Grind Stormer enche a tela de inimigos num instante. Você segura o tiro concentrado, desvia de uma parede de projéteis, solta no momento certo. O cérebro pede um respiro, mas a nave continua avançando. É assim que a Toaplan Arcade Collection Vol. 2 te recebe: oito tiros certeiros nos fliperamas dos anos 80 e 90, sem frescura.
A Bitwave Games e a Tatsujin capricharam na emulação. Cada título roda com a precisão de uma máquina de arcade, mas com recursos modernos que qualquer jogador agradece: rewind para consertar aquele erro besta, save states que eliminam a barreira da dificuldade e até slow motion para estudar padrões de chefes. O cooperativo local ainda resgata o espírito de reunir os amigos no sofá. Não espere extras históricos ou documentários. aqui, o foco é a jogabilidade pura, e ela é excelente.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Slap Fight usa uma barra de power-up que lembra Gradius, mas com um crescimento mais nervoso. Já Twin Hawk troca bombas por mini-aviões que servem como escudo ou ataque suicida. Cada jogo tem sua identidade, e a variedade entre verticais (Truxton) e horizontais (Hellfire) mantém o pacote interessante.
- Rewind, save states com seis slots, slow motion e assist mode (autofire, hitbox visível, auto-dodge) viram o jogo para quem nunca encarou um shmup. Mas cuidado: usar rewind anula a pontuação nos leaderboards online. se você é do tipo que caça high scores, evite o atalho.
- O cooperativo local está presente em vários títulos. Nada como dois jogadores no mesmo sofá, um revivendo o outro, enquanto a tela explode em lasers e explosões. Uma pena que os leaderboards não aceitem pontuações cooperativas.
- Não espere galerias de arte, entrevistas ou making of. A coleção entrega os jogos nus e crus, com múltiplas versões regionais que alteram a disposição dos inimigos e power-ups. Se você quer contexto histórico, procure em outro lugar.
- O ponto fraco é o áudio. Twin Hawk tem som abafado. alguns preferem mutar o jogo. Vimana perde a música no estágio 2, um bug que parece não ter sido corrigido. As trilhas são chip tunes energéticas, mas repetitivas depois de um tempo. Truxton II se salva com uma das melhores trilhas em estéreo da coleção.
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São oito clássicos: Slap Fight, Truxton, Hellfire, Twin Hawk, Zero Wing, Vimana, Truxton II e Grind Stormer. Cada título traz pelo menos duas versões (japonesa e internacional), com diferenças que vão desde a disposição dos inimigos até o comportamento dos power-ups. na prática, você ganha mais conteúdo sem pagar a mais. A seleção favorece os verticais (Truxton e sua sequência são os mais famosos), mas o horizontal Hellfire e o frenético Grind Stormer roubam a cena. Grind Stormer, aliás, é o meu favorito: ritmo acelerado, opção de tiro concentrado ou espalhado, formações inimigas que exigem reflexos afiados. A dificuldade original dos arcades poderia afastar novatos, mas os recursos modernos nivelam o campo. O rewind permite voltar no tempo e corrigir erros sem recomeçar a fase. útil para aprender padrões de chefes em Hellfire, por exemplo. O slow motion segura o botão e desacelera a ação, mas cansa o dedo em longas sessões (faltou uma opção de velocidade reduzida global). Os save states com seis slots dão liberdade para salvar antes de um confronto difícil. O modo assist inclui autofire, hitbox visível e auto-dodge para momentos de caos total. Atenção: rewind e auto-dodge invalidam a pontuação nos leaderboards, então puristas do score attack devem evitar. A emulação é de primeira linha. No PS5, não senti input lag perceptível. Os filtros de tela (scanlines, CRT, etc.) funcionam bem para quem quer o visual autêntico de tubo. O menu é rápido e limpo, com opções de DIP switch que simulam as configurações originais da placa de arcade e remapeamento de controles por título. A única decepção é a ausência total de extras históricos: sem galeria de arte, sem história do estúdio, sem entrevistas. É só os jogos, nus e crus. Para fãs de shmup que priorizam a jogabilidade, está ótimo. Para colecionadores que esperam um pacote completo (como os da M2), fica devendo. Se você já tem a Vol. 1, a Vol. 2 complementa bem, especialmente pelos títulos mais refinados como Truxton II e Grind Stormer. Para quem nunca jogou Toaplan, é uma porta de entrada excelente: as ferramentas modernas tiram o peso da dificuldade sem destruir o desafio. O cooperativo local em vários jogos ainda resgata a alma do arcade, com dois amigos gritando no sofá enquanto se ajudam a sobreviver. No fim, a coleção é honesta: entrega clássicos com a melhor emulação possível e recursos que respeitam tanto o veterano quanto o novato.
