Review Tomb Raider 1-3 Remastered no PS5: nostalgia preservada, mas com alguns tropeços

Pisar na neve de Lara Croft em 2024 é como abrir uma cápsula do tempo. A Aspyr juntou os três primeiros Tomb Raider. mais todas as expansões. numa remasterização que respeita o original, mas não esconde a idade. Passei dezenas de horas no PS5 com a coleção e, entre quedas de câmera e saltos milimétricos, redescobri por que Lara virou símbolo.

O conteúdo é generoso: são três campanhas completas (Tomb Raider I de 1996, II de 1997 e III de 1998) e as expansões Unfinished Business, The Golden Mask e The Lost Artifact. Só para ver os créditos são umas 40 horas; garimpando cada segredo, passa de 90. O botão que alterna gráficos antigos e novos é um show: num piscar você vê texturas pixeladas virarem pedra polida, sem perder a essência dos anos 90. Em The Lost Valley, por exemplo, encarar o T-Rex com a iluminação refeita impressiona, mas a câmera briga para te acompanhar.

A nostalgia cobra seu preço. Os controles modernos (baseados em Tomb Raider: Legend) existem, mas o level design foi feito para o esquema tanque. Resultado: você tenta um salto de plataforma e o ângulo muda no meio do caminho, jogando Lara no abismo. E não adianta esperar checkpoint. não há salvamento automático. Morrer por descuido pode custar minutos de exploração. Para veteranos, isso é familiar. Para novatos, é um baque.

Mesmo assim, a coletânea vale a jornada. Os puzzles continuam engenhosos, a sensação de descoberta é genuína, e o PS5 entrega 60fps estáveis. O modo foto é um bônus bem-vindo, e as legendas em português ajudam. As cutscenes, porém, só ganharam um filtro. continuam datadas. Não espere um remake; espere uma viagem no tempo, com os solavancos que isso implica.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Paciência com controles: mesmo no modo moderno, a precisão de saltos exige adaptação. O esquema tanque (L2/R2 para girar) pode surpreender pela eficácia.
  • Salve manualmente sempre: sem auto-save, um descuido e você volta ao último save. Crie o hábito de salvar após cada puzzle ou antes de áreas perigosas.
  • Foco em exploração e puzzles: o combate é secundário e a câmera atrapalha tiroteios. A diversão real está em desvendar segredos e resolver enigmas.
  • Aproveite as expansões: Unfinished Business, The Golden Mask e The Lost Artifact são inéditas em consoles PlayStation e adicionam horas de conteúdo.
  • Valorize a remasterização fiel: se você busca gráficos renovados sem perder a identidade dos anos 90, este pacote é ideal.

1. Tomb Raider I-III Remastered Starring Lara Croft – PS5: remasterização fiel com muito conteúdo

Tomb Raider 1-3 Remastered é um tributo honesto aos clássicos. Os gráficos ganharam texturas e modelos novos, a iluminação foi ajustada (mas em áreas fechadas pode esconder plataformas), e a alternância instantânea para o visual original é um deleite técnico. No PS5, roda a 60 quadros firmes, mesmo com os solavancos de câmera. O ponto alto é o volume: três jogos completos, três expansões, mais de 200 troféus. Para quem nunca jogou os originais, é uma chance de entender por que Lara virou ícone. Mas os controles modernos não se adaptam bem ao design em grade, a câmera é traiçoeira em corredores apertados e as cutscenes continuam datadas (só suavizadas). A falta de auto-save incomoda. No fim, o acerto supera o erro. Se você tem memória afetiva ou curte explorar as raízes dos games, vai se sentir em casa. Só não espere fluidez moderna. É um jogo de 1996 com roupa nova. e isso tem seu charme.

Prós

  • Pacote generoso: três jogos e todas as expansões
  • Remasterização visual caprichada com alternância instantânea para gráficos originais
  • 60fps estáveis no PS5, carregamentos rápidos
  • Modo foto e legendas em português do Brasil
  • Level design e puzzles ainda impressionam

Contras

  • Controles datados e câmera imprevisível, especialmente em espaços pequenos
  • Cutscenes pouco melhoradas, ainda muito datadas

Controles: moderno ou clássico?

A promessa de controles modernos soa bem no papel, mas na prática o design em grade dos anos 90 cobra seu preço. No modo moderno, você pode mirar com o analógico e agarrar bordas automaticamente, mas salta num corredor apertado e a câmera muda de ângulo, jogando Lara no vazio. Em Tomb Raider II, pular entre plataformas na Grande Muralha vira tentativa e erro. Minha dica: teste os dois esquemas. O tanque (girar com L2/R2) pode parecer arcaico, mas depois de algumas horas a precisão volta. A curva de aprendizado existe, mas a sensação de domínio compensa.

Outra ausência que pesa: salvamento automático. Não há checkpoint algum. Você precisa abrir o menu e salvar manualmente, o que significa que uma morte descuidada pode te jogar minutos atrás. Para veteranos, é rotina. Para novatos, soa como punição. A Aspyr optou por manter a experiência original intacta, e respeito isso, mas aviso: salve sempre, principalmente antes de áreas com saltos complicados.

Visual e desempenho no PS5

No PS5, a remasterização entrega o que promete: 60 quadros por segundo firmes, sem quedas. A alternância entre gráficos clássicos e remasterizados é instantânea, sem loading, perfeita para comparar o antes e depois. Texturas ganharam resolução, modelos de personagens e inimigos estão mais detalhados, e a iluminação refeita traz novos ares. mas em áreas internas, como as cavernas de Tomb Raider I, a luz excessiva esconde plataformas ou itens. Já as cutscenes receberam apenas um filtro de suavização; continuam com animação rígida, destoando dos cenários remasterizados. O modo foto é um plus: você pode posicionar câmera, aplicar filtros e capturar Lara em poses clássicas. No geral, o pacote visual é honesto e respeitoso, sem reinventar a roda.

Perguntas frequentes sobre review Tomb Raider 1-3 Remastered PlayStation 5

Precisa jogar os três em ordem?

Sim. Os jogos são desbloqueados sequencialmente: você termina Tomb Raider I para liberar o II, e assim por diante. Não é possível pular entre eles.

O que vem incluído na compra?

A compilação inclui Tomb Raider I + Unfinished Business, Tomb Raider II + The Golden Mask e Tomb Raider III + The Lost Artifact. São três jogos e três expansões, totalizando mais de 40 horas de campanha.

Vale a pena para quem nunca jogou os originais?

Depende da sua paciência com mecânicas antigas. Se você curte exploração, puzzles desafiadores e não se importa com controles rígidos e câmera instável, sim. Caso prefira ação moderna com tutoriais e saves automáticos, comece pelos reboots da Crystal Dynamics.

Tem legendas em português?

Sim, o jogo possui legendas em português do Brasil em todos os diálogos e menus.

O modo foto é bom?

Sim, é completo. Permite movimentar a câmera livremente, aplicar filtros, ajustar profundidade de campo e congelar a ação. Dá para registrar cenários e poses clássicas da Lara.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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