Trolls Remix Rescue: Um banho de glitter com alguns tropeços

Poppy estica o cabelo para planar sobre um mar de glitter, enquanto Branch dispara um solo de guitarra em uma montanha de notas coloridas. Trolls Remix Rescue tenta traduzir essa explosão dos filmes para um jogo de plataforma 3D, e em vários momentos consegue. A direção de arte caprichada, a customização de Trolls que lembra um pouco Sackboy e os minigames musicais dão o tom certo para a franquia. Mas entre uma coreografia e outra, você esbarra em uma câmera desastrada e bugs que parecem ter escapado do controle de qualidade.

Quem criou o jogo é a Petit Fabrik, um estúdio brasileiro de Manaus. uma curiosidade que dá um quê de orgulho nacional, mas não esconde os defeitos. Publicado pela GameMill, o jogo chegou em outubro de 2023 para todas as plataformas. Testamos a versão de PS5 e, honestamente, a impressão é de um jogo que acerta no coração (visual, carisma), mas tropeça nos pés: câmera, hitbox, level design repetitivo. A pergunta que fica: a diversão compensa a frustração? Depende muito de quem está jogando.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Modo cooperativo local: o jogo foi claramente pensado para ser jogado por duas a quatro crianças juntas. Sozinho, a repetição cansa mais rápido.
  • Verifique a faixa etária: a classificação indicativa é livre (ESRB E), mas alguns trechos de dificuldade (especialmente chefes) podem frustrar crianças pequenas.
  • Sem localização em português: nem legendas nem dublagem em PT-BR. Se a criança ainda não lê inglês, vai precisar de ajuda de um adulto.
  • Tamanho do jogo: cerca de 2,75 GB no PS5, então não pesa no armazenamento.
  • Edição Deluxe: inclui personagens e roupas extras, mas o conteúdo base já é suficiente para a maioria.

1. DreamWorks Trolls Remix Rescue. PlayStation 5 (Mídia Digital)

Trolls Remix Rescue é um jogo de plataforma 3D que segue a linha dos filmes: cores vibrantes, música e muito cabelo. Você controla Poppy, Branch ou um Troll personalizado (com milhares de combinações de visual) em quatro reinos temáticos. Pop, Funk, Caverna Clássica e Selva Techno. O loop principal é simples: correr, pular, usar o cabelo para atacar inimigos e planar, além de resolver puzzles leves e participar de minigames rítmicos (dança no estilo Bust-A-Move e Guitar Hero). O modo cooperativo local para até quatro jogadores é o grande trunfo. crianças dividindo o sofá, cada uma com seu Troll, se divertem de verdade. Mas os problemas não demoram a aparecer. Em uma fase, a câmera fecha tanto que você não vê o inimigo. e morre sem entender. Bugs de clipping (cair pelo chão, ficar preso em geometria) são frequentes, e a hitbox dos pulos é imprecisa. O level design se torna monótono rápido. as fases são lineares, com poucas bifurcações para colecionáveis, e as ideias se repetem. A trilha sonora, apesar de ter músicas conhecidas da franquia, cansa pela repetição em cada região. E a ausência total de legendas ou dublagem em português é uma barreira enorme para o público infantil brasileiro. Dito isso, a customização do Troll é realmente legal. Dá para passar um bom tempo montando o personagem, escolhendo orelhas, cabelo, roupas e acessórios. O visual é fiel aos filmes, com um acabamento que imita feltro e glitter. bonito de ver. Os minigames musicais quebram bem a rotina da plataforma. Para quem busca uma atividade lúdica para crianças de 4 a 8 anos, especialmente em família ou entre irmãos, a experiência pode ser positiva, desde que os adultos estejam preparados para ajudar com os textos em inglês e para relevar os momentos em que a câmera resolve passear sozinha.

