The Texas Chain Saw Massacre PS5: A motosserra ronca, mas o gás acaba cedo

Você acorda pendurado num gancho de carne. O porão é escuro, a barra de sangue desce, e lá longe a motosserra já ronca. É assim que The Texas Chain Saw Massacre começa, e por alguns segundos você esquece que é um jogo. A ambientação suja, os grunhidos do Vovô, o som de cada passo no assoalho. tudo remete ao filme de 1974 sem filtro. Transformar aquela sensação de desespero em mecânica de jogo parecia furada, mas Gun Interactive e Sumo Nottingham conseguiram, ao menos na atmosfera.

Mas aí a partida termina, você vai pro lobby, espera mais cinco minutos, enfrenta um travamento, e a magia dissipa. The Texas Chain Saw Massacre é um multiplayer assimétrico 3 contra 4 que captura o terror do original, mas tropeça nas próprias limitações. Conteúdo magro, servidores instáveis e uma repetição que chega mais rápido do que deveria. O jogo é bom quando funciona. O problema é que nem sempre funciona.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Partidas 100% online: sem modo solo nem bots. Sua diversão depende da conexão e da paciência alheia.
  • Leve um grupo de amigos: a coordenação na Família ou nas vítimas rende momentos únicos. Sozinho, o matchmaking é loteria.
  • Conteúdo enxuto: três mapas e personagens fixos. A longevidade vem de repetir o ciclo, não de surpresas.
  • Matchmaking demorado: sete jogadores reais é muita gente para alinhar. Prepare-se para esperar.

1. The Texas Chain Saw Massacre PS5: terror cooperativo e PvP assimétrico

A primeira vez que você desce do gancho e ouve a motosserra ecoar perto, o cagaço é real. O design de som é o melhor trunfo: cada galinha ciscando, cada porta rangendo, cada grunhido do Vovô vira informação. Você precisa andar na ponta dos pés, literalmente. O chão range, o Hitchhiker arma ratoeiras, o Cook tranca passagens. A dinâmica 3 contra 4 funciona porque exige comunicação. a Família cercando, as vítimas se esgueirando. Quando você escapa pela válvula no último segundo, com um membro da Família colado atrás, a tensão é genuína. Mas o problema aparece cedo. São três mapas no lançamento (Casa da Família, Posto, Matadouro), com variações dia/noite que não enganam. As rotas de fuga são sempre as mesmas: gerador, válvula, portão. Você decora os caminhos em dez partidas. A árvore de talentos dá um gás, mas depois de vinte horas você viu tudo. E para piorar, o jogo não tem um modo single-player ou contra bots. Se você entra sozinho, enfrenta filas longas e desistências no lobby. É comum passar cinco minutos esperando e, quando a partida está para começar, alguém cai e tudo é cancelado. Tecnicamente, o PS5 segura bem na maior parte, mas tem travamentos na hora da morte. você morre e o jogo congela por segundos, quebrando o clima. Queda de frame em perseguições intensas também aparece. A Gun Interactive anunciou o fim do suporte em 2025, então não espere novos mapas. Os servidores ainda estão no ar, mas a base de jogadores encolheu. No fim, é um jogo de contrastes. Quando você está com amigos no porão, todos em silêncio, ouvindo os passos da Família se aproximar, é difícil superar. Quando você passa mais tempo no lobby do que jogando, a frustração fala mais alto. É para fãs do gênero assimétrico que já sabem o que querem. Para quem busca algo casual ou solo, melhor ver antes de comprar.

Prós

  • Atmosfera fiel e opressiva, com design de som excepcional que guia a estratégia
  • Dinâmica 3v4 traz nova camada tática ao terror multiplayer
  • Execuções violentas e inventivas, com dublagem que casa com os personagens

Contras

  • Conteúdo enxuto: três mapas e pouca variação nas partidas
  • Problemas técnicos recorrentes: travamentos ao morrer, matchmaking demorado e quedas de servidor

