The House of the Dead: Remake no PS5. nostalgia afiada, mas o bicho pega nos controles

A primeira horda de zumbis surge pelo corredor mal iluminado. Você aperta o gatilho, a mira treme, a vibração do DualSense ecoa na palma da mão. Em segundos, três criaturas caem, mas outras cinco já vêm atrás. The House of the Dead: Remake é um bilhete de volta aos fliperamas dos anos 90, com gráficos polidos e a mesma adrenalina descartável. Só não espere profundidade: o jogo cabe em uma ida ao banheiro.

Desenvolvido pela MegaPixel Studio e publicado pela Forever Entertainment, o remake mantém a estrutura de rail shooter: movimento automático, foco total na mira. O personagem anda sozinho por cenários góticos enquanto você detona zumbis, esqueletos e mutantes. A receita é simples, direta e, quando entra um amigo no sofá, vira uma bagunça deliciosa. Mas será que só nostalgia sustenta o preço? Vamos ver.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Rail shooter de curta duração: a campanha principal leva entre 30 e 45 minutos. O replay vem dos caminhos alternativos, múltiplos finais e desbloqueáveis.
  • Co-op local é o grande trunfo: jogar sozinho é legal, mas com um amigo a bagunça triplica. Não há modo online.
  • Controles pedem paciência: a mira com analógico tem um coice que cansa; o giroscópio do DualSense ajuda, mas exige calibração. Assistência de mira pode atrapalhar em objetos interativos.
  • Conteúdo extra modesto: o modo Horda é a mesma campanha com mais inimigos. A galeria e o armário de armas dão um gás para quem gosta de completar tudo.

1. The House of the Dead: Remake para PlayStation 5. Edição Física (Limitead Edition)

The House of the Dead: Remake é um prato cheio para saudosistas e fãs de arcade. A versão de PS5 traz os mesmos quatro capítulos do original, agora rodando em 4K com uma taxa de quadros estável, sem os engasgos que atormentaram as versões de Switch. A iluminação gótica ganhou um brilho novo, e os efeitos de desmembramento seguem tão satisfatórios quanto na memória afetiva. O problema é que tudo acaba rápido demais: em menos de uma hora você já viu os créditos rolarem. Aí entra o fator rejogabilidade. Caminhos alternativos, três finais diferentes e um sistema de pontuação que incentiva headshots e combos fazem você querer repetir as fases para melhorar a nota. Mas a verdade é que a estrutura é enxuta, e mesmo o modo Horda. que promete mais inimigos. é a mesma campanha repovoada. O grande atrativo, sem dúvida, é o cooperativo local. Sentar no sofá com um amigo e dividir a munição enquanto um cobre o lado que o outro esqueceu é uma experiência que jogos modernos raramente oferecem. A ausência de modo online é uma limitação sentida, mas para uma noite de nostalgia em dupla, funciona. Os controles, porém, pedem uma adaptação. O analógico tem um recuo que treme a mira após cada disparo, e a assistência de mira frequentemente gruda em objetos ao fundo em vez de nos zumbis. O giroscópio do DualSense alivia um pouco, mas não espere precisão de arcade com pistola de luz. Para quem vem do original, o remake é fiel, mas tropeça no carisma. A dublagem exagerada continua engraçada, e a trilha techno-rock divide opiniões. alguns preferem a original. No fim, é um jogo que sabe o que quer: entrega ação rápida, sangrenta e descompromissada. Não espere uma campanha épica nem uma história bem contada. Espere diversão direta, daquelas que você termina e já pensa em jogar de novo com outro estilo de pontuação. O preço da versão física pode ser salgado para quem não é colecionador, mas a Limidead Edition vem com brindes legais para quem curte ter a caixa na estante.

Prós

  • Fiel ao original com gráficos 4K e 60 fps no PS5; texturas repaginadas e iluminação gótica de respeito
  • Cooperativo local caótico e divertido, essência do arcade preservada
  • Desmembramento e sangue satisfatórios; alta rejogabilidade com segredos e finais

Contras

  • Campanha muito curta (30-45 min), com apenas quatro fases
  • Mira com analógico que desvia após cada tiro; assistência gruda em cenário

Controles que dividem: entre o analógico e o giroscópio

No primeiro confronto, a mira não obedece. O analógico direito tem um recuo exagerado depois de cada tiro, como se a arma tivesse kickback de verdade. Você ajusta, atira, e a mira pula para cima. O giroscópio do DualSense ajuda a fazer microajustes, mas exige um tempo para encontrar o ponto ideal. E a assistência de mira gruda em barris, caixas e outros elementos do cenário com tanta força que você perde headshots preciosos.

