Sair da Masmorra Imperial e pisar na luz do sol de Cyrodiil pela primeira vez com ray tracing é um daqueles momentos que justificam um remaster. Os reflexos nos riachos, as texturas das pedras, a grama balançando com o vento: a Unreal Engine 5 transformou cada cenário em um quadro vivo. A Bethesda e a Virtuos não apenas limparam a poeira do clássico de 2006: deram a ele uma roupagem que rivaliza com lançamentos atuais, mantendo a alma intacta.
Mas o combate continua datado. Os bugs persistem. E o level scaling pode transformar um esqueleto comum em um tanque de HP. Este remaster é para quem ama o original e para novatos dispostos a ignorar imperfeições em troca de um dos mundos mais vivos já criados. Cyrodiil espera, com toda a sua beleza e suas arestas.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Considere seu apetite por RPGs de mundo aberto com foco em exploração e narrativa, em vez de combate refinado.
- O conteúdo é gigantesco. Prepare dezenas ou centenas de horas para mergulhar nas facções, side quests e expansões.
- A Deluxe Edition adiciona quests exclusivas e itens cosméticos. Se você é fã e quer o extra, ela faz sentido. Caso contrário, a versão padrão já inclui todas as expansões.
1. The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered. Deluxe Edition para PlayStation 5
Fonte: Amazon.com.brThe Elder Scrolls IV: Oblivion™ Remastered – Physical Deluxe Edition – PlayStation®5
Confira os detalhes completos diretamente na Amazon.
A primeira impressão ao ligar o PS5 é de espanto. As cidades de Cyrodiil ganharam vida com uma iluminação que parece saída de um filme, as armaduras brilham com detalhes que antes eram apenas pixels e os Portões de Oblivion emanam uma aura de fogo e destruição de tirar o fôlego. A