The Last of Us Part II Remastered no PS5: a versão definitiva com modo No Return

Pisar em Seattle novamente no PS5, com o DualSense vibrando a cada passo em meio a entulhos, é um lembrete de como The Last of Us Part II já era brutal. O remaster não tenta te enganar com gráficos que saltam aos olhos. o salto visual é modesto. O foco é aumentar a vida útil de um dos jogos mais densos da década, e o modo No Return é o grande motivo pra isso.

Se você já viveu a jornada de Ellie e Abby no PS4, sabe que o jogo é longo, emocionalmente pesado e mexe com você. O que o remaster faz é dar uma desculpa perfeita para revisitar com desempenho mais suave, carregamentos quase instantâneos e vários extras que transformam a experiência. Mas o grande trunfo, o que realmente justifica botar a mão no bolso, é o No Return: um roguelike que pega o combate tenso do original e cria uma arena imprevisível e viciante.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Pense no seu nível de interesse por modos extras: o No Return adiciona dezenas de horas de gameplay, ideal para quem quer mais ação após a campanha.
  • Se você já tem o jogo no PS4, o upgrade importa seu save e mantém todo progresso.
  • Para quem nunca jogou, esta é claramente a melhor versão: gráfico nativo 4K ou 60 fps estáveis, tempos de carregamento reduzidos e suporte ao DualSense que melhora a imersão.

1. The Last of Us Part II Remastered para PlayStation 5: graficos refinados, DualSense e modo No Return

Sobreviver a um encontro com um chefe no No Return usando Dina, com a munição no fim e o coração na boca. isso é o que o remaster entrega de melhor. A campanha principal continua a mesma: dezenas de horas de uma narrativa densa, violenta e emocionalmente desgastante. O que muda está nos detalhes. A taxa de quadros sólida de 60 fps no modo Performance transforma o combate; aquela esquiva no último segundo, o tiro de flecha que corta o ar. O DualSense entra em cena com gatilhos adaptáveis que travam no meio do arco e feedback tátil que transmite cada passada. Não é algo que você nota na primeira meia hora, mas depois que volta para o PS4, sente falta. O verdadeiro destaque é o No Return. Inspirado em roguelikes, ele coloca você em arenas fechadas com inimigos aleatórios, chefes e desafios que mudam a cada partida. Dá para jogar com personagens como Dina, Jesse e Lev, cada um com habilidades únicas. A imprevisibilidade força você a usar todo o arsenal do jogo: furtividade, explosivos, combate direto. Quando morre, volta ao início com uma lição aprendida. O modo rende boas horas, e cada run traz um susto diferente: um chefe que não esperava, uma sala com vários Stalkers, uma corrida contra o relógio. É viciante no melhor sentido. Os Lost Levels são outra adição que surpreende. Três fases cortadas do desenvolvimento original (Sewers, Jackson Party, Boar Hunt) estão disponíveis com comentários dos diretores. Não são missões completas, mas pedaços que mostram escolhas de design. Para quem curte game design, é um banquete. Para o jogador casual, é um extra curto, mas que agrega contexto. Visualmente, o remaster não é um remake. As melhorias estão em texturas mais nítidas, vegetação que aparece sem pop-in e sombras mais definidas. Colocar lado a lado com a versão do PS4 Pro revela diferenças, mas não espere um salto do tamanho do que vimos entre gerações anteriores. O grande ganho é a performance consistente, tanto no modo Fidelidade (4K nativo a 30 fps) quanto no Performance (1440p upscalado para 4K a 60 fps), sem quedas perceptíveis. E os carregamentos praticamente sumiram. Para quem já jogou no PS4, a pergunta é: vale investir? Depende de quanto você quer do No Return e dos extras. Se a campanha já te marcou e você quer mais desafio, o upgrade é justo. Para quem nunca jogou, não tem discussão: esta é a versão definitiva, com o melhor desempenho, o controle mais imersivo e conteúdo extra que enriquece a experiência. As notas altas refletem isso.

