The House of the Dead: Remake no PS5. nostalgia em ritmo de arcade, mas com tropeços

A mansão Curien nunca esteve tão bonita. O remake de The House of the Dead chega ao PlayStation 5 com gráficos repaginados, iluminação dramática e uma paleta de cores que faz os zumbis parecerem ainda mais grotescos. Mas a pergunta que fica é: será que a diversão arcade sobrevive à ausência da clássica light gun?

Para quem passou horas nos fliperamas dos anos 90, a volta de Thomas Rogan e G é puro gatilho nostálgico. Você entra na mansão, a iluminação recorta os cantos, e zumbis explodem de portas e janelas. A gameplay continua naquela pegada de rail shooter: você não controla o movimento, só a mira. Inimigos surgem de todos os lados, e a parada é ter reflexo rápido para acertar pontos fracos enquanto recarrega na hora certa. O coop local de dois jogadores segue sendo o coração da experiência. e aqui, segurar um controle com um amigo ao lado ainda rende gritos e risadas, um cobrindo a esquerda enquanto o outro dá conta da direita.

Só que o remake também carrega as marcas do tempo. A campanha principal não passa de 40 minutos na primeira jogada. O modo Horda adiciona mais ação, mas não disfarça a falta de conteúdo novo. Os controles, sem a precisão de uma light gun, pedem adaptação. o gyro aiming do DualSense ajuda, mas não é milagre. A trilha sonora original deu lugar a uma nova, que muitos fãs consideram inferior. E, para completar, sem coop online: é no sofá ou nada.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Verifique se você tem um amigo para jogar junto. o coop local é o grande trunfo do jogo.
  • Prepare-se para uma campanha curta (cerca de 30 a 45 minutos) e planeje repetir fases para desbloquear armas e finais alternativos.
  • O gyro aiming do PS5 é funcional, mas exige prática; se você prefere precisão absoluta, pode estranhar.
  • O modo Horda oferece mais ação, mas pode sofrer com quedas de desempenho em momentos de muitos inimigos na tela.
  • Não há suporte a jogo online. a experiência é exclusivamente local.

1. The House of the Dead: Remake. Análise do rail shooter para PS5

The House of the Dead: Remake recria o clássico de 1997 com gráficos modernos e suporte a gyro aiming, mas a campanha principal termina em menos de uma hora. O modo Horda e os desbloqueáveis (armas, finais secretos) tentam esticar a vida útil, mas não escondem a sensação de que o pacote é magro para o preço. Mas o que realmente salva o jogo é o cooperativo local. Sentar no sofá com um amigo, recarregar em desespero enquanto uma horda se aproxima, cada um cobrindo um lado. isso é diversão pura. O gyro aiming do DualSense funciona razoavelmente, mas não substitui a precisão de uma light gun. No modo Horda, quando a tela enche de inimigos, o framerate despenca. E a nova trilha sonora deixa saudade da original, que soava muito mais ameaçadora. Para fãs saudosistas que topam repetir as mesmas fases várias vezes para pegar todos os segredos, o jogo entrega. Para quem busca uma campanha longa ou inovação, melhor passar longe. É uma porta dos fundos para um passado que ainda diverte, mas cobra caro pelo bilhete.

Prós

  • Recriação fiel e visualmente caprichada do arcade original
  • Cooperativo local salva o jogo: a tensão de recarregar enquanto seu amigo cobre a retaguarda é o coração da diversão
  • Gyro aiming no PS5 aproxima a sensação da mira de luz, com prática
  • Vários finais e caminhos ramificados estimulam a rejogabilidade

Contras

  • Campanha principal muito curta: 30 a 45 minutos na primeira jogada
  • Controles frustrantes sem a precisão de uma light gun; gyro exige adaptação

O que esperar da gameplay

The House of the Dead: Remake é um rail shooter na veia. Você não controla o personagem, só a mira. O cenário avança automaticamente, e os inimigos surgem de janelas, portas e cantos. A mecânica de recarga manual (apertar um botão para recarregar) adiciona tensão. nada pior do que ficar seco no meio de uma onda. Para salvar civis, é preciso mirar rápido e evitar acertá-los por engano. Cada fase tem caminhos alternativos, que mudam dependendo de ações como ativar alavancas ou seguir rotas diferentes. O modo Horda é o extra principal: você enfrenta levas de zumbis em arenas abertas, com até 15 inimigos simultâneos. É caótico e divertido, mas a performance dá uma escorregada. Armas desbloqueáveis (rifle, escopeta, lança-granadas) exigem resgatar todos os cientistas em uma jogada perfeita. um desafio para quem busca completismo. Há também cheats como munição infinita, que tornam a brincadeira mais leve depois de algumas derrotas.

A maior diferença para o original de 1997 está no controle: sem a light gun, você usa o analógico ou o gyro do DualSense. O gyro funciona, mas precisa de calibragem e prática. Em coop, a dinâmica fica mais intensa: um atira, o outro recarrega, e a comunicação é essencial para não morrer. É o tipo de jogo que brilha mais quando você tem um parceiro do lado, trocando gritos e comemorando cada chefe derrubado.

Para quem é (e para quem não é) esse jogo

The House of the Dead: Remake é nostalgia pura para quem viveu os arcades dos anos 90. Se você tem um amigo disposto a reviver a era de ouro dos rail shooters, o jogo entrega exatamente o que promete: gráficos modernos, a mesma tensão de recarregar sob pressão e a diversão de cooperar lado a lado. A diversão está em repetir as fases para melhorar a pontuação, descobrir finais alternativos e desbloquear o arsenal completo. É um jogo de curta duração, mas com alto fator de rejogabilidade para quem compra a proposta. Por outro lado, se você espera uma campanha longa, não gosta de repetir a mesma fase dezenas de vezes ou prefere jogar online com amigos distantes, o remake vai decepcionar. A falta de coop online é um tiro no pé. Quem busca inovação mecânica ou uma história rica também vai sair frustrado. É um jogo nichado, que fala diretamente ao coração dos fãs de rail shooter. e a ninguém mais.

Perguntas frequentes sobre review The House of the Dead PlayStation 5

O jogo tem modo cooperativo online?

Não. O cooperativo é exclusivamente local (dois jogadores no mesmo console). Não há suporte a partidas online.

Quanto tempo dura a campanha principal?

A primeira jogada leva entre 30 e 45 minutos. Para completar tudo (desbloquear todas as armas, conseguir os três finais, zerar no modo Arcade), a média fica em torno de 6 horas.

Vale a pena para quem nunca jogou o original?

Depende. Se você gosta de rail shooters e tem um amigo para jogar junto, pode valer. Mas a campanha curta e a falta de conteúdo novo fazem dele uma recomendação mais forte para quem já tem vínculo nostálgico com a franquia.

O PS5 tem alguma vantagem sobre outras versões?

A versão PS5 oferece gyro aiming nativo, tempos de carregamento reduzidos e um desempenho um pouco mais estável que o Switch, mas ainda sofre com quedas de framerate no modo Horda. Quem comprou a versão PS4 ganha upgrade gratuito.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.