Congelar o tempo e ver dúzias de facas pararem no ar antes de explodir um chefe: Touhou Luna Nights entrega essa sensação logo nos primeiros minutos. A empregada Sakuya Izayoi é jogada num mundo paralelo, e parar o tempo não é enfeite. é a alma do combate, da exploração e da sobrevivência.
Lançado originalmente em 2019 no PC, o título chega ao PlayStation 5 em uma edição de 5º aniversário caprichada: SteelBook, CD duplo com a trilha, encartes e certificado. Mas antes de se empolgar com o físico, o jogo precisa se sustentar sozinho.
A resposta é sim, com uma ressalva clara: é curto. Em 5 horas você provavelmente já viu tudo. A diversão está no loop de jogabilidade, não no mapa gigante. Para quem busca ação direta e pixel art de primeira, é um prato cheio. Para quem quer um metroidvania de 30 horas com exploração densa, a frustração vem rápido.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Campanha principal entre 3 e 7 horas. Ideal para quem quer algo intenso e não muito longo.
- Pixel art e trilha sonora são os pontos altos: animações fluidas, cenários detalhados e música que gruda na cabeça.
- Dificuldade exige atenção: chefes com padrões fixos e desafiadores; o sistema de graze (se aproximar de ataques para recuperar recursos) é essencial.
- Exploração linear, com backtracking e poucos segredos. A falta de marcadores no mapa pode cansar.
- História superficial e que assume familiaridade com Touhou. Não espere narrativa complexa.
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A fluidez é a primeira impressão. Sakuya corre, desliza e arremessa facas com precisão. A parada temporal congela inimigos, mas suas facas continuam no ar até o tempo voltar. e você pode usá-las como plataforma. O sistema de graze transforma cada encontro em risco e recompensa: se aproximar de um tiro no último segundo recupera HP e MP, mas um erro custa caro. Nos chefes, isso brilha: você decora padrões, para o tempo e enche o inimigo de lâminas. Visualmente, é um colírio: cenários detalhados (banheiro japonês, biblioteca, torres de relógio), pixel art das mais bonitas do gênero. A trilha sonora é marcante. O problema é a duração: em torno de 5 horas você já viu tudo. A linearidade e a falta de marcadores no mapa tornam o backtracking cansativo. A história, que assume que você conhece Touhou, não ajuda. Mas o que está aqui é tão bem feito que a recomendação se sustenta para quem quer ação metroidvania pura.
Prós
- Jogabilidade fluida e criativa com a parada temporal e o sistema de graze
- Pixel art e animações de altíssima qualidade
- Trilha sonora marcante que captura a essência de Touhou
- Combate desafiador e satisfatório, especialmente nos chefes
- Edição física bem produzida com SteelBook e CD duplo
Contras
- Duração curta (3 a 7 horas) para um metroidvania
- Linearidade excessiva e poucos segredos ou motivos para rejogar
Parar o tempo e enfrentar o caos
O combate não perdoa hesitação. Você para o tempo, arremessa facas, desvia de projéteis e usa o graze para recuperar fôlego. As facas congeladas no ar podem se tornar plataformas. É um loop viciante que exige atenção constante.
No começo, o jogo parece simples: pulo, ataque e relógio que congela. Conforme avança, ganha deslize, pulo duplo e a habilidade de usar facas no tempo parado. Cada nova habilidade abre trechos antes inacessíveis, mas o backtracking é reto demais. Você volta pelos mesmos corredores, sem atalhos ou segredos que justifiquem o vaivém. A paciência pode falhar.
Um banquete para os olhos (e ouvidos)
A Team Ladybug entende de pixel art. Cada cenário é cheio de detalhes: flores de cerejeira, livros empilhados, engrenagens na torre de relógio. As animações de Sakuya são suaves, os efeitos visuais da parada temporal dão um show. A trilha sonora, com arranjos de clássicos de Touhou, é um acerto. Não tem dublagem, mas a história se conta pelos sprites e textos em inglês.
Cada área tem sua própria identidade, e a música embala cada luta. A ausência de dublagem não pesa. a narrativa visual é suficiente.
Para quem é esse jogo?
Ação direta, desafio na medida certa e campanha curta: esse é o perfil. Fãs de metroidvania que priorizam jogabilidade sobre exploração vão adorar. Também é uma boa porta de entrada para o universo Touhou, desde que você não espere entender toda a mitologia de primeira.
Por outro lado, quem busca uma longa jornada com progressão complexa e mapa cheio de segredos pode sair frustrado. A linearidade e a falta de marcadores tornam a exploração menos recompensadora. Não é defeito, é escolha de design. E dentro dessa escolha, o jogo entrega o que promete: uma experiência metroidvania enxuta, bonita e com uma das melhores mecânicas de tempo do gênero.
Perguntas frequentes sobre review Touhou Luna Nights Anniversary PlayStation 5
Touhou Luna Nights tem modo multiplayer?
Não, o jogo é exclusivamente single-player.
Quanto tempo dura a campanha principal?
Entre 3 e 7 horas, dependendo do seu ritmo e se você busca todos os itens. Para completistas, pode chegar a umas 10 horas.
Preciso conhecer a série Touhou para aproveitar o jogo?
Não é necessário, mas o contexto ajuda. O foco é a jogabilidade, então você consegue se divertir mesmo sem saber quem é Remilia ou Sakuya.
Vale a pena comprar a edição física de aniversário?
Depende: se você é colecionador e aprecia itens como SteelBook, CD duplo e certificado, sim. Para quem só quer jogar, a versão digital é mais em conta e oferece exatamente o mesmo conteúdo do jogo.