Prós

  • No Return transforma o combate tenso em partidas imprevisíveis que viciam
  • DualSense bem utilizado: gatilhos adaptáveis e feedback tátil que fazem cada arma ter personalidade
  • Performance impecável: 60 fps estáveis no modo Performance e carregamentos quase zerados
  • Lost Levels e comentários são um deleite para fãs de game design

Contras

  • Melhorias gráficas são sutis, não revolucionárias em relação ao PS4 Pro
  • Lost Levels são curtos. você termina em 15 minutos, mas o valor está no contexto

No Return: o coração do remaster

No Return não é um extra. É um jogo dentro do jogo. Cada run com Dina ou Lev exige repensar estratégias, e a imprevisibilidade dos encontros força você a abraçar o caos. Uma hora você está eliminando infectados furtivamente; na outra, enfrenta um bando de humanos com recursos escassos. Morrer ensina: você aprende a otimizar o uso de explosivos, a ler os padrões dos Stalkers. É viciante no melhor sentido, e a corrida diária global adiciona uma camada competitiva sutil.

O que impressiona é como o modo aproveita a física e a IA do jogo original. Cada tiro ecoa, cada movimento tem peso, e os inimigos reagem de forma imprevisível. Não é um simples modo horda; há uma curadoria nos encontros que respeita o design do combate principal. Para quem achava que a campanha não tinha rejogabilidade, o No Return é a resposta definitiva.

O que muda visualmente e no desempenho?

Visualmente, o remaster poliu o que já era bonito. Texturas mais nítidas, vegetação sem pop-in e sombras mais definidas. o salto não é cinematográfico, mas consistente. No modo Fidelidade, o jogo atinge 4K nativo a 30 fps, com uma estabilidade impressionante. No Performance, são 1440p internos upscalados para 4K a 60 fps, e não há oscilação, algo que o patch do PS4 Pro não garantia. Para TVs com VRR, destravar a taxa de quadros ganha ainda mais fluidez. Carregamentos? Mal passam de dois segundos. Você morre, carrega, volta. Isso muda o ritmo, especialmente em tentativas no No Return.

No áudio, o suporte a Dolby Atmos e a mixagem já excelente do original ganham destaque. Passos em um corredor, o clique de uma armadilha, tudo soa mais imersivo. O DualSense faz cada arma ter personalidade própria: o arco estica com resistência, a escopeta recua com violência. É daqueles casos em que hardware e software conversam bem.

Público ideal e ressalvas de gameplay

Quem tem estômago para uma história que não alivia e combate que pune cada erro encontra aqui o ápice da franquia. O jogo é maduro, brutal, e o modo No Return atrai quem curte roguelikes e quer testar habilidades em cenários imprevisíveis. Mas não é para todos: a carga dramática e os trechos arrastados da campanha podem afastar quem busca leveza. A narrativa tem momentos que geram debates até hoje.

A dificuldade é customizável, com modificadores como munição infinita e mortes com um golpe. O modo Permadeath adiciona tensão extra. Mas a essência do jogo é a tensão: se você não curte paciência e exploração, talvez o ritmo não encaixe. O remaster não muda a estrutura da campanha, apenas a lapida.

Perguntas frequentes sobre review The Last of Us Part II Remastered PlayStation 5

O que é o modo No Return em The Last of Us Part II Remastered?

É um modo roguelike de sobrevivência com encontros aleatórios, chefes e personagens jogáveis únicos (Dina, Jesse, Lev, Tommy, Ellie, Abby). Cada partida é diferente e você tenta sobreviver o máximo possível, com direito a uma corrida diária global.

Vale a pena comprar o remaster para quem já zerou o jogo no PS4?

Depende do seu interesse por conteúdo extra. Se você quer revisitar a campanha com gráficos melhores, 60 fps e carregamentos rápidos, e ainda curte o No Return, o upgrade é justo. Se a campanha já bastou, talvez não seja necessário.

Os Lost Levels são fases completas?

Não, são três sequências inacabadas do desenvolvimento (Sewers, Jackson Party, Boar Hunt) com comentários dos desenvolvedores. São curtas, mas oferecem um olhar fascinante sobre o processo criativo.

O remaster traz melhorias gráficas significativas?

As melhorias são sutis: texturas mais nítidas, melhor level of detail e menos pop-in comparado ao PS4 Pro. O maior ganho é a performance estável a 60 fps e os carregamentos quase instantâneos. Não é um salto visual comparável a um remake.

Preciso ter jogado The Last of Us Part I para entender a história?

Recomenda-se, pois os eventos do primeiro jogo são fundamentais para a trama. O remaster do segundo jogo não inclui o primeiro, mas a campanha faz referências diretas aos acontecimentos anteriores.

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Especialista editorial

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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