The Quarry no PS5: terror de cinema que não inova, mas diverte

É uma noite de verão em Hackett's Quarry. Você controla monitores de acampamento que deveriam estar arrumando as malas, mas o mato começa a se mover e a direção de arte inspirada em Caravaggio transforma cada sombra em ameaça. The Quarry tenta capturar a essência dos slashers dos anos 80, e em parte consegue: o elenco de Hollywood, a captura de movimento caprichada e o sistema de escolhas prometem mudar tudo. Mas o caminho até o terceiro ato é mais longo do que deveria.

As primeiras duas horas são um convite à paciência. Você conhece os monitores, explora cabanas, ouve diálogos que tentam construir personalidade. e a coisa demora a engrenar. Quando o terror finalmente aparece, ele vem com iluminação dramática e expressões faciais realistas, mas a tensão visual não encontra respaldo na jogabilidade: os QTEs são tão simples que a adrenalina some rápido. Um QTE falhado pode matar, mas a sensação de perigo é mínima.

No fim, The Quarry não é um passo à frente; é um passo firme no mesmo lugar. Se Until Dawn deixou saudade, você vai gostar. Se esperava algo novo, o acampamento pode ser mais vazio do que parece. A Supermassive Games entregou mais um capítulo do seu cinema jogável, com altos e baixos.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • História e escolhas: O jogo é sobre narrativa e consequências. Se você valoriza uma trama que reage às suas decisões, The Quarry entrega dezenas de finais e mortes variadas.
  • Rejogabilidade: Com 10 a 12 horas na primeira jogada e múltiplos caminhos, o jogo incentiva repetições. Mas as cutscenes não puláveis podem cansar.
  • Modos de jogo: Além do single player, há o Modo Filme (você assiste como um filme) e o multiplayer local/online com até 7 jogadores votando as decisões. Ótimo para grupos.
  • Localização: O jogo tem dublagem e legendas em português do Brasil, com gírias e sotaque natural. Um ponto positivo para imersão.
  • Expectativa de desafio: O foco é na história, não na dificuldade. Se você prefere gameplay intenso, os QTEs fáceis e a movimentação travada podem frustrar.

1. The Quarry para PlayStation 5: terror interativo da Supermassive Games

Quem jogou Until Dawn reconhece a pegada na primeira cena: nove monitores, um acampamento, e a sensação de que algo vai dar errado. e dá. O elenco carrega o roteiro: David Arquette, Brenda Song, Ted Raimi entregam atuações que elevam o material, mesmo quando os diálogos escorregam para o adolescente constrangedor. Os gráficos são um dos pontos altos: expressões faciais capturadas com precisão e iluminação dramática fazem cada cena parecer um quadro. A direção de câmera capricha no estilo cinematográfico. A jogabilidade, porém, é o calcanhar de Aquiles. Andar pelos cenários é mais lento do que deveria, e os QTEs se resumem a apertar X ou inclinar o analógico. Falhar neles pode matar um personagem, mas a sensação de perigo é mínima. O início arrastado também testa a paciência. são quase duas horas de apresentação antes do primeiro susto real. Ainda assim, quando a história engrena, o mistério sobrenatural prende, e o terceiro ato traz decisões com peso real. O Death Rewind (disponível após zerar ou na Deluxe) permite desfazer três mortes, mas tira a tensão de quem prefere consequências definitivas. A campanha solo de 10 horas entrega conteúdo decente, mas as cutscenes longas e não puláveis desestimulam replays imediatos. O Modo Filme é um alívio: você define a personalidade dos personagens e assiste tudo como um filme, sem interagir. Já o multiplayer local ou online. com até sete pessoas votando em cada decisão. é uma adição divertida que transforma o jogo numa noite de filme interativo em grupo.

Prós

  • Visuais impressionantes com captura de movimento e direção de arte inspirada
  • Elenco carismático e atuações convincentes (David Arquette, Brenda Song e outros)
  • Dublagem em português de qualidade, com gírias naturais
  • Alta rejogabilidade: dezenas de finais e muitas formas de morte para cada personagem
  • Modo Filme e multiplayer local/online ampliam a experiência para grupos

Contras

  • Começo muito lento, com duas horas de apresentação sem sustos
  • QTEs excessivamente simples, removendo a tensão das cenas de ação

Jogabilidade: simplista, mas funcional

Se você esperava uma evolução do gênero, a resposta é não: os comandos são os mesmos de 2015, e a movimentação tem aquele atraso de tanque que já incomodava em Until Dawn. Você anda, aponta a lanterna, revira gavetas, e quando a criatura aparece, o QTE pede só o analógico e o X. Errar? Não é castigo: em alguns casos, falhar até abre caminhos diferentes. O combate se resume a mirar e atirar com pouca precisão, e isso é proposital: o foco nunca foi a ação, e sim a consequência das escolhas.

Until Dawn está em cada canto: o Death Rewind é a única novidade, e ela divide opiniões. Poder desfazer três mortes por jogada tira o peso de cada erro, mas é útil para quem quer explorar sem recarregar o save. O ideal é jogar sem ele na primeira vez e ativar depois para caçar colecionáveis. As cartas de tarô (que revelam prévias do futuro) e as evidências (que destravam opções de diálogo) dão um motivo extra para explorar cada canto do acampamento.

Narrativa e rejogabilidade: o coração do jogo

The Quarry homenageia os slashers dos anos 80 com perseguições na floresta, reviravoltas que você vê chegando, e um desfecho que pode gerar suspiros ou risadas. O problema é que o mistério do monstro se revela cedo demais (lá pelo capítulo 7), e a partir daí a tensão sobrenatural perde força. Ainda assim, os personagens são cativantes o suficiente para você querer ver todos vivos. ou morrer de formas criativas. Cada um pode ter entre 10 e 12 mortes diferentes, e o jogo conta com mais de 100 combinações de finais.

Rejogar é o grande atrativo. Você nunca vai ver tudo de uma vez, e o Modo Filme permite assistir passivamente a versões alternativas. O multiplayer com até sete amigos votando nas decisões transforma cada jogada numa sessão de gritaria e risadas. Se você tem um grupo que curte filmes de terror, The Quarry é o jogo certo para uma noite de sofá. Só prepare a paciência para o início lento. depois que a noite cai, o ritmo melhora.

Perguntas frequentes sobre review The Quarry PlayStation 5

Precisa jogar Until Dawn ou os jogos da série Dark Pictures antes?

Não. The Quarry é uma história independente, com novos personagens e cenário. É um sucessor espiritual, mas não exige conhecimento prévio de outros títulos.

Dá para jogar com amigos?

Sim. O modo multiplayer local permite que até 8 jogadores controlem um personagem cada, e o modo online (adicionado após o lançamento) permite que até 7 votem nas decisões, tornando cada escolha um debate coletivo.

O jogo tem Modo Filme?

Sim. Após zerar a campanha, você pode acessar o Modo Filme, que remove todas as interações e transforma The Quarry num filme. Você define a personalidade de cada personagem e assiste ao resultado, ideal para quem quer rever a história sem jogar.

Vale a pena para quem não gosta de QTEs?

O jogo é quase todo baseado em QTEs e escolhas. Se você prefere jogabilidade mais ativa, pode achar a experiência frustrante. O Modo Filme é uma alternativa, mas elimina a interação.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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