Braços esticam como elásticos na tela. Cada membro se move independente, e quando o soco acerta, a carne deforma. The Rumble Fish 2 não era só mais um arcade esquecido da Atomiswave. era um experimento visual que poucos viram. Agora, 17 anos depois, a Dimps traz o port para os consoles atuais.
Quem viveu os fliperamas dos anos 2000 talvez tenha passado reto pela máquina, encoberta por Street Fighter e KoF. Mas quem parou descobriu um sistema de duas barras que transformava cada round num jogo de gerenciamento. No PS5, o mesmo DNA sobrevive: você administra ofensiva e defesa como recursos finitos. Bloquear demais? Sua barra azul some. Atacar sem pensar? A vermelha seca. O equilíbrio é a chave.
Mas o port não vem sem concessões. O conteúdo é enxuto, o online é básico e a falta de tutoriais joga o novato no fundo da piscina. Para quem busca um jogo de luta que pede estratégia em vez de combo decorado, a diversão existe. Para quem espera um pacote moderno e polido, a frustração também.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Gerenciar as duas barras é andar na corda bamba: atacar demais queima sua ofensiva, bloquear demais esvazia sua defesa. O Boost Dive consome um segmento de cada e te coloca num estado potencializado. Dominar isso é o que separa um round perdido de uma virada com Critical Art.
- Se você joga sozinho, prepare-se para um modo Arcade que termina em cerca de 40 minutos. A graça está em repetir com outros personagens e tentar tempos melhores no Time Attack. O modo Treino existe, mas é básico. sem dicas, sem tutorial.
- Online tem rollback netcode e funciona bem quando encontra oponente. Mas não espere salas ou rematch: cada partida termina e você volta para a tela inicial. A base de jogadores é pequena, então a espera pode ser longa.
- Treze personagens vêm no disco. Três (Greed, Beatrice e Hazama) são DLC pagos. Cada um adiciona estilos diferentes. Vale para quem quer o elenco completo, mas o base já dá boas horas.
- O visual vetorial S.M.A. é o grande charme. braços que esticam, danos visíveis, animação fluida. Mas os cenários e efeitos mostram a idade. Se você espera gráficos modernos, vai estranhar. Se curte estética retrô única, vai se apaixonar.
1. The Rumble Fish 2 (PS5) – Port do clássico arcade com rollback netcode
Fonte: Amazon.com.brJogo The Rumble Fish 2 – PS5 / PlayStation 5
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The Rumble Fish 2 no PS5 é a melhor forma de jogar esse arcade cult em casa. com ressalvas. O sistema de duas barras é o coração do jogo: uma ofensiva (para especiais e Boost Dive) e uma defensiva (que se esgota ao bloquear). Você precisa atacar para reabastecer a defesa, e defender para recuperar a ofensiva. É um ciclo viciante que premia agressividade calculada. A animação vetorial dá uma identidade visual rara: cada membro se move por conta própria, e os lutadores exibem hematomas e cortes conforme a luta avança. Os modos são básicos. Arcade, Survival, Time Attack, Treino e Versus. O Treino não explica nada. você descobre os combos na tentativa e erro. A Galeria exibe artes e músicas, mas não há modo história. O online usa rollback netcode e, quando encontra alguém, funciona liso. Mas a implementação é pobre: sem salas, sem rematch, e você volta para a tela inicial depois de cada partida. A população é baixa, então espere filas. No saldo, The Rumble Fish 2 é um prato cheio para quem ama mecânicas profundas e visuais únicos. O preço de lançamento é convidativo (bem abaixo dos pesos-pesados do gênero), mas o pacote enxuto e a falta de polimento online podem decepcionar quem busca um jogo de luta completo. Para fãs de arcade e curiosos, vale o mergulho. desde que saibam o que vem pela frente.
Prós
- Sistema de duas barras transforma cada round em um jogo tático
- Animação vetorial única: membros independentes, dano visível, fluidez
- Rollback netcode funcional quando há oponentes
- Boost Dive e Critical Art geram momentos de virada emocionantes
- Elenco variado com personagens carismáticos (boxeador, dançarina, robô etc.)
