Review Towa and the Guardians of the Sacred Tree: sacrifício, combate tático e visual de encher os olhos

Ver um guardião desaparecer para sempre depois de uma batalha contra um chefe é o tipo de decisão que poucos roguelites pedem. Em Towa and the Guardians of the Sacred Tree, esse peso emocional não é só enfeite: ele redefine suas escolhas a cada run. Combinado com um combate que alterna entre ataque e suporte em tempo real e uma direção de arte vibrante, o título da Bandai Namco e Brownies Inc. se destaca no meio de tantos concorrentes do gênero.

Mas nem tudo são flores. A repetição de inimigos, cutscenes que se arrastam e a ausência total de legendas em português brasileiro criam barreiras reais. Depois de dezenas de runs alternando entre os oito guardiões, a pergunta que fica: o acerto no sistema de jogo compensa os tropeços? A resposta é sim, com ressalvas.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Curva de aprendizado: o jogo despeja informações na primeira hora. Espere um início sobrecarregado até entender a dinâmica Tsurugi/Kagura.
  • Idioma: todo o texto está em inglês ou japonês (com áudio em inglês). Sem legendas PT-BR. É essencial ter um nível básico de inglês para aproveitar a história e os upgrades.
  • Sistema duplo: você controla dois personagens por run (um atacante e um suporte). Teste combinações diferentes entre os 8 guardiões para encontrar seu estilo.
  • Ritmo: as runs podem ser longas, com checkpoints permanentes a cada estágio. A vila central oferece pausas bem-vindas com pesca, forja e evolução de NPCs.

1. Towa and the Guardians of the Sacred Tree PS5. Roguelite de ação com mecânica de sacrifício

Com um combate que exige troca constante de espadas pelo Quick Draw, cada golpe desgasta a arma e força você a alternar no meio do combo para liberar um Fatal Blow. Entre os oito guardiões, as diferenças são reais: um prefere contato corpo a corpo, outro dispara projéteis mágicos. E a mecânica de sacrifício (perder um guardião permanentemente após vencer um chefe) dá uma camada estratégica que poucos jogos do gênero ousam. A vila central evolui com o tempo: NPCs envelhecem, novas construções aparecem, e atividades como pesca e forja de espadas (com um minigame surpreendentemente relaxante) oferecem pausas orgânicas. A trilha sonora orquestral de Hitoshi Sakimoto e o visual pintado à mão são um banho de imersão. No entanto, a repetição de inimigos ao longo das fases e os chefes com padrões previsíveis cansam depois de algumas horas. As cutscenes longas, especialmente no começo, quebram o ritmo, e a falta de legendas em português brasileiro é um ponto cego grave. Os upgrades temporários (Graças) substituem em vez de acumular, limitando a sensação de progresso ao longo do tempo. Ainda assim, Towa tem personalidade própria. O cooperativo local funciona bem e o loop de progressão (mesmo que os upgrades não acumulem) prende o jogador. Para quem busca um roguelite com coração, que não tem medo de punir e emocionar, é uma escolha sólida.

Prós

  • Combate tático com troca entre ataque e suporte e sistema de durabilidade de espadas
  • Mecânica de sacrifício emocional que impacta as escolhas a cada run
  • Direção de arte deslumbrante e trilha sonora orquestral de Hitoshi Sakimoto
  • Vila central com atividades variadas (pesca, forja, evolução de NPCs) que dão respiro
  • Cooperativo local disponível

Contras

  • Inimigos repetitivos e chefes com padrões previsíveis ao longo do jogo
  • Cutscenes longas e diálogos excessivos, sem opção de pular em alguns momentos

Combate duplo e o peso do sacrifício

O coração de Towa está na dupla Tsurugi (ataque corpo a corpo) e Kagura (suporte mágico). Antes de cada run, você escolhe dois guardiões entre oito disponíveis, cada um com seu próprio conjunto de ataques e super habilidades. A dança começa com as espadas dos Tsurugi se desgastando: a cada golpe, a durabilidade cai, e você precisa usar o Quick Draw para trocar de arma no meio do combo, o que também ativa um ataque especial. Já a Kagura oferece feitiços elementais que podem ser trocados em áreas de descanso. A sincronia entre os dois é essencial: se um morre, vira um espírito com dano reduzido. Mas a barra de vida compartilhada significa que errar a esquiva custa caro para os dois.

O verdadeiro pulo do gato vem depois de derrotar um chefe. A cada run bem-sucedida, você precisa sacrificar permanentemente um dos guardiões: ele desaparece da sua lista, e a vila reage com diálogos que mostram o peso da perda. É uma mecânica que força a experimentar novas combinações e dá uma urgência emocional rara no gênero. Claro, é possível reverter o sacrifício com um recurso de viagem no tempo, mas o custo é alto e a decisão nunca é trivial.

A vila que vive e respira

Entre as runs, a Vila Shinju oferece um contraste bem-vindo com o caos das masmorras. Aqui você forja espadas em um minigame que lembra ferreiros de RPGs tradicionais, pesca em um lago relaxante, treina no dojo para ganhar bônus permanentes e interage com NPCs que envelhecem e mudam com o tempo. A evolução da vila é visual e narrativa: novas construções aparecem à medida que você avança, e os habitantes reagem aos seus sacrifícios. Isso tudo dá uma sensação de progressão que vai além dos upgrades de personagem.

Mas as cutscenes longas e os diálogos excessivos (muitos deles sem opção de pular) podem transformar o ritmo em frustração. A falta de legendas em português brasileiro é um problema, já que boa parte da construção de mundo está nos textos. Quem não tem fluência em inglês vai perder nuances importantes e pode se sentir excluído do pacote.

Perguntas frequentes sobre review Towa and the Guardians of the Sacred Tree PlayStation 5

Precisa saber inglês para jogar Towa and the Guardians of the Sacred Tree?

Sim, o jogo não possui legendas em português brasileiro. Todos os textos e diálogos estão em inglês (com áudio em inglês ou japonês). Para entender a história e as mecânicas, é necessário um nível básico a intermediário de inglês.

O jogo tem modo cooperativo?

Sim, há um modo cooperativo local para dois jogadores. Cada jogador controla um dos personagens da dupla (Tsurugi ou Kagura), o que torna a experiência mais estratégica e divertida no sofá.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree é muito difícil?

O nível de desafio é alto, especialmente nos chefes, que exigem esquivas precisas e uso inteligente das mecânicas. Mas o jogo oferece checkpoints permanentes após cada estágio, o que reduz a frustração. Iniciantes em roguelites podem achar o começo esmagador por causa da quantidade de informações.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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