Valkyrie Elysium no PS5: Combate que diverte, mundo que desanima

A lendária franquia de RPG tático, Valkyrie Profile, virou um hack 'n slash. A Square Enix entregou o projeto à Soleil, estúdio de ação, e o resultado divide opiniões. Para quem não carrega nostalgia, há diversão honesta. Para os saudosistas, decepção certa.

Passei bons momentos com Valkyrie Elysium no PS5. Também senti na pele suas limitações. O combate é rápido, bem animado e, por algumas horas, realmente empolga. Mas tudo ao redor parece oco: cenários vazios, história previsível, missões repetitivas. Acerta no básico, deixa a desejar no resto. Vamos aos detalhes.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Gosta de combate ágil estilo Devil May Cry e não se importa com narrativa? O jogo pode te agradar.
  • Fãs de Valkyrie Profile: vá com expectativas baixas. A jogabilidade é radicalmente diferente.
  • Campanha principal: 10 a 15 horas. Conteúdo extra para quem busca 100%.
  • Múltiplos finais, mas dependem de coletáveis, não de escolhas morais complexas.

1. Valkyrie Elysium para PlayStation 5

Você controla a Valquíria Maria, lança a Soul Chain e se joga contra um grupo de inimigos. Alterna entre espada e lança em combos aéreos, invoca um Einherjar para quebrar uma barreira de gelo, revela um baú. É bem empolgante. O sistema de fraquezas por arma e elemento força trocas constantes, mantendo as lutas interessantes por um bom tempo. Os chefes são bem projetados, com padrões que exigem atenção. Cada Einherjar tem sua própria história, contada em audiodramas emocionantes. Mas a diversão começa a murchar. A estrutura é episódica: 9 capítulos lineares, cada um com 40 minutos a 1 hora. Entre na área, derrote inimigos, colete gemas, derrote o chefe. Exploração não recompensa. Os cenários são vazios, com poucos baús e segredos. As missões secundárias, liberadas só depois da história, são ainda mais repetitivas. A progressão por gemas e árvore de habilidades é limitada. A dificuldade Normal fica fácil demais depois que você aprende os combos. A narrativa é fraca. História previsível, protagonista sem personalidade, personagens secundários com pouco tempo de tela. Os gráficos têm design de personagens bonito, mas texturas datadas e cenários sem vida. No PS5, quedas de frame em momentos de muitos inimigos, mas nada que quebre a experiência. A trilha sonora de Motoi Sakuraba salva a apresentação. Valkyrie Elysium não é ruim, é mediano. Entrega ação descompromissada para quem quer um hack 'n slash de fim de semana. Para fãs da série clássica, decepção. Se você for de cabeça aberta, encontra diversão honesta, mas limitada.

Prós

  • Combate rápido, fluido e bem animado, com influências de Devil May Cry
  • Sistema de fraquezas elementares e de armas incentiva troca constante
  • Einherjar com histórias próprias e audiodramas emocionantes
  • Trilha sonora de Motoi Sakuraba de alta qualidade
  • Lutas contra chefes envolventes e bem projetadas

Contras

  • Mundo vazio e sem recompensas pela exploração
  • Narrativa fraca, previsível e superficial

Combate: o coração que sustenta o jogo

Lançar a Soul Chain, puxar para cima de um inimigo, acertar três golpes de espada, trocar para a lança e finalizar com um combo aéreo. É nesses momentos que Valkyrie Elysium brilha. O sistema de fraquezas por arma e elemento força você a trocar de equipamento com frequência, mantendo as lutas interessantes por um bom tempo. Os chefes são bem projetados, com padrões que exigem paciência e exploram as mecânicas.

O problema: a diversão dura até a metade do jogo. Depois de algumas horas, a falta de variedade de inimigos e a repetição dos mesmos esquemas de combate começam a pesar. A árvore de habilidades tem três ramos, mas a progressão é travada pela disponibilidade de gemas em capítulos específicos. A dificuldade Normal fica fácil demais. Ainda assim, para quem busca ação direta, o combate entrega.

Mundo e narrativa: o elo mais fraco

Midgard está em ruínas, e o jogo mostra isso de forma literal: cenários são corredores vazios com poucos elementos interativos. Baús com itens genéricos e gemas. O mundo parece um cenário de teatro montado só para as lutas. A história tenta temas de sacrifício e redenção, mas a protagonista Maria é genérica demais para carregar qualquer drama. Os Einherjar têm tramas mais interessantes, mas são coadjuvantes mecânicos, sem tempo de tela.

A narrativa engrena só nos capítulos finais, com reviravoltas previsíveis e desfecho dependente de coletar itens. Para quem valoriza história em um RPG, a sensação é de vazio. O jogo priorizou a ação e deixou de lado o resto. Funciona para hack 'n slash, decepciona quem esperava substância.

Para quem faz sentido?

Fã de Devil May Cry, Bayonetta ou Nier, e quer uma experiência mais curta? Valkyrie Elysium pode agradar. O combate é o ponto alto e sustenta o jogo por 10 a 15 horas. Se você não se importa com história ou exploração profunda, é uma opção honesta de ação descompromissada.

Por outro lado, fãs antigos de Valkyrie Profile que esperam um RPG tático com narrativa complexa vão se decepcionar. Também não é para quem busca gráficos de ponta ou mundo rico. É um título de orçamento médio com limitações evidentes. Se você encaixa no perfil de quem só quer dar espadadas e combos com estilo, divirta-se. Senão, procure outra coisa.

Perguntas frequentes sobre review Valkyrie Elysium PlayStation 5

Quanto tempo leva para zerar Valkyrie Elysium?

A campanha principal leva entre 10 e 15 horas. Para fazer 100% (todos os finais, side quests e troféus), prepare-se para umas 25 a 30 horas.

Valkyrie Elysium tem modo cooperativo?

Não. É single-player. Você controla a Valquíria e invoca Einherjar como suporte de IA.

O jogo tem múltiplos finais?

Sim. São quatro finais diferentes, determinados pela quantidade de Verdant Blossoms (ou Hollow Blossoms) coletados durante a campanha.

Vale a pena para quem nunca jogou a série Valkyrie?

Sim, se você gosta de hack 'n slash. O jogo não exige conhecimento prévio. A história é autossuficiente, ainda que simples.

O jogo tem legendas em português?

Sim. Oferece legendas e interface em português do Brasil, além de dublagem em inglês e japonês.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.