no Brasil, isso pesa.
A pergunta não é se o jogo é bonito. ele é. A questão é: você topa ignorar os defeitos para mergulhar nesse mundo? A resposta depende da sua paciência com conteúdo secundário genérico e problemas técnicos. E, claro, do seu inglês.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Antes de comprar, considere alguns pontos práticos. O jogo não tem uma palavra em português. nem legenda, nem dublagem. Se você não domina inglês ou espanhol, a história vai ficar incompreensível.
- A campanha principal leva entre 25 e 35 horas, mas fazer 100% pode ultrapassar 50, e a maior parte desse tempo extra é preenchida com missões de 'mate três monstros' ou 'entregue este item'.
- O combate é dinâmico e permite trocar de classe à vontade, mas a câmera em combate perde o rumo e o PS5 sofre com quedas de quadro em áreas cheias de efeitos. A história toca em temas de sacrifício e livre-arbítrio, mas o desenvolvimento dos personagens é irregular: alguns cativam, outros parecem esquecíveis.
1. Visions of Mana para PlayStation 5: ação colorida com alma retrô
Fonte: Amazon.com.brVisions of Mana – PlayStation 5
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Visions of Mana no PS5 é um banho de cor e som. O combate flui: você troca entre três personagens, cada um com ataques leves e pesados, e os Vasos Elementais permitem mudar de classe na hora. um guerreiro vira arqueiro, um mago vira tanque. A exploração começa empolgante: encontrar uma fenda que exige dash aéreo, um baú que só abre com gelo. Mas as side quests rapidamente viram trabalho. 'Mate 3 slimes', 'pegue 5 ervas'. a mesma fórmula repetida dezenas de vezes. A câmera desorienta em chefes grandes. E no PS5, quedas de frame rate aparecem quando a tela lota de inimigos e partículas. Ainda assim, a arte é deslumbrante: cores vibrantes, monstros que parecem brinquedos de pelúcia, e uma trilha sonora que vai do épico ao melancólico. Para fãs da série ou quem quer um JRPG de ação sem compromisso com história profunda, Visions of Mana diverte. Desde que você tolere a repetição e o inglês.
Prós
- Combate fluido com sistema de classes versátil (oito elementos, cada um com classes únicas por personagem)
- Direção de arte deslumbrante, com cenários coloridos e design de monstros carismático
- Trilha sonora magistral, com 100 faixas compostas por nomes consagrados
- Progressão estilo Metroidvania: novas habilidades desbloqueiam áreas antes inacessíveis
Contras
- Missões secundárias repetitivas e genéricas (coletar, matar, entregar) sem recompensas empolgantes
- Problemas técnicos no PS5: quedas de frame rate, câmera caótica em combate e bugs
Combate e classes: o melhor do jogo
O sistema de classes é a alma do combate. Você controla Val, o guardião, mas a qualquer momento pode trocar entre Morley, a ladina ágil, ou Careena, a maga. E com os Oito Vasos Elementais, cada personagem se reinventa: um tanque com escudo, um atirador de longe, um curandeiro. As classes mudam a aparência, a arma e os golpes especiais. Isso incentiva a testar combinações, e o jogo recompensa a experimentação com chefes que têm fraquezas elementares. Por exemplo, congelar um inimigo de fogo causa dano extra. O combate é fluido, com ataques leves, pesados, esquiva e as habilidades especiais que carregam com o tempo. O menu radial pausa a ação, o que permite respirar e pensar. Só que a câmera, em ambientes fechados ou contra chefes enormes, perde o foco. E com muitos efeitos de partícula, a tela vira um borrão. Mesmo assim, a variedade de classes segura o interesse por horas.
Side quests e exploração: onde a magia se perde
O mapa de Visions of Mana convida a explorar cada canto. Você encontra um baú trancado que só abre com o vaso de gelo, uma plataforma que exige pulo duplo, uma cachoeira que esconde uma caverna. A progressão estilo Metroidvania recompensa a curiosidade. Até que os pontos de exclamação surgem. As side quests são muitas e todas parecem iguais: um NPC pede para matar três monstros, coletar cinco itens ou entregar algo do outro lado do mapa. A recompensa? Dinheiro e sementes de habilidade que você já tem de sobra. Não há uma história paralela interessante, nem recompensa única. Depois de algumas, você passa a ignorá-las. As áreas abertas, apesar de bonitas, são vazias de interação. Poucos NPCs, vida nos towns rasa. O jogo tenta encher com colecionáveis, como xaropes que aumentam stats, mas a coleta vira automatismo. É conteúdo para inflar horas, não para enriquecer a jornada.
Performance e localização: o calcanhar de Aquiles
O PS5 lida mal com o excesso de efeitos de Visions of Mana. Em áreas abertas com muitos inimigos, o frame rate despenca. A câmera, já confusa, piora em paredes ou chefes enormes. Há também bugs. inimigos que caem para fora do mapa, travamentos que forçam um reinício. Nada que inviabilize o jogo, mas que tira o brilho de uma produção tão caprichada visualmente.
Para o jogador brasileiro, o pior é a ausência de localização. Nenhuma legenda, nenhuma dublagem em português. O texto está disponível em inglês, espanhol, francês, alemão, japonês, coreano e chinês. mas não em português. Isso significa que você precisa de um bom nível de inglês para entender a história e as mecânicas. A dublagem também só existe em inglês e japonês. É um descaso com um mercado que consome JRPG pesado, ainda mais da Square Enix.
Se você domina o inglês, dá para levar, mas a imersão perde força. Cada diálogo importante exige uma tradução mental, o que quebra o ritmo emocional. Antes de comprar, pense se você está disposto a esse esforço extra.
Perguntas frequentes sobre review Visions of Mana PlayStation 5
Visions of Mana tem legendas em português?
Não. O jogo não oferece legendas ou dublagem em português. Os idiomas disponíveis para texto são inglês, francês, alemão, espanhol, japonês, coreano e chinês. É um ponto que pesa bastante na decisão de compra para o jogador brasileiro.
Quanto tempo dura a campanha principal?
A campanha principal leva entre 25 e 35 horas, dependendo do seu ritmo. Se quiser fazer tudo (side quests, colecionáveis, pós-jogo), prepare-se para umas 50 a 65 horas. Há também New Game Plus para quem quiser repetir com tudo que conquistou.
Vale a pena para quem nunca jogou um jogo da série Mana?
Sim. Visions of Mana é autossuficiente e não exige conhecimento prévio. A história apresenta novos personagens e um conflito independente. Se você gosta de RPGs de ação com combate fluido e mundo colorido, pode começar por aqui, só esteja ciente das limitações técnicas e da falta de PT-BR.
O combate é muito complicado?
Não. O sistema é acessível: você tem dois botões de ataque, esquiva e habilidades especiais que são ativadas com gatilhos. A troca de classes por Vasos Elementais é simples e pode ser feita a qualquer momento (fora do combate). A dificuldade é baixa mesmo no modo Hard, com chefes que são mais tanques de HP do que desafios táticos. É ideal para quem quer uma experiência relaxante e estilosa.
