The Witcher 3: Wild Hunt Complete Edition no PS5. a jornada definitiva pelo Continente

Você aperta 'novo jogo' e, em segundos, já está em White Orchard. O carregamento é tão rápido que você nem termina de ler as dicas na tela. The Witcher 3 no PS5 não perde tempo: o SSD engole as telas de espera, e o salto para 60 FPS transforma cada passo de Geralt em movimento fluido. Esta é a versão que o jogo merecia desde o início.

Se você nunca visitou o Continente ou quer reviver a caça aos monstros com a melhor performance possível, a Complete Edition entrega exatamente isso. Mais de 150 horas de conteúdo, duas expansões que rivalizam com a campanha principal e um polimento técnico que honra um dos maiores RPGs de todos os tempos.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • A Complete Edition inclui o jogo base, as expansões Hearts of Stone e Blood and Wine, e todos os 16 DLCs gratuitos, sem necessidade de compras adicionais.
  • No PS5, você escolhe entre dois modos gráficos: Performance (60 FPS com resolução dinâmica 4K) e Ray Tracing (30 FPS com iluminação e reflexos aprimorados). O modo Performance é o mais recomendado para jogabilidade fluida.
  • O carregamento é extremamente rápido: em segundos você viaja rápido ou carrega um save, graças ao SSD do PS5.
  • O suporte ao DualSense é caprichado: feedback tátil e gatilhos adaptáveis em combate, cavalgada e uso de sinais mágicos.
  • Quem já tem o jogo no PS4 tem direito a upgrade gratuito para esta versão, basta inserir o disco ou ter a mídia digital.
  • A nova quest inspirada na série da Netflix, 'À Sombra do Fogo Eterno', é um extra de cerca de 30 minutos que rende a armadura do Lobo Esquecido.

1. The Witcher 3: Wild Hunt Complete Edition para PlayStation 5. a aventura definitiva de Geralt

O primeiro impacto ao jogar The Witcher 3 no PS5 é a velocidade. O menu carrega em segundos, a viagem rápida é instantânea, e o mundo aberto não te prende em telas de carregamento. Mas o verdadeiro salto está na fluidez do combate a 60 FPS. Cada golpe de espada, cada sinal de Igni ou Quen sai com precisão que o PS4 original não conseguia entregar. O novo atalho para sinais (segurar R2 e usar botões de ação) permite trocar de magia sem pausar, e a coleta automática de ervas elimina um incômodo. A câmera aproximada opcional coloca Geralt mais perto da ação. útil para exploração, mas pode atrapalhar em combates apertados. Visualmente, o jogo continua bonito. Toussaint, região da expansão Blood and Wine, é um espetáculo de cores e vegetação. O modo Ray Tracing melhora reflexos e iluminação, mas a 30 FPS a fluidez vai embora; usei para algumas screenshots. A dublagem em português é excelente: cada personagem tem voz e sotaque que encaixam no universo. Conteúdo? Mais de 150 horas para quem quer ver tudo. As expansões Hearts of Stone e Blood and Wine são campanhas completas, com tramas que emocionam e desafiam. O upgrade gratuito para donos da versão PS4 é um acerto. O que incomoda: modelos de NPCs mostram a idade, e o Modo Foto é limitado (sem poses ou expressões). No geral, esta é a melhor forma de jogar um dos RPGs mais importantes da história.

Prós

  • 60 FPS que transforma cada parry e cada sinal em movimento preciso
  • Carregamento quase instantâneo, viagem rápida em segundos
  • Melhorias de qualidade de vida: atalho de sinais, coleta automática de ervas, câmera aproximada
  • DualSense com feedback tátil e gatilhos adaptáveis bem implementados
  • Conteúdo colossal com duas expansões aclamadas e dezenas de DLCs

Contras

  • Modo Ray Tracing limita a 30 FPS, pouco recomendado para jogar
  • Modo Foto básico, sem opções de poses ou expressões

O que muda na prática com a versão de nova geração?

