The Light Brigade: o roguelite VR que mistura tiroteio realista e alma de Dark Souls

A mão esquerda ejetou o carregador vazio. A direita já buscava outro no cinto. O tempo para respirar? Zero. Inimigos avançavam, e a única salvação era encaixar a munição no lugar certo antes que uma águia explosiva viesse. The Light Brigade é isso: tensão constante, onde cada recarga decide se você vive ou morre.

Lançado em fevereiro de 2023 para PS VR2, o jogo da Funktronic Labs já recebeu duas atualizações gratuitas que aumentaram o bicho. classes novas (Caçador e Sabotador) e áreas inéditas (Sunless Keep e Memorial Grounds). A Collector's Edition física chegou em outubro do mesmo ano, com duas cartas de tarô de brinde. Mas o que importa mesmo é como ele se comporta no headset e se entrega o que promete: runs tensas, progressão recompensadora e uma atmosfera que gruda.

Dezenas de runs depois, alternando entre as oito classes, morrendo, aprendendo e voltando mais forte, posso dizer: é um dos títulos mais interessantes do catálogo VR do PS5, desde que você saiba no que está se metendo.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Avalie se você tem estômago para mecânicas punitivas: morte permanente (com uma chance de recuperação) exige paciência.
  • Confira se o PS VR2 está disponível: o jogo é exclusivo para realidade virtual no PS5, sem modo tradicional.
  • Veja se o estilo roguelike combina com você: runs procedurais, progressão por pontos de rank e escolha de classe a cada nova tentativa.
  • Considere a Collector's Edition se quiser o brinde físico (duas cartas de tarô) e preferir mídia em disco.
  • Pense no tipo de gameplay: tiroteio realista com recarga manual e movimentação por dash (teleporte). nada de correr livremente.

1. The Light Brigade [Collector's Edition]. PS5 (PS VR2). Shooter Roguelike Atmosférico

Recarregar um rifle da Segunda Guerra Mundial com inimigos avançando é a essência de The Light Brigade. O gunplay realista exige que você ejeto o carregador, pegue outro no cinto, insira e arme. tudo sob pressão. As oito classes mudam drasticamente a abordagem: do sniper paciente ao engineer com torres, passando pelo Caçador de arco e flecha (adicionado na atualização gratuita). A progressão via pontos de rank e cartas de tarô garante que cada run valha a pena, mesmo quando você morre. Mas a recarga complicada pode ser fatal em campo aberto. morri mais por isso do que por falta de mira. A variedade de inimigos é baixa (lobos, soldados, águias explosivas se repetem), e a mira das varinhas mágicas é imprecisa. Os gráficos são simplificados, herança da versão Quest, mas a direção de arte sombria segura o clima. Ainda assim, para quem busca desafio genuíno em VR, The Light Brigade é uma das melhores opções do PS VR2. A Collector's Edition traz mídia física e duas cartas de tarô decorativas. nada essencial, mas um mimo para colecionadores.

Prós

  • Gunplay tenso e satisfatório com recarga manual realista
  • Oito classes variadas que mudam drasticamente a abordagem de cada run
  • Atualizações gratuitas com nova classe (Caçador, Sabotador) e áreas (Sunless Keep, Memorial Grounds)
  • Progressão via pontos de rank e cartas de tarô que garantem alta rejogabilidade
  • Atmosfera densa e inspiração em Dark Souls bem aproveitada na ambientação

Contras

  • Recarga manual complicada em situações de pressão, causa mortes frustrantes
  • Pouca variedade de inimigos ao longo das runs

O que faz The Light Brigade funcionar?

O gunplay realista é o centro. Você não aperta um botão de recarga: a mão vai ao cinto, pega o carregador, insere, arma. Quando você está encurralado por soldados e uma águia explosiva, cada movimento decide sua vida. É nesses segundos que o jogo brilha. ou te mata.

As oito classes mudam tudo. Começar como fuzileiro com rifle de precisão é muito diferente de pegar o pistoleiro com duas pistolas ou o assault de submetralhadora. Cada uma exige um estilo: o sniper pede calma e posicionamento, o engineer foca em torres e armadilhas. Com as atualizações gratuitas, o Caçador (arco e flecha) e o Sabotador (furtivo com relógio temporal) expandem ainda mais. Escolher a classe certa pode salvar sua run.

A progressão segura o interesse. Pontos de rank sobem de nível permanente, desbloqueando armas, feitiços e classes. As cartas de tarô vêm com bônus e, às vezes, penalidades. risco-recompensa constante. E quando você morre de vez, volta ao templo inicial, mas com a sensação de que aprendeu algo.

E os pontos que incomodam?

A recarga é uma faca de dois gumes. Quando você pega o jeito, vira um ritual imersivo. Mas errar o timing em campo aberto custa caro. morri mais por recarga atrapalhada do que por falta de mira. A dica? Sempre recarregue atrás de cobertura.

A variedade de inimigos é baixa. Lobos, soldados e águias explosivas aparecem repetidamente, cada um com comportamentos previsíveis. Felizmente, as áreas geradas proceduralmente (florestas, montanhas, cemitérios, fortalezas) mudam o terreno e forçam adaptação.

Os gráficos são funcionais mas não impressionam no PS VR2. O estilo simplificado é herança do Quest 2. texturas menos detalhadas, modelos básicos. A iluminação escura e a trilha sonora tensa salvam a imersão. Também senti falta de combate corpo a corpo: quem prefere espadas e porretes vai notar a ausência, já que o foco é todo em tiroteio e magia.

Perguntas frequentes sobre review The Light Brigade Collector's Edition PlayStation 5

The Light Brigade funciona sem o PS VR2?

Não. O jogo exige o PlayStation VR2 para rodar no PS5. Não há modo tradicional de tela.

Quanto tempo dura uma partida?

Uma run bem-sucedida pode levar de 30 minutos a 1 hora, dependendo da classe e da dificuldade. Para zerar a história principal, espere cerca de 8 horas; para completar tudo, umas 18 a 20 horas.

É muito difícil?

Sim, principalmente no começo. A morte permanente (com duas chances de recuperação) e a recarga manual exigem paciência. Mas a progressão entre runs ameniza a frustração. Fãs de Dark Souls e roguelites vão adorar.

A Collector's Edition vale a pena?

Se você prefere mídia física e curte brindes, as duas cartas de tarô são um charme estético, mas não mudam o jogo. O conteúdo do disco é o mesmo da versão digital. A decisão é mais sobre coleção do que sobre gameplay.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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