Nove anos depois, Rainbow Six Siege ainda consegue surpreender. Siege X não é só uma atualização, é uma reformulação. A Ubisoft Montreal trouxe um novo modo, áudio reformulado e movimentação repensada. O resultado é o mesmo Siege de sempre, mas com energia de jogo novo.
O grande lançamento é o Dual Front, modo 6v6 que coloca ataque e defesa lado a lado, com respawn e um mapa enorme dividido em setores. Na primeira partida, você corre para o setor A enquanto passos no corredor revelam o inimigo. O áudio novo entrega cada detalhe. A sensação de coordenar um avanço em duas frentes é única.
Curva de aprendizado íngreme? Continua. Dual Front tem só um mapa no lançamento. Ranqueado trancado atrás de edição premium e nível 50. Mas para quem busca tiro tático inteligente, com destruição ambiental que muda cada rodada, Siege X é o melhor ponto de entrada em anos. E de quebra, você testa tudo sem pagar um centavo.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Curva de aprendizado: Siege X exige paciência. São mais de 70 operadores, mapas com destruição total e um tempo de eliminação muito rápido. Esteja disposto a perder partidas no começo.
- Modelo free-to-play: acesso gratuito inclui Quick Match, Unranked e Dual Front com 26 operadores desbloqueáveis. Perfeito para testar antes de investir.
- Áudio faz diferença: a nova propagação sonora é o upgrade mais impactante. Fones de ouvido decentes transformam a experiência e revelam passos que antes se perdiam.
- Ranqueado exige investimento: para entrar no competitivo, você precisa da Edição Elite ou superior e nível 50. Se o foco for diversão casual, a versão gratuita já basta.
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Rainbow Six Siege X não é apenas mais uma temporada. É a maior transformação que o jogo já recebeu. A estrela é o Dual Front, um modo 6v6 que coloca ataque e defesa lado a lado, com respawn e um mapa enorme dividido em setores. Nas primeiras partidas, o fato de ter vários objetivos ao mesmo tempo confunde. Mas quando o time entende o fluxo entre setores neutros e o resgate de refém, o modo brilha. Você corre para explodir um cano de gás enquanto um colega cobre a esquina com o escudo da Clash reformulada, cena que só Siege proporciona. O áudio merece destaque. Passos, tiros e gadgets têm propagação e reverberação que tornam cada confronto mais tenso. O novo rapel lateral e os ganchos em esquina dão fluidez ao combate vertical. No modo clássico 5v5 Bomb, o sistema de banimento por rodada incentiva versatilidade. A destruição ambiental segue sendo o trunfo que diferencia Siege de qualquer outro FPS. Por outro lado, o Dual Front sofre com a falta de mapas no lançamento (apenas District) e o respawn de 20 segundos quebra o ritmo em momentos críticos. A atualização visual é sutil: texturas 4K e nova iluminação aparecem, mas não impressionam. E o bloqueio do ranqueado atrás do paywall da Elite Edition e do nível 50 incomoda. Ainda assim, Siege X entrega a experiência tática mais completa do gênero, com modelo de entrada justo e conteúdo de sobra para quem se dedicar.
Prós
- Modo Dual Front inovador e divertido, com ataques simultâneos e respawn
- Áudio reformulado: passos e direcionalidade muito mais precisos
- Novas mecânicas de rapel e movimento vertical que ampliam as possibilidades táticas
- Modelo free-to-play elimina a barreira financeira para experimentar o jogo
Contras
- Dual Front tem apenas um mapa (District) no lançamento, limitando a variedade
- Curva de aprendizado íngreme com mais de 70 operadores para conhecer
Dual Front: o novo coração do Siege
O Dual Front não é uma simples variação, é um novo jogo dentro do jogo. Dois times de seis, cada um com atacantes e defensores misturados, disputam setores em um mapa simétrico. Morrer não é o fim: você respawna após 20 segundos. Isso transforma cada partida em uma guerra de atrito.