Jogabilidade e atmosfera: a motosserra funciona

Você está no porão, pendurado, a barra de sangue desce. Qualquer barulho alerta a Família e acorda o Vovô, que emite um sonar capaz de marcar sua posição. O segredo é planejar: correr e torcer para achar uma saída logo, ou se arrastar desarmando armadilhas e juntando ferramentas. Como vítima, cada porta que você abre pode ser a última. Como Família, a vantagem é numérica. três contra quatro. mas cada assassino tem um papel: Leatherface quebra paredes, Hitchhiker monta armadilhas, Johnny fareja pegadas, Cook escuta passos, Sissy envenena. Proteger as três rotas de fuga (válvula, gerador, portão) exige coordenação. Um grupo de vítimas bem treinado pode vencer pelo cansaço, mas a Família bem coordenada sufoca qualquer chance. A sensação de controle é maior que em Dead by Daylight, porque a comunicação importa mais.

Conteúdo e longevidade: o tiro curto

O calcanhar de Aquiles do jogo é o conteúdo. Três mapas, com variações dia/noite que não enganam, são poucos para um título pago. Cada partida segue a mesma estrutura: vítimas fogem do porão, destravam objetivos, escapam. As habilidades dos personagens e a árvore de talentos adicionam algum tempero. você pode especializar uma vítima em furtividade ou força -, mas depois de vinte horas o ciclo já mostrou todas as cartas. Não há progressão narrativa nem desbloqueios que mudem a forma de jogar. A Gun Interactive parou de lançar conteúdo novo em 2025. O que você vê é o que fica. A comunidade ainda joga, mas o número de jogadores ativos diminuiu. Partidas duram de 5 a 7 minutos, cheias de tensão e sustos genuínos, mas a repetição bate mais rápido do que deveria. Sem um grupo disposto a enfrentar o lobby de novo e de novo, o desgaste chega antes da décima partida.

Performance e o veredito

No PS5, o jogo roda de forma irregular. Na maior parte do tempo a taxa de quadros se mantém estável, mas há travamentos na hora da morte. você morre e a tela congela por alguns segundos, quebrando o clima. Quedas de frame em perseguições intensas também acontecem. O maior problema, no entanto, é o matchmaking. Formar uma partida com sete jogadores pode levar vários minutos, e sem um sistema de substituição, qualquer desistência cancela tudo. Não é raro esperar no lobby, ver alguém cair e a partida desmoronar. Apesar dos defeitos, quando o jogo engrena, ele entrega uma experiência de terror cooperativo que poucos concorrentes igualam. A ambientação fiel, o som que guia a estratégia e a violência bruta são pontos altos. É um jogo para quem já sabe o que quer: fãs de Dead by Daylight ou Friday the 13th que buscam uma dinâmica diferente, e que tenham amigos para jogar. Para o resto, a promessa de sustos não segura o peso da frustração técnica. Se você se encaixa no perfil, vale a pena. Caso contrário, veja antes de comprar.

Perguntas frequentes sobre review The Texas Chain Saw Massacre PlayStation 5

Preciso jogar com amigos para me divertir?

Não é obrigatório, mas a experiência melhora muito em grupo. Com amigos, a coordenação na Família ou nas vítimas fica mais natural. Jogando sozinho, o matchmaking e a comunicação limitada podem frustrar.

Tem modo história ou campanha single-player?

Não. O jogo é 100% multiplayer online. Não há campanha, nem modo contra bots. Toda partida depende de outros jogadores reais.

O jogo morreu? Ainda vale comprar em 2026?

O suporte de conteúdo foi encerrado em 2025, mas os servidores continuam ativos. A base de jogadores diminuiu, mas ainda é possível encontrar partidas, especialmente em horários de pico. Não espere novidades.

Quanto tempo dura uma partida típica?

A maioria das partidas dura entre 5 e 7 minutos. Partidas mais furtivas podem chegar a 15 minutos, e partidas rápidas com vítimas barulhentas terminam em 2 ou 3 minutos.

Qual a diferença principal para Dead by Daylight?

A dinâmica é 3 contra 4 em vez de 1 contra 4. A Família precisa trabalhar em equipe, enquanto as vítimas sangram gradualmente. O foco em furtividade e som é mais intenso, e a ambientação é mais realista e claustrofóbica.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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