Em uma base inimiga, você assume o controle de um soldado, caminha pelos corredores, ativa uma alavanca que abre uma jaula. O caos se instala. Você pula para o corpo do guarda ao lado e assiste à confusão. Isso é Unknown 9: Awakening no seu melhor. uma ideia brilhante de possessão que, infelizmente, vem acompanhada de combate frágil, gráficos datados e performance irregular.
A mecânica central (Stepping) é criativa e divertida, mas o jogo tropeça em quase tudo ao redor. Para quem curte stealth e não se importa com arestas técnicas, há momentos de pura diversão. Para quem busca polimento blockbuster, melhor passar longe.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Avalie sua tolerância a combate corpo a corpo travado e câmera problemática.
- Stealth é o caminho mais prazeroso; espere usar possessão e invisibilidade com frequência.
- A campanha dura entre 10 e 12 horas, com 13 capítulos e seleção de capítulo.
- Sem dublagem em português, apenas legendas PT-BR.
1. Unknown 9: Awakening PS5 – Ação e furtividade com foco em possessão
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Num templo indiano, usei a invisibilidade para flanquear dois sentinelas, possuí um terceiro e o fiz detonar um barril explosivo. O caos foi tão satisfatório que ignorei por um momento os problemas do jogo. A possessão permite pular de corpo em corpo, ativar alavancas, distrair guardas ou simplesmente causar confusão. Quando o jogo te deixa brincar com isso, ele brilha. Cada fase é um pequeno puzzle de furtividade. Mas quando fui forçado ao combate aberto contra um grupo de Ascendentes, os golpes não conectavam, a câmera rodava sem rumo e a IA inimiga parecia desligada. A história de vingança de Haroona contra Vincent Lichter é clichê e previsível, apesar de Anya Chalotra entregar uma atuação decente. Os diálogos soam genéricos. Tecnicamente, o PS5 sofre com quedas de quadros em áreas abertas, bugs de animação e modelos de personagens datados. A trilha sonora é esquecível. Unknown 9: Awakening é amor e ódio: a possessão é criativa o suficiente para manter o interesse, mas a execução frágil impede o jogo de alcançar seu potencial. Ideal para quem curte stealth experimental, frustrante para quem espera polimento.
Prós
- Mecânica de possessão extremamente criativa e divertida
- Stealth com poderes oferece várias abordagens táticas
- Atuação de Anya Chalotra como Haroona é boa
- Campanha honesta de 10-12 horas com seleção de capítulos
Contras
- Combate corpo a corpo travado, impreciso e repetitivo
- IA inimiga burra e detecção inconsistente
A mecânica que salva o jogo: a possessão (Stepping)
A possessão transforma cada base em um playground. Você não precisa atacar. pode habitar corpos, usar suas armas ou ativar dispositivos. A melhor sequência foi pular de corpo em corpo em uma base na Mauritânia, plantando bombas e assistindo ao efeito dominó. O jogo incentiva o stealth, e as zonas de combate são quebra-cabeças ambientais. Usar invisibilidade para se infiltrar, empurrar um soldado de um penhasco com telecinese ou desviar balas com escudo umbral: tudo funciona. A árvore de habilidades (Combate, Furtividade, Umbral) permite algum ajuste, mas a progressão é linear e você não pode resetar pontos.
Onde o jogo desanda: combate direto e problemas técnicos
O combate corpo a corpo é um fardo. Os golpes são lentos, o bloqueio impreciso e a câmera trava em espaços apertados. Em uma luta contra três inimigos, tive que desviar de balas com o escudo umbral, mas a mira falhava e acabei tomando dano desnecessário. A IA inimiga é ingênua: guardas não reagem a barulhos de queda ou corpos caídos, e a detecção varia de forma imprevisível. No PS5, quedas de quadros aparecem em áreas com muitos efeitos, além de bugs como personagens atravessando objetos e áudio sumindo. A sensação é de um jogo que precisava de mais polimento.
Para quem este jogo faz sentido?
Unknown 9: Awakening não é para todos, mas tem seu público. Quem abraçar a proposta de ser um fantasma possessivo vai se divertir. Se você curte a liberdade tática de Dishonored ou A Plague Tale, a possessão oferece momentos genuinamente criativos. A campanha de 10 a 12 horas com seleção de capítulos é honesta. Mas quem espera combate refinado, gráficos de ponta ou uma narrativa profunda vai se decepcionar. É um título de amor e ódio: a ideia central salva, mas a execução frágil impede que alcance o potencial. Para fãs de stealth experimental, vale uma chance; para os demais, talvez seja melhor evitar.
Perguntas frequentes sobre review Unknown 9: Awakening PlayStation 5
Unknown 9: Awakening tem dublagem em português?
Não. O jogo possui apenas legendas em português do Brasil. A dublagem é em inglês, com a voz de Haroona por Anya Chalotra.
Quanto tempo dura a campanha principal?
A campanha principal leva entre 10 e 12 horas. Para completar 100% (todos os colecionáveis), espere de 12 a 15 horas.
O combate é melhor no stealth ou na porrada?
Stealth é muito mais divertido e eficiente. O combate direto é travado, impreciso e frustrante. Use a possessão e a furtividade sempre que possível.
O jogo tem problemas técnicos no PS5?
Sim. Há quedas de quadros em áreas abertas, bugs de animação e ocasionais travamentos. Nada que impeça de zerar, mas atrapalha a imersão.
Preciso conhecer o universo expandido para entender a história?
A história em si é clichê e autossuficiente, mas o universo (com quadrinhos e podcasts) adiciona contexto. Sem ele, a narrativa parece genérica e sem profundidade.
