Ligar a sirene e sair em disparada pelas ruas molhadas de Averno City é o melhor momento de The Precinct. Você é Nick Cordell Jr., policial novato em uma metrópole que respira neon, synthwave e corrupção: uma Nova York dos anos 80 vista de cima. A cada turno, um assalto a banco, uma briga de trânsito ou uma perseguição alucinada pode surgir pelo rádio. O jogo promete um sandbox policial com procedimentos reais, e por alguns instantes, entrega.
Mas a execução não é tudo perfeito. Quando acerta, The Precinct entrega cenas de cinema de verdade. Quando erra, esbarra na repetição, bugs e uma IA que parece de filme B dos anos 80, mas no pior sentido. No fim, é um título que agrada quem gosta de simulação diferente e releva os defeitos, mas cansa rápido quem exige polimento e profundidade.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Veja se você curte simulação policial com burocracia. O jogo exige paciência para abordagens, multas e interrogatórios.
- A campanha principal dura entre 10 e 12 horas, com até 15 para platinar. É um jogo de horas certas, sem enrolação.
- No PS5, roda a 60 fps estáveis e carregamento instantâneo. Os gatilhos adaptáveis e feedback tátil do DualSense são bem aproveitados.
- É single-player, sem coop. Se busca algo para jogar com amigos, melhor esperar.
- Fique ciente: a repetição é o maior problema. Após algumas horas, a rotina de patrulhas pode ficar cansativa.
1. The Precinct (Edição Padrão) para PlayStation 5: sandbox policial neon-noir
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Você chega na delegacia, escolhe uma viatura, e o rádio estala com um assalto em andamento. A sirene liga, a cidade neon passa voando, e você já está no meio do caos. Essa é a melhor parte de The Precinct. A perspectiva top-down dá uma visão tática dos crimes, o sistema de abordagem é detalhado: pedir documentos, revistar, bafômetro, multa ou prisão. Tudo rende XP e desbloqueia equipamentos. O problema? Depois de umas cinco horas, a rotina de turnos (escolher zona, duração e tipo de crime) cansa. As ocorrências são variadas no papel, mas o loop é sempre o mesmo: chegar, proceder, perseguir. As perseguições de carro são eletrizantes, com barricadas e helicóptero, mas a física do carro é meio traiçoeira: os carros derrapam demais, e bater num poste quebra a imersão. Quando o suspeito foge a pé, a stamina baixa do protagonista faz a caçada virar frustração. No PS5, são 60 fps sólidos e carregamento quase instantâneo. O DualSense vibra com os tiros, os gatilhos resistem ao acelerar: um toque bacana. Mas bugs aparecem: carros presos em objetos, o parceiro Kelly que não acompanha, suspeitos se escondendo em latas de lixo de forma ridícula. Nada que estrague o jogo, mas tiram a seriedade de uma simulação policial. A história principal é clichê (investigar o assassinato do pai) e avança por coleta de pistas que vira grind. As cutscenes são estáticas, com retratos e texto, lembrando visual novels de baixo orçamento. A dublagem em inglês tem atuações fracas, contrastando com a ambientação caprichada. Ainda assim, para quem curte o gênero, há diversão genuína nos momentos caóticos: uma perseguição que termina em tiroteio no meio de um beco, o helicóptero iluminando a cena, a sensação de dever cumprido ao prender um criminoso perigoso. The Precinct não é para todos, mas para o público certo, entrega exatamente o que promete: uma carta de amor aos filmes policiais dos anos 80, com a liberdade de um sandbox e a paciência necessária para tolerar seus defeitos.
Prós
- Ambientação neon-noir impecável: cidade viva, trilha sonora synthwave marcante
- Variedade de crimes e situações dinâmicas mantém o mundo aberto imprevisível
- DualSense bem aproveitado com feedback tátil e gatilhos adaptativos
Contras
- Repetitividade após algumas horas: mesma rotina de patrulhar e abordar
- Inteligência artificial fraca: suspeitos se escondem em latas, parceiro Kelly inútil
Entre a rotina e o caos: como The Precinct equilibra a vida policial
Uma parte significativa do tempo em The Precinct é gasta com procedimentos: parar um veículo, pedir documentos, aplicar multa ou decidir pela prisão. Essa parte burocrática pode parecer chata, mas é o que diferencia o jogo de um sandbox genérico. Cada decisão errada, como acusar um inocente, custa XP. Há um manual de procedimentos que o jogador precisa aprender, e isso dá importância às ações.
Quando o caos rola, o jogo brilha. Um chamado de assalto a banco pode virar uma perseguição de carro com helicóptero. Você pede reforços, estoura pneus do fugitivo, atira nos pneus. A cidade reage: pedestres fogem, o rádio noticia. Esses momentos são genuinamente empolgantes. O problema é que a IA dos bandidos às vezes quebra o clima: um fugitivo para atrás de uma cerca e fica olhando pra você. Difícil levar a sério.
Desempenho no PS5 e uso do DualSense: vale a versão de console?
No PS5 o jogo fica melhor, pelo menos tecnicamente. O jogo roda a 60 quadros por segundo firmes, sem quedas. O carregamento é quase instantâneo graças ao SSD: você morre e volta à ação em segundos. A iluminação neon ganha destaque no HDR, e a cidade parece mais viva com as luzes refletindo nos carros.
O uso do DualSense acertou em cheio: o feedback tátil simula o motor da viatura, os tiros têm impacto diferente, e os gatilhos adaptativos oferecem resistência ao acelerar e frear. É um extra que mergulha você no jogo. No entanto, bugs como carros flutuando ou o parceiro sumindo durante uma perseguição podem tirar o clima. Nada grave, mas perceptível.
Para quem The Precinct realmente encaixa e quem deve passar longe
Se você cresceu no GTA 1 e 2, curte a estética anos 80 e tem paciência para simulações com falhas, The Precinct vai te ganhar. A liberdade de patrulhar, escolher turnos e decidir como lidar com cada crime é viciante para quem gosta de role-playing. A trilha sonora e o visual são um colírio para os olhos nostálgicos.
Por outro lado, quem quer história forte, jogabilidade polida ou variedade constante vai se decepcionar. A repetitividade aparece rápido, a IA é fraca e a física do carro irrita. Também não é para quem prefere ação sem pausas: os procedimentos burocráticos são parte do pacote. Se você não curte dar multa num motorista bêbado ou esperar o helicóptero chegar, talvez seja melhor pular essa viatura.
Perguntas frequentes sobre review The Precinct PlayStation 5
The Precinct tem modo multiplayer ou cooperativo?
Não. O jogo é exclusivamente single-player. Há promessas de atualizações futuras com multiplayer assimétrico, mas nada confirmado ou disponível no lançamento.
Quantas horas dura a campanha principal?
A campanha dura entre 10 e 12 horas. Para platinar (39 troféus), espere de 14 a 15 horas, dependendo do seu ritmo.
O jogo tem suporte a português?
Não há confirmação nas fontes de legendas ou dublagem em português. A dublagem original é em inglês e as legendas parecem estar apenas nesse idioma. Confira na loja antes de comprar.
The Precinct roda a 60 fps no PS5?
Sim, o jogo mantém 60 quadros por segundo estáveis no PS5, com carregamento rápido e uso do DualSense. A performance é um dos pontos mais positivos da versão de console.
Vale pra quem não curte GTA antigo?
Depende. Se você gosta de simulação policial e não se importa com repetição, pode valer. Mas a visão de cima e o ritmo mais burocrático podem afastar quem prefere ação moderna e menos procedimentos.