Contras
- Pacote enxuto: campanha curta (cerca de 40 min), modos limitados
- Online básico: sem salas, sem rematch, população escassa
O sistema de duas barras: a alma do combate
The Rumble Fish 2 não é só mais um jogo de luta com medidor de super. A barra ofensiva (vermelha) e defensiva (azul) são divididas em três segmentos cada. Gastar um segmento ofensivo permite usar um Offensive Art. um golpe especial que varia de personagem. Já a defensiva pode ser usada para Defensive Arts, que são contra-ataques ou escapes. O Boost Dive, que consome um segmento de cada barra, coloca o lutador em um estado potencializado por alguns segundos, com melhorias específicas.
O que torna isso especial é a gestão constante. Se você bloqueia demais, a barra defensiva se esgota e fica vulnerável. Se ataca sem pensar, a ofensiva acaba e perde acesso aos golpes especiais. O jogo força você a alternar entre pressão e cautela. Uma cena comum: você ativa o Boost Dive no momento em que o oponente tenta um combo, reverte a pressão e acerta um Critical Art (quando as duas barras estão cheias). a tela treme e o dano é alto. É um sistema que premia leitura e timing.
Vale a pena investir nos DLCs?
Dos 16 personagens do jogo, três são vendidos separadamente: Greed, Beatrice e Hazama. Eles são chefes do arcade original e têm estilos de luta únicos. Greed, por exemplo, é um personagem pesado com golpes de alcance. Beatrice usa magia. Hazama é o protagonista da história, com um moveset versátil.
Se você é o tipo que gosta de ter o elenco completo para explorar, os DLCs fazem diferença. Mas o jogo base já entrega 13 lutadores, e muitos deles são bem variados (um boxeador, uma dançarina, um robô, etc.). Sinceramente, dá para se divertir por um bom tempo sem gastar nada extra. Os DLCs só são recomendados para quem realmente quer mergulhar fundo ou disputar torneios onde esses personagens são relevantes.
Como está o online no PS5?
O online de The Rumble Fish 2 usa rollback netcode, o que teoricamente proporciona partidas suaves mesmo com latência. Na prática, quando encontramos oponente, a experiência foi boa: os golpes conectavam sem delay perceptível, e o rollback se mostrava eficiente para manter o sincronismo.
O problema é a implementação. Não há salas de lobby, nem opção de rematch após a luta. Você volta para a tela inicial do modo online e precisa procurar de novo. Além disso, a base de jogadores é pequena. em horários de pico, pode levar alguns minutos para achar alguém, especialmente em ranks mais altos. É funcional, mas longe do conforto oferecido por Street Fighter 6 ou Guilty Gear. Se você vive de ranked, o conteúdo online pode secar rápido. Para jogar com amigos, o versus local ainda é a melhor opção.
Perguntas frequentes sobre review The Rumble Fish 2 PlayStation 5
The Rumble Fish 2 tem modo campanha com história?
Não há um modo história tradicional. O modo Arcade apresenta breves diálogos entre as lutas, mas é bem enxuto. O foco está no combate e na progressão de dificuldade.
Precisa comprar DLC para ter todos os personagens?
O jogo base tem 13 personagens. Três lutadores adicionais (Greed, Beatrice e Hazama) são vendidos separadamente. Eles são interessantes, mas não essenciais para aproveitar o jogo.
O online tem rollback netcode? Funciona bem?
Sim, o jogo tem rollback netcode e, quando há oponentes, funciona de forma estável. Porém, a implementação é básica: não há salas nem rematch, e a população de jogadores é modesta.
O jogo roda a 60 fps no PS5?
Sim, a versão de PS5 mantém 60 quadros por segundo estáveis durante o combate. Não há quedas perceptíveis, mesmo em lutas com mais efeitos.
Vale a pena para quem não jogou o original?
Depende. Se você gosta de jogos de luta com mecânicas estratégicas e visuais diferenciados, sim. Se prefere jogos modernos com muito conteúdo e online polido, pode achar o pacote limitado.
