Desde o primeiro inimigo, The First Berserker: Khazan deixa claro: aqui a dificuldade não é enfeite. O Brink Guard e o Brink Dodge são seus melhores amigos, e aprender a usá-los é o único caminho. Ambientado 800 anos antes de Dungeon & Fighter, o jogo da Neople e Nexon é um soulslike que não alivia.
A premissa é direta: você é Khazan, general traído e exilado. A vingança é o motor. Nada de plot twist ousado ou personagens complexos. A história é pano de fundo para o que realmente importa: o combate.
E que combate. As três armas (espadão, lança, lâminas duplas) têm árvores de habilidade próprias, e resetar pontos sem custo incentiva experimentar. Cada parry no tempo certo, cada esquiva precisa traz uma satisfação que poucos jogos entregam. O sistema bebe de Nioh e Sekiro, mas encontra identidade própria.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- A dificuldade é mesmo um tapa. Mesmo com a opção reduzida, o desafio é real e exige paciência. Você vai morrer, e cada morte ensina algo.
- A linearidade é declarada: missões como Nioh, sem mundo aberto. Se você gosta de exploração livre, isso incomoda.
- A história é funcional, rasa. Personagens secundários não têm profundidade. O foco é a jogabilidade.
- São só três tipos de arma, mas cada uma tem profundidade para sustentar vários playthroughs. Ideal para quem gosta de se especializar.
- Conteúdo não falta: a campanha leva de 30 a 50 horas, e completistas chegam a passar de 100.
1. The First Berserker: Khazan (PS5) – soulslike brutal da Neople
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The First Berserker: Khazan acerta onde importa: combate intenso, chefes memoráveis e progressão que recompensa. O sistema de parry e esquiva é refinado. Dominar um chefe após dezenas de mortes vicia. O visual cel-shading é lindo, com cenários variados e iluminação sombria. A trilha orquestral e a dublagem de Ben Starr e Anthony Howell elevam a imersão. O lado negativo é a narrativa genérica e o level design linear. As side missions reutilizam áreas, e só três armas estão disponíveis. A dificuldade exige paciência e grind em picos de desafio. Para fãs de Nioh e Sekiro, é compra certeira. Para quem prioriza história ou exploração aberta, melhor passar longe.
Prós
- Combate visceral com parry e esquiva precisos, recompensando timing e estratégia
- Chefes desafiadores e bem desenhados, alguns dos melhores do gênero
- Progressão profunda com árvores de habilidades e conjuntos de armadura que alteram a jogabilidade
- Direção de arte cel-shading belíssima, cenários variados e atmosfera imersiva
- Dublagem de alto nível (Ben Starr, Anthony Howell) e trilha sonora marcante
Contras
- Narrativa fraca e genérica, com personagens secundários superficiais
- Level design linear demais, side missions repetitivas que reusam áreas
Combate que ensina na marra
A primeira meia hora é um tapa. O tutorial mostra o básico, mas o primeiro chefe exige usar parry, esquiva e stamina na prática. Não tem para ninguém: ou você lê os padrões, ou morre. O jogo é difícil, mas justo. Cada morte é aula.
Os Spirit Points adicionam camada extra: acumulados ao acertar, gastos em habilidades especiais. Isso incentiva agressividade controlada. Uma sequência de parries seguida de golpe brutal é pura maestria. Os chefes são o ponto alto, cada um com design único que força você a dominar todas as ferramentas. Mais de 80 tipos de inimigos garantem variedade, mesmo com repetições.
Para quem é (ou não) esse jogo
Quem sente falta de um desafio que exige dedicação vai se sentir em casa. Fãs de Nioh e Sekiro encontram aqui o mesmo nível de exigência. A progressão recompensa cada passo: cada nível, cada skill, cada conjunto de armadura com bônus faz diferença. Resetar habilidades sem custo é convite para testar builds, embora o jogo incentive focar uma arma na dificuldade padrão.
Já quem joga pela narrativa ou exploração aberta vai se decepcionar. A história é enxuta, personagens unidimensionais, e a linearidade cansa. As side missions reciclam áreas, reforçando a repetição. Se você não tem paciência para morrer no mesmo chefe, melhor passar reto.
Perguntas frequentes sobre review The First Berserker: Khazan PlayStation 5
Quanto tempo dura The First Berserker: Khazan?
A campanha principal leva de 30 a 35 horas. Com extras, de 40 a 50 horas. Para completistas, de 55 a 100 horas, dependendo do ritmo.
Tem New Game+?
Sim. O New Game+ está disponível após zerar a campanha, permitindo rejogar com todas as habilidades e equipamentos, além de um modo Ultimate Challenge extra.
É muito difícil?
Sim, a dificuldade é alta e lembra títulos como Sekiro e Nioh. Há uma opção reduzida (Spirit of Advocacy), mas ainda assim exige paciência e aprendizado. Não é um jogo para quem se frustra fácil.
O jogo tem dublagem em português?
Sim, The First Berserker: Khazan conta com legendas e menus em português brasileiro. A dublagem original é em inglês, com vozes de destaque como Ben Starr (Khazan) e Anthony Howell (Blade Phantom).
