Ufouria: The Saga 2. Um Metroidvania de feltro que encanta os olhos e testa a paciência

Hebe abre os olhos em uma casa colorida de feltro. A TV ligada mostra uma mensagem urgente: Utsujin invadiu o planeta. Tudo ao redor parece saído de uma loja de artesanato. nuvens de miçanga, inimigos de lã, chão com textura de tecido. Ufouria: The Saga 2 começa assim, e a primeira impressão é de que você entrou em um diorama vivo.

E por um bom tempo, a mágica segura o jogo. Os personagens são expressivos, o humor escatológico arranca sorrisos, e cada cenário novo revela um trabalho manual impressionante. Mas depois de algumas horas, a simplicidade da progressão e a repetição dos chefes começam a aparecer. O encanto vira rotina.

Testamos a versão de PlayStation 5 e vimos um jogo que abraça a nostalgia e o estilo artesanal, mas que tropeça na própria proposta. É curto, bonito e relaxante. ideal para uma tarde, mas longe de satisfazer quem busca um Metroidvania de verdade.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • A arte em feltro é o grande trunfo: se você valoriza direção visual criativa, o jogo já ganha pontos de saída.
  • Campanha principal gira em torno de 3 horas. Perfeito para um voo de avião, mas frustrante se você espera um jogo de dezenas de horas.
  • Jogabilidade simples e linear: você coleta moedas, volta à base para comprar habilidades em uma máquina de venda, e repete. O ritmo sofre com esse vai e vem.
  • Chefes repetitivos: o mesmo padrão de luta com pouca variação. cansa antes do final.
  • Indicado para fãs do Ufouria original (1991) ou para quem quer um jogo relaxante e cheio de personalidade. Não é para quem busca desafio ou profundidade.

1. Ufouria: The Saga 2 para PlayStation 5. versão padrão

Você controla Hebe em um mundo tomado por gosma roxa. Junto com Ō-Chan, Sukezaemon e Jennifer. cada um com habilidades únicas como planar, escalar e ataque à distância. você precisa coletar Utsu-cans (as moedas do jogo) para comprar melhorias em uma máquina de venda automática na base. As fases são curtas, lineares e com leve aleatoriedade na disposição de inimigos. Trocar de personagem na hora certa é essencial para avançar. O visual é o grande acerto: cenários de feltro com costuras aparentes, inimigos que parecem bichinhos de lã, uma paleta vibrante que lembra brinquedos infantis. O humor nonsense, com personagens que quebram a quarta parede e fazem piadas de cocô, arranca gargalhadas. ou pelo menos um sorriso amarelo. A trilha sonora animada completa o pacote. Mas a progressão machuca: você joga uma fase, volta para a base, coloca moedas na máquina, compra um item, e sai de novo. Esse loop quebra qualquer imersão. Os chefes são cópias uns dos outros. uma massa de geleca que repete os mesmos movimentos. E quando o jogo acaba em 3 horas, você fica com a sensação de que poderia ter dado mais. A versão de PS5 roda liso, carregamento rápido e tem platina fácil. As legendas em português não têm confirmação oficial; verifique antes de comprar.

Prós

  • Direção de arte em feltro deslumbrante, com texturas que parecem reais e personagens carismáticos.
  • Humor bizarro e esquetes que surpreendem e divertem.
  • Trilha sonora animada e nostálgica, que casa perfeitamente com o visual.
  • Experiência acessível e relaxante, ideal para relaxar sem pressão.
  • Platina fácil no PS5, com cerca de 6 a 7 horas para completistas.

Contras

  • Campanha principal de apenas 3 horas. muito curta.
  • Chefes repetitivos, com padrões que se repetem sem variação significativa.

Um mundo de feltro e memórias

A primeira coisa que você nota é a textura. As nuvens são feitas de miçangas, os inimigos têm lã saindo das costuras, os cenários parecem montados em uma mesa de artesanato. A máquina de venda automática na base é o ponto central: você insere moedas e recebe itens como Fancy Mic (um microfone que funciona como ataque) ou Heart Container. A Sunsoft caprichou na direção de arte a ponto de cada tela parecer uma fotografia de um diorama.

O humor acompanha. Hebe e seus amigos trocam piadas nonsense, quebram a quarta parede e fazem comentários sobre a própria simplicidade do jogo. Em um momento, um personagem diz algo como 'Isso é muito fácil, né?'. E é. Mas a leveza do texto contrasta com a frustração de encarar o mesmo chefe três vezes. Para quem jogou o original de 1991, o reencontro é afetivo. Para novatos, é um deleite visual que mantém o jogo por algumas horas.

Jogabilidade: diversão que range

Os controles são sólidos: o pulo responde bem, o ataque é simples (X pula, quadrado ataca) e a troca de personagem com L1/R1 é rápida. Cada personagem tem sua função. Ō-Chan plana, Jennifer escala, Sukezaemon ataca à distância. A progressão exige que você use todos para superar obstáculos, o que poderia ser interessante se as fases não fossem tão lineares.

O problema maior é o loop. Você coleta moedas, volta para a base, gasta na máquina, volta para a fase. Isso repete várias vezes, e a sensação é de que o jogo alonga artificialmente a duração. Os chefes são a cereja do bolo amargo: uma geleca que aparece em formas diferentes, mas com os mesmos padrões de ataque. Depois do segundo chefe, você já sabe o que esperar. Para quem busca relaxar, a simplicidade pode ser virtude. Para quem quer um Metroidvania com profundidade, é decepção na certa.

Perguntas frequentes sobre review Ufouria The Saga 2 PlayStation 5

Ufouria The Saga 2 tem legendas em português?

Não há confirmação oficial sobre legendas em português; verifique antes de comprar.

Vale a pena para quem não conhece o original de 1991?

Depende do que você busca. Se valoriza direção de arte e humor peculiar, sim. Se espera um Metroidvania desafiador e longo, melhor buscar outras opções.

Quanto tempo dura Ufouria The Saga 2?

A campanha principal leva cerca de 3 horas. Para fazer tudo (inclusive troféus), umas 6 a 7 horas.

O jogo é muito difícil?

Não. É acessível, com sistema de vidas e corações tradicional. A dificuldade é baixa, ideal para iniciantes no gênero.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.