Prós
- Emulação precisa sem input lag perceptível
- Variedade de jogabilidade entre os oito títulos
- Recursos modernos (rewind, slow, save states) que facilitam a vida sem estragar o desafio
- Cooperativo local em vários jogos, resgatando a alma do arcade
Contras
- Nenhum conteúdo histórico ou extra (artes, documentos, bastidores)
- Alguns problemas de áudio em Twin Hawk e Vimana
Na prática: como os jogos se comportam no PS5
Dois amigos no sofá, um revive o outro às custas de bombas, enquanto a tela ferve em Truxton II. O cooperativo local é um dos pontos altos da coleção. vários títulos permitem a bagunça controlada de dois jogadores, exatamente como nos arcades. A pena é que os leaderboards online ignoram as pontuações cooperativas e só registram as individuais.
Hellfire testa sua capacidade de adaptação: quatro modos de tiro (frente, trás, cima/baixo e diagonal) que você troca na hora, dependendo do inimigo. Já Truxton é mais metódico: cada power-up exige cinco coletas para subir de nível, e as bombas de caveira dão um respiro curto. O rewind salva quando você erra o timing de um desvio. em vez de recomeçar a fase, volta alguns segundos e tenta de novo. Mas usar rewind invalida a pontuação, então quem caça high scores prefere morrer e continuar.
O som e a imagem: entre o fiel e o problemático
Visualmente, a Bitwave fez o básico bem feito. Sprites originais sem upscales agressivos, filtros de tela (scanlines, CRT, etc.) que dão aquele aspecto autêntico de monitor de tubo. Dá para ajustar brilho, contraste e até o ângulo da tela. detalhes que fazem diferença para quem é chato com apresentação. O menu é limpo e carrega rápido, algo que nem toda coletânea acerta.
O ponto fraco é o áudio. Em Twin Hawk, o som parece abafado, como se viesse de um rádio velho; a recomendação entre jogadores é simplesmente mutar o jogo. Vimana, por sua vez, perde a música completamente no segundo estágio. um bug que parece não ter sido corrigido. Fora isso, as trilhas são chip tunes energéticas, mas podem ficar repetitivas depois de algumas partidas. Truxton II, pelo menos, tem uma das melhores trilhas em estéreo da coleção.
Para quem realmente essa coletânea faz sentido
Se você é fã de shmup e quer uma seleção sólida de clássicos com conveniências modernas, é difícil errar. A Vol. 2 é especialmente recomendada para quem já tem a Vol. 1 e busca mais variedade, ou para quem quer experimentar o gênero sem a barreira da dificuldade absurda. Os modos assist e o rewind tiram o peso sem destruir o desafio. você ainda precisa aprender os padrões, mas pode errar sem recomeçar do zero.
Agora, se o que você procura é um pacote completo nos moldes das coletâneas da M2, com enciclopédias visuais, entrevistas e making of, isso aqui não é para você. A falta de extras é sentida, e o preço pode parecer alto para quem espera um baú de tesouros históricos. Também não recomendo para quem prefere jogos com narrativa ou progressão desbloqueável: aqui, é só tiro, nave e high score. E, convenhamos, está ótimo assim.
Perguntas frequentes sobre review Toaplan Arcade Collection Vol. 2 PlayStation 5
Quantos jogos vem na Toaplan Arcade Collection Vol. 2?
São oito títulos: Slap Fight, Truxton, Hellfire, Twin Hawk, Zero Wing, Vimana, Truxton II e Grind Stormer. A maioria inclui versões japonesa e internacional, com diferenças de gameplay.
Tem modo cooperativo?
Sim, vários jogos da coleção têm suporte a dois jogadores no mesmo console. É uma das vantagens do pacote, especialmente para quem quer reviver a experiência de arcade em casa.
A coletânea tem recursos para facilitar o jogo?
Sim. Rewind, save/load com até seis slots, slow motion, modos assist (autofire, hitbox visível, auto-dodge) e opções de DIP switch. O rewind, porém, invalida a pontuação nos leaderboards.
Vale a pena para quem já tem a Vol. 1?
Depende do seu apetite por shmups. A Vol. 2 traz títulos mais refinados, como Truxton II e Grind Stormer, e complementa bem a primeira coleção. Mas não espere grandes novidades no formato.