Prós

  • Customização de Troll rica e divertida, com milhares de combinações
  • Visual colorido e fiel aos filmes, com identidade artística própria (feltro, glitter)
  • Modo cooperativo local funcional e adequado para crianças no sofá
  • Minigames musicais (dança e Guitar Hero) quebram a monotonia

Contras

  • Câmera problemática: trava, clipping e piora em modo cooperativo
  • Bugs frequentes de colisão e queda infinita, dando sensação de inacabado

A câmera que virou vilã

Se tem uma coisa que atormenta a experiência em Trolls Remix Rescue, é a câmera. Em vez de ficar atrás do personagem de forma estável, ela tem vida própria: fecha demais durante pulos, fica presa em paredes, treme em perseguições e, quando você menos espera, mostra um ângulo que esconde obstáculos. Na fase da Pop Village, um salto simples sobre um cogumelo virou queda infinita porque a câmera resolveu mostrar o teto. No modo cooperativo, o problema dobra: a câmera parece seguir só o jogador 1, enquanto os outros viram bolhas flutuantes (como em Super Mario 3D World). Morrer por causa de um ângulo cego é mais comum do que deveria. Os reviews internacionais apontam isso como o maior defeito, e não é exagero.

Bugs de clipping também viram rotina: cair pelo chão, ficar preso em geometria, resetar o jogo. Em uma das fases, tive que reiniciar porque o personagem caiu em um vazio infinito. Esses problemas dão a sensação de que o jogo foi lançado antes do tempo. Para uma criança que está aprendendo a jogar plataforma, a frustração pode ser grande.

Customização e cooperativo: os pontos altos

O melhor momento do jogo não é correr, pular ou enfrentar chefes. É criar seu próprio Troll. Dá para escolher tipo de orelha, cabelo (com cores e texturas variadas), olhos, roupas e acessórios. O resultado é um personagem único que aparece nas cutscenes e nos níveis. A quantidade de combinações é grande o suficiente para prender a atenção das crianças por um bom tempo. Visualmente, o jogo acerta: os cenários parecem feitos de tecido, glitter e papelão, um charme que conversa bem com o universo dos filmes.

O modo cooperativo local salva a experiência. Com até quatro jogadores, a bagunça é controlada: cada um ajuda o outro, revive quem morre e compartilha a diversão dos minigames rítmicos. Os minigames de dança e Guitar Hero (com as músicas dos filmes) são simples, mas funcionam como pausa na plataforma. Para pais que querem uma atividade em família no sofá, é o principal motivo para considerar o jogo.

Público ideal e o que esperar

Adultos em busca de um jogo de plataforma polido, passem reto. O jogo é para crianças pequenas, fãs dos filmes, que vão se encantar com os personagens, as cores e a música. A campanha tem cerca de 4 a 7 horas (dependendo do ritmo) e, para quem busca a platina, de 15 a 20 horas com colecionáveis e speedrun. O problema é que a falta de português corta as asas de quem não lê inglês. as instruções e os diálogos são todos em inglês, e não há legendas. Para uma criança brasileira de 5 anos, isso é uma barreira real. Os pais precisarão traduzir ou guiar.

Se você é pai ou mãe procurando um jogo colorido, sem violência, com coop local e que os filhos já amam a franquia, pode valer. desde que esteja preparado para ignorar os bugs e a câmera. Para qualquer outro perfil, a recomendação é cautela. Existem plataformas 3D infantis muito mais polidas no mercado.

Perguntas frequentes sobre review Trolls Remix Rescue PlayStation 5

Trolls Remix Rescue tem suporte a português?

Não. O jogo não possui legendas nem dublagem em português brasileiro. Todo o texto e áudio estão em inglês, o que pode ser um problema para crianças que não dominam o idioma.

O jogo é difícil para crianças?

A dificuldade é irregular. A maior parte é acessível, mas alguns chefes e trechos de plataforma exigem reflexos e paciência. A câmera atrapalha ainda mais, transformando saltos simples em desafios frustrantes para os pequenos.

Quanto tempo dura a campanha?

A campanha principal leva entre 4 e 7 horas. Para completar 100% (todos os colecionáveis e troféus), espere de 15 a 20 horas, incluindo uma speedrun de menos de 3 horas para a platina.

Vale a pena jogar no modo cooperativo?

Sim, o modo cooperativo local para até 4 jogadores é o melhor aspecto do jogo. Crianças se divertem juntas, e a câmera compartilhada (embora problemática) é mais tolerável em grupo.

Existe edição Deluxe? O que ela inclui?

Sim, a Edição Digital Deluxe custa US$ 59,99 e inclui o jogo base mais um pacote com 2 personagens exclusivos e 3 roupas. O conteúdo pode ser comprado separadamente, mas não é essencial para aproveitar o jogo.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.