The Grinch: Christmas Adventures. Um Natal para os Pequenos, Nem Tanto para os Grandes

Vestir o disfarce de Papai Noel, andar na ponta dos pés por uma casa enfeitada e evitar que um Quem te abrace. Essa é a rotina de The Grinch: Christmas Adventures, um jogo de plataforma 2D que tenta capturar o espírito travesso do clássico do Dr. Seuss. E, sinceramente, ele consegue. até um certo ponto.

A proposta é direta: você controla o Grinch (e seu cachorro Max) em 18 fases espalhadas por três áreas, da caverna do protagonista até a colorida Quemlândia. O objetivo? Roubar presentes, coletar peças de quebra-cabeça e desbloquear habilidades como snowboard, jetpack e o laço de cana-de-açúcar. Tudo isso embalado por uma narração rimada e visuais fiéis ao traço original dos livros.

Mas nem tudo são flores. O level design sofre de repetição, os controles têm uma certa imprecisão e, para quem já passou dos 8 anos, o desafio é praticamente nulo. A pergunta que fica é: para quem esse jogo realmente encaixa?

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Duração: a campanha principal leva cerca de 4 horas, ideal para uma tarde em família, mas curta para quem busca um jogo mais longo.
  • Público-alvo: crianças de 4 a 8 anos, fãs do Dr. Seuss e famílias que querem uma experiência cooperativa leve. Adultos experientes vão achar entediante.
  • Cooperativo: há suporte para dois jogadores local, perfeito para pais e filhos jogarem juntos. Mas o segundo jogador controla Max, com funções bem simples.
  • Conteúdo extra: o jogo inclui o livro digital completo de "Como o Grinch Roubou o Natal!", um plus bacana para os pequenos.
  • Rejogabilidade: baixa. A platina é fácil e rápida (umas 4 horas), mas não há motivo para revisitar as fases após zerar.

1. The Grinch: Christmas Adventures. Plataforma 2D para a Família no PS5

O Grinch veste o disfarce vermelho e branco, desliza de snowboard colina abaixo com Max correndo ao lado, e plana de jetpack sobre abismos cheios de presentes. The Grinch: Christmas Adventures é um deleite visual fiel ao traço do Dr. Seuss, mas a alegria dura menos que uma música de Natal. São 18 fases que se repetem em estrutura: vá da esquerda para a direita, colete itens, evite Quem que querem abraçar você. Os quebra-cabeças de encaixe para liberar habilidades são tão lentos que dá vontade de pular. As seções de furtividade têm graça no começo, mas logo viram tédio. O narrador rima sem parar. charmosa nas primeiras horas, cansativa na terceira. Os controles travam um pouco, nada que uma criança de 5 anos perceba, mas que tira a precisão de quem cresceu com Super Mario. Para famílias, é um presente de Natal que funciona: coop local, visual caprichado, livro digital incluso. Para adultos? Uma tarde de nostalgia que passa rápido e não deixa saudade. A edição Merry & Mischievous de 2025 promete mais, mas a versão base é uma aposta segura apenas para os pequenos.

Prós

  • Visual fiel ao traço do Dr. Seuss, colorido e alegre
  • Cooperativo local para dois jogadores, ótimo para pais e filhos
  • Livro digital completo incluso, um extra educativo
  • Narração rimada que dá personalidade ao jogo
  • Platina fácil e rápida para quem gosta de troféus

Contras

  • Level design repetitivo. fases muito parecidas entre si
  • Controles um pouco imprecisos e não remapeáveis

Para quem este jogo é ideal?

The Grinch: Christmas Adventures foi feito sob medida para crianças pequenas que estão tendo o primeiro contato com plataformas. A dificuldade é baixa, os checkpoints são generosos e o cooperativo permite que um adulto guie a criança sem estresse. Fãs do Dr. Seuss também vão apreciar o visual que respeita a obra original, além do livro digital incluso. Se você é pai ou mãe procurando um jogo para o filho de 4 a 7 anos, especialmente no Natal, esta é uma aposta segura.

Por outro lado, jogadores acostumados com títulos como Super Mario ou Rayman vão sentir falta de precisão, variedade e desafio. A repetição de fases e a ausência de obstáculos realmente complicados tornam a experiência monótona para adultos. Adolescentes e gamers hardcore provavelmente vão se entediar em menos de uma hora.

O que poderia ser melhor?

Se há uma crítica unânime entre quem jogou, é o level design preguiçoso. As cavernas, a zona rural e Quemlândia têm estruturas quase idênticas, mudando apenas a skin. Os inimigos são poucos e previsíveis, e as seções de furtividade se arrastam. O jogo também peca por não permitir remapear os controles e por ter um narrador que, depois de algumas fases, começa a cansar. A edição Merry & Mischievous, lançada em 2025, promete corrigir parte disso com novas áreas e gadgets, mas na versão base o sentimento é de oportunidade perdida.

Outro ponto: os quebra-cabeças de encaixe para liberar habilidades são lentos e repetitivos. Em vez de adicionar profundidade, eles interrompem o ritmo da ação. E as fases com Max, onde o cachorro apenas aperta botões, parecem enchimento. Um pouco mais de cuidado na variedade de objetivos teria feito uma diferença enorme.

Perguntas frequentes sobre review The Grinch: Christmas Adventures () PlayStation 5

Quanto tempo dura The Grinch: Christmas Adventures?

A campanha principal leva cerca de 4 horas. Para quem quer fazer 100%, umas 6 horas. A platina é obtida nesse mesmo tempo.

Tem modo cooperativo? Como funciona?

Sim, cooperativo local para dois jogadores. O segundo jogador controla Max, o cachorro do Grinch, com funções básicas como pisar em botões e ajudar na coleta. É ideal para pais e filhos.

O jogo é difícil?

Não. A dificuldade é muito baixa, voltada para crianças pequenas. Adultos não vão encontrar desafio algum. Os checkpoints são frequentes e os inimigos, simplórios.

Vale a pena pelo preço cheio?

Depende. Para famílias com crianças pequenas que querem um jogo temático de Natal, sim. Para quem busca um platformer com profundidade, não. O livro digital incluso é um extra legal, mas a campanha é curta.

Os controles são bons?

Eles são funcionais, mas têm uma certa travadia e não podem ser remapeados. Crianças não vão notar, mas jogadores experientes podem sentir falta de precisão.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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