Depois de algumas partidas, o ritmo aparece. Você aprende a compensar o coice e a desligar a assistência nos momentos certos. Ainda assim, não espere a mesma precisão de um arcade com pistola de luz. Para quem jogou o original nos fliperamas, a diferença é gritante. Mas, se você encarar como um jogo moderno com controles adaptados, a diversão vem. principalmente no modo cooperativo, quando a bagunça geral esconde as imperfeições.

Curta, mas com pique de replay: o pacote de conteúdo

A campanha cabe em uma ida ao banheiro: 30 a 45 minutos, quatro fases. Cada capítulo termina com um chefe que exige paciência para acertar os pontos fracos. Parece pouco, e é. Mas o jogo foi desenhado para ser repetido. Caminhos alternativos aparecem quando você derruba portas ou falha em salvar um cientista, mudando a ordem dos inimigos e o cenário. Três finais diferentes dependem da sua pontuação total, e o sistema de notas (clássico e moderno) incentiva headshots e combos para acumular pontos.

O armário de armas desbloqueáveis dá uma motivação extra: escopetas, fuzis, lança-granadas e bestas mudam o jeito de enfrentar as hordas. O modo Horda, infelizmente, não é um modo separado. é a mesma campanha com uma quantidade brutal de inimigos. Para completistas, a galeria de monstros e os troféus (platina em cerca de 7 horas) garantem algum alongamento. No fim, o conteúdo é justo para um rail shooter de arcade, mas quem busca um jogo para passar o mês vai sentir o baque.

O verdadeiro charme está no sofá: co-op local e a nostalgia compartilhada

Quando um segundo jogador entra, a tela fica um caos. Você cobre a direita, seu amigo a esquerda, e os gritos de 'atrás' viram parte da trilha sonora. O modo competitivo (quem faz mais pontos) adiciona uma camada de provocação. A ausência de modo online é uma limitação que reduz o público, mas para quem tem um amigo por perto, é a melhor forma de jogar.

O jogo também acerta no tom camp: a dublagem exagerada e as frases de efeito fazem rir, e o gore exagerado (braços voando, sangue em jatos) completa o clima de filme B de terror. Não espere sustos ou tensão. É mais um parque de diversões sangrento. Para quem viveu a época de ouro dos arcades, o remake entrega exatamente o que promete: um bilhete de volta para os anos 90, com gráficos melhores e a mesma energia descompromissada. Só não esqueça de chamar um amigo.

Perguntas frequentes sobre review The House of the Dead: Remake PlayStation 5

Quanto tempo dura a campanha de The House of the Dead: Remake?

A campanha principal é rapidinha: entre 30 e 45 minutos, com apenas quatro fases. Mas se você quiser ver todos os finais, explorar caminhos alternativos e desbloquear as armas, prepare umas 6 horas.

O jogo tem modo cooperativo online?

Não. O cooperativo é exclusivamente local, para dois jogadores no mesmo sofá. Há também um modo competitivo que compara a pontuação ao final de cada fase.

Os controles com giroscópio no PS5 são bons?

O giroscópio do DualSense ajuda na mira, mas exige calibração e paciência. O analógico tem um coice incômodo. A assistência de mira pode atrapalhar ao grudar em objetos do cenário.

Vale a pena comprar a versão física Limidead Edition?

A edição traz brindes como caixa lenticular e adesivos, ideal para colecionadores. Para quem só quer jogar, a versão digital é mais em conta, já que o conteúdo do jogo é o mesmo.

O jogo é adequado para quem nunca jogou rail shooter?

Sim, a mecânica é simples (mirar e atirar), mas a campanha curta e a falta de explicações detalhadas podem frustrar novatos. O coop local ajuda a suavizar a curva de aprendizado.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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