Névoa. Muita névoa. E o som grave de taikos que parece vir de todos os lados ao mesmo tempo. The Sinking Forest começa assim: você é Sota Miyazono e a única certeza é que sua irmã Sayuri desapareceu em algum lugar dessa vila japonesa esquecida. O jogo não perde tempo com explicações; te joga em cavernas molhadas, templos abandonados e um cemitério onde a névoa engole os pés.
A imersão é imediata e intensa, mas o encanto dura até a primeira hora. The Sinking Forest termina em 1h30, 2h no máximo, e esse balanço entre atmosfera brilhante e limitações técnicas define a experiência. Os controles no PS5 são imprecisos: o protagonista parece andar sobre melado e esbarra em paredes invisíveis que quebram a imersão. A repetição das mesmas mecânicas cansa antes do final.
É um walking simulator com alma de survival horror, sem combate complexo, sem puzzles que desafiem. Para quem quer uma noite de terror com som de taikos arrebatador e uma história sobre perda e folclore, o jogo acerta em cheio. Mas não espere ver além do que a névoa mostra.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Som e atmosfera são o destaque: fones de ouvido transformam a experiência com taikos e cordas que criam tensão constante.
- Sessão curta, entre 1h30 e 2h, ideal para uma noite de terror, mas frustrante se você espera uma campanha longa.
- Os controles no PS5 são imprecisos, especialmente em furtividade e nos momentos que exigem precisão.
- Folclore japonês é o tempero: manequins vivos, templos sombrios e uma história emocionante sobre perda.
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Sota Miyazono caminha por uma floresta que respira. Cada passo ecoa em taikos distantes, cada carta encontrada em um templo abandonado revela um pedaço da história de Sayuri. The Sinking Forest se apoia no som e na imagem para contar uma tragédia familiar, e nisso é brilhante. Mas quando você precisa se mover, a magia quebra: o protagonista gruda em quinas invisíveis, a mira é preguiçosa, e a tocha infinita vira motivo de frustração. A câmera fotográfica, que revela símbolos ocultos, é uma ideia criativa mas subutilizada. Os puzzles são simples, a furtividade básica, e o combate com urnas flamejantes é mais simbólico que eficiente. Ainda assim, a ambientação segura o conjunto: florestas nevoadas, cemitérios com névoa densa e iluminação que o Unreal Engine 5 capricha. Para quem curte horror atmosférico, é prato cheio. Para quem busca ação ou profundidade, a névoa se dissipa rápido demais. O desfecho emociona, mas a tradução em português de Portugal e a linearidade excessiva limitam o apelo.
Prós
- Atmosfera tensa e imersiva com ótimo design de som (taikos e cordas)
- Gráficos bonitos com Unreal Engine 5, cenários variados e iluminação marcante
- Narrativa emocionante sobre perda e folclore japonês, sem abusar de jumpscares
- Preço justo para uma experiência curta e de qualidade
Contras
- Duração muito curta (1h30 a 2h), pode deixar quem busca mais conteúdo insatisfeito
- Controles imprecisos e movimentação travada no PS5, com paredes invisíveis que quebram a imersão
Atmosfera que Prende
É o som que te pega primeiro. O som de taikos distantes, cordas que esticam quando um manequim se move atrás de você. O jogo não recorre a sustos baratos; o medo mora na neblina e na expectativa do que pode surgir.
Os gráficos da Unreal Engine 5 dão vida à escuridão. Cavernas com iluminação dinâmica, templos com detalhes que contam histórias mortas, cemitérios onde a névoa engole os pés. É um jogo feito para o escuro, com fones de ouvido.
Gameplay: Entre a Tensão e a Frustração
Nos primeiros minutos, você só anda e lê notas. É quase um walking simulator puro, com uma ou outra fuga de manequins. Depois de uma hora, ganha uma tocha infinita e urnas flamejantes, mas a movimentação continua travada. Sota parece calçar botas de chumbo, e as paredes invisíveis são um insulto à imersão.
A câmera fotográfica é legal, mas mal usada. Puzzles são tão simples que não exigem pausa. A primeira metade é tensa e envolvente; a segunda expõe as falhas dos controles. Os checkpoints frequentes salvam a paciência, mas a frustração persiste.
Perguntas frequentes sobre review The Sinking Forest () PlayStation 5
Quanto tempo dura The Sinking Forest?
Dá para zerar em uma tarde, entre 1h30 e 2 horas. Para completar tudo, cerca de 2 horas. É um jogo curto, ideal para uma sessão.
O jogo tem sustos?
Tem sustos, mas o medo é mais atmosférico do que de jumpscares. Inimigos surgem de repente, mas a tensão constante é o que fica. Som ambiente e manequins que se movem quando você não olha são os verdadeiros vilões.
Vale a pena para quem não gosta de walking simulators?
Provavelmente não. A jogabilidade é centrada em exploração e furtividade, com combate simples. Se você não curte ritmo lento e foco em história, melhor passar. The Sinking Forest é para quem aprecia clima e atmosfera.
