Review The Rogue Prince of Persia: parkour afiado e loop viciante no PS5

O Príncipe corre pela muralha de Ctesifonte, salta por cima de um huno e crava a adaga em suas costas antes de aterrissar.

Essa dança define The Rogue Prince of Persia, um roguelite 2D que aposta na fluidez do parkour e na velocidade do combate.

Da Evil Empire, o jogo chega ao PS5 com um loop viciante de tentativa e erro, mas os carregamentos demorados e a variedade limitada de inimigos impedem que alcance o topo do gênero.

Ainda assim, para quem busca ação dinâmica e progressão recompensadora, é uma jornada que vale cada reset.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • The Rogue Prince of Persia é um roguelite 2D onde cada run gera fases proceduralmente, com armas e medalhões aleatórios.
  • No PS5, o jogo roda liso, mas os carregamentos entre biomas são lentos.
  • Runs duram cerca de uma hora até o final verdadeiro.
  • Localização completa em português e disponível no PS Plus Extra.
  • Se você prefere edição física, fique atento ao lançamento.

1. The Rogue Prince of Persia para PlayStation 5. edição padrão roguelite 2D

Quando você morre para o chefe Nogai, acorda no Oasis, investe Soul Cinders em um medalhão e monta uma build de dano crítico. Essa é a alma do jogo: falhe, aprenda, melhore e tente de novo. A movimentação é o grande trunfo: corridas na parede, saltos precisos, vaivéns e chutes se combinam em uma dança natural. O combate aproveita isso. você pode usar o cenário para ganhar vantagem, derrubar inimigos de bordas ou encaixar combos aéreos. Com mais de 100 armas e medalhões, as possibilidades de build são enormes. No entanto, os carregamentos entre biomas são lentos, mesmo no PS5. A variedade de inimigos e cenários também é limitada; depois de algumas horas, a repetição cansa. A campanha principal leva entre 10 e 13 horas, mas o verdadeiro apelo está nas runs seguintes. A trilha sonora (trap com instrumentos persas) e a arte ligne claire são pontos altos. Para fãs de Dead Cells, Hades ou roguelites de ação rápida, The Rogue Prince of Persia entrega o que promete. Não reinventa a roda, mas é muito bem feito. Falta carisma nos personagens e dublagem, mas o loop é forte o suficiente.

Prós

  • Movimentação e parkour extremamente fluidos e responsivos
  • Combate rápido e bem integrado à travessia, com muitas opções de build
  • Loop de progressão viciante com sensação constante de evolução

Contras

  • Tempo de carregamento entre biomas é lento mesmo no PS5
  • Variedade de inimigos e biomas limitada, podendo ficar repetitivo

Movimentação que faz toda diferença

Correr pelas paredes nunca foi tão natural. O Príncipe salta, usa o vaivém para escapar de ataques e encaixa chutes que mandam inimigos para o abismo. Em uma sala cheia de armadilhas, você usa o vaivém para escapar de lâminas, chuta um huno para dentro de um espinho e continua sem perder o fôlego. A habilidade Vayu's Breath acelera o personagem após acrobacias consecutivas, transformando a travessia em uma dança. O combate herda essa fluidez: cada arma tem um ritmo, e você pode trocar na hora, adaptando a build. O único problema é que, com o tempo, os biomas começam a se repetir, e a emoção do desconhecido perde um pouco da graça.

Progressão que prende

Morrer é o combustível. No Oasis, você gasta Soul Cinders para destravar melhorias permanentes, como aumento de vida ou novos golpes. Os altares espalhados pelas fases permitem guardar recursos ou arriscar quebrá-los para ganhar mais. uma aposta que pode dar muito certo ou custar caro. Esse risco-recompensa deixa cada tentativa interessante. A árvore de progressão é enorme: mais de 100 itens entre armas e medalhões, criando sinergias inesperadas. Descobrir uma build que funciona exige experimentação. Para quem gosta de otimizar, é um prato cheio. Mas quem prefere uma história mais direta pode estranhar a abordagem fragmentada, contada por um quadro de memórias. Não há grandes reviravoltas, apenas o suficiente para justificar o looping temporal.

Desempenho no PS5 e alguns ajustes

No PS5, The Rogue Prince of Persia roda liso, mas os carregamentos são o ponto fraco. A arte colorida e a trilha sonora de Asadi combinam bem, mas entre uma tentativa e outra, a tela de loading demora mais do que devia. Outra questão é o balanceamento das builds: algumas armas e medalhões são claramente superiores, tornando certas runs mais fáceis. A dificuldade geral é justa, com chefes que exigem paciência e eventos de perseguição que adicionam adrenalina. Iniciantes podem sofrer nos primeiros picos de desafio, mas nada que um veterano em roguelites não enfrente de boa.

Perguntas frequentes sobre review The Rogue Prince of Persia PlayStation 5

Preciso ter jogado outros Prince of Persia para entender a história?

Não. A trama é independente: o Príncipe provoca a invasão dos hunos e usa um artefato mágico para voltar no tempo. Tudo é explicado durante as runs e no hub Oasis. Fãs da franquia vão reconhecer o parkour, mas não precisa de bagagem.

Quantas horas dura a campanha principal?

A campanha principal leva entre 10 e 13 horas para ser concluída. Para quem busca 100%, a média sobe para cerca de 21 horas. O looping roguelite estende bastante a vida útil.

O jogo tem localização em português do Brasil?

Sim. The Rogue Prince of Persia oferece menus e legendas completamente traduzidos para o português brasileiro. A qualidade é boa, sem erros gritantes.

Vale a pena para quem não curte roguelite?

Depende. O jogo é centrado no ciclo de morrer, melhorar e tentar de novo. Se você não gosta de repetição ou de perder progresso temporário, talvez não encaixe. Mas a fluidez do combate e a progressão permanente amenizam a frustração para novatos no gênero.

O jogo roda bem no PS5? Tem carregamentos lentos?

O desempenho é bom, com taxa de quadros estável. Porém, os carregamentos entre biomas e ao retornar ao Oasis são notavelmente lentos para um console com SSD, o que pode incomodar em runs consecutivas.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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