O problema? O mapa District, exclusivo do modo, é grande e cheio de rotas. Nas primeiras partidas, a sensação é de correria sem rumo. Mas quando você entende o fluxo entre setores neutros e o objetivo sazonal (como resgate de refém), a coisa encaixa. Explodir um cano de gás para cortar a passagem inimiga enquanto um colega avança no flanco, isso é puro Siege. Só que mais rápido e menos punitivo.
A crítica real é a falta de mapas. District é bom, mas enjoa. A promessa de rotação sazonal de operadores e objetivos ajuda, mas no lançamento a repetição é sentida. Ainda assim, para quem quer um respiro do modo clássico, Dual Front entrega caos controlado de qualidade.
O clássico refinado: áudio e movimento
O modo Bomb continua lá, mas agora o som te trai ou te salva. Numa partida, ouvi um passo no andar de cima. Não era do meu time. Mudei de rota e capturei o atirador de surpresa. O áudio reformulado é o upgrade mais impactante: propagação realista, reverberação, posicionamento 3D. Você ouve o chiado de um drone se aproximando, o som de um extintor sendo acionado.
O rapel também ganhou agilidade. Correr lateralmente na parede, contornar esquinas com ganchos, pular de uma janela para outra. Usei o novo rapel para contornar uma esquina e surpreender um atirador que achava que estava coberto. O movimento foi tão rápido que ele nem teve tempo de reagir.
O sistema de banimento por rodada, que reseta a cada metade, força você a ter um leque de operadores e adaptar estratégia em tempo real. Se na primeira rodada você baniu o Thermite, na segunda ele volta, e o time adversário pode montar uma tática diferente. É simples, mas aumenta a profundidade estratégica.
A barreira de entrada e o modelo free-to-play
Morrer é o melhor professor em Siege X. Nas primeiras horas, você vai confundir operadores, esquecer gadgets e tomar tiro de onde nem imaginava. Mais de 70 operadores e destruição ambiental que muda cada partida. O jogo não perdoa iniciantes. Siege X tenta amenizar com tutorial melhor e o Dual Front, mais permissivo, mas a verdade é que você vai morrer muito até entender cada mapa.
O lado positivo é o modelo free-to-play generoso. Você ganha Quick Match, Unranked e Dual Front com 26 operadores para desbloquear progredindo. Dá para jogar dezenas de horas sem sentir falta de conteúdo. A polêmica fica por conta do ranqueado, que exige Edição Elite (ou superior) e nível 50. A elite custa um valor justo e libera 16 operadores adicionais de cara. Não chega a ser abusivo, mas é uma barreira.
Para o jogador casual, Siege X é o melhor momento para entrar. Você não precisa pagar nada para sentir o que o jogo tem de melhor: tiroteio tático, destruição, áudio preciso, adrenalina de um clutch 1v3. Se depois de algumas semanas o vício bater, aí sim vale considerar o upgrade.
Perguntas frequentes sobre review Tom Clancy's Rainbow Six Siege X PlayStation 5
O Rainbow Six Siege X é realmente gratuito?
Sim, e é generoso: você ganha Quick Match, Unranked e Dual Front com 26 operadores para desbloquear jogando. Só o ranqueado exige edição premium e nível 50.
Preciso ter jogado o Siege original para começar?
Não. Siege X é uma atualização gratuita que torna o jogo free-to-play. A curva de aprendizado é íngreme, mas o Dual Front e o tutorial ajudam novatos. A prática em partidas é essencial.
O Dual Front substitui o modo clássico 5v5?
Não. O modo clássico Bomb 5v5 permanece intacto. Dual Front é um modo separado, com mecânicas próprias e mapa exclusivo. Você pode alternar entre eles à vontade.
Vale a pena comprar a Edição Elite?
Se você quer acesso imediato ao ranqueado e mais operadores, sim. A versão gratuita já oferece bastante conteúdo casual. A elite é para quem já se apaixonou e quer mergulhar no competitivo.