O silêncio antes do menu carregar é a primeira pista: o SSD do PS5 praticamente eliminou as telas de espera. Você carrega um save em dois segundos, viaja rápido para Novigrad e já está pronto para ação. Esse ganho de tempo parece pequeno, mas muda tudo: aceitar um contrato do outro lado do mapa não é mais um incômodo.

No combate, os 60 FPS fazem diferença imediata. Os movimentos de Geralt ficam mais precisos, a troca entre sinais com o novo atalho flui naturalmente. Contra um bando de afogadores, você sente cada parry e cada estocada. O DualSense adiciona peso: o feedback tátil ao usar o sinal de Quen, os gatilhos que tensionam ao puxar o arco. Detalhes que, juntos, transformam a imersão.

As expansões que elevam o jogo a outro patamar

Hearts of Stone e Blood and Wine não são DLCs comuns. São campanhas completas que, em vários momentos, superam a história principal. A primeira apresenta um vilão que você vai odiar e respeitar ao mesmo tempo, num pacto sombrio cheio de escolhas morais que doem. Já Blood and Wine leva Geralt a Toussaint, um ducado ensolarado onde até as caveiras nos brasões parecem pintadas a óleo.

Em Toussaint, o visual do PS5 brilha: vinhedos, castelos ao longe, cores vibrantes. A dublagem em português é um show à parte, cada sotaque regional foi caprichado. Juntas, as expansões adicionam cerca de 50 horas de conteúdo de altíssima qualidade. Se você já jogou o base mas nunca visitou Toussaint, esta edição é o melhor motivo para voltar.

Para quem faz sentido (e para quem talvez não encaixe)

The Witcher 3 é para quem quer sentir o peso de cada escolha. Personagens que você decide poupar podem reaparecer capítulos depois, vilas inteiras sobrevivem ou caem por suas ações. É um jogo que recompensa a paciência e a exploração: cada contrato revela um fragmento do universo de Sapkowski. Para novatos, a Complete Edition é a porta de entrada ideal, com tutorial gentil e dificuldade ajustável.

Se você prefere ação rápida e linear, sem tempo para diálogos longos ou investigação, o ritmo pode frustrar. O combate, embora melhorado, não é um hack 'n' slash puro. Quem já jogou o original há anos vai encontrar a mesma essência; as novidades são os extras da Netflix e os ajustes de qualidade de vida. Mas para redescobrir o Continente com a melhor performance possível, não há versão melhor.

Perguntas frequentes sobre review The Witcher 3: Wild Hunt Complete Edition Complete Edition PlayStation 5

A Complete Edition para PS5 inclui todas as expansões e DLCs?

Sim. Ela reúne o jogo base, as expansões Hearts of Stone e Blood and Wine, e os 16 DLCs gratuitos lançados originalmente. Não é necessário comprar nada adicional.

Vale a pena jogar no modo Performance ou Ray Tracing?

O modo Performance (60 FPS) é o mais indicado para jogar, pois garante fluidez total. O modo Ray Tracing (30 FPS) melhora iluminação e reflexos, mas a perda de quadros é sentida, recomendado apenas para capturar cenas.

Quem já tem o jogo no PS4 precisa pagar pelo upgrade?

Não. O upgrade para a versão de PS5 é gratuito para quem possui o jogo original no PS4 (mídia física ou digital). Basta inserir o disco ou ter a licença digital.

A dublagem em português está completa e de qualidade?

Sim, o jogo tem dublagem completa em português do Brasil, com elenco caprichado. As vozes combinam com os personagens e a tradução é bem adaptada, sem perder o tom do universo.

Quanto tempo leva para zerar tudo?

A campanha principal leva cerca de 50 horas. Com missões secundárias e exploração, passa de 120 horas. Para completar tudo, incluindo as duas expansões, prepare-se para mais de 150 horas de jogo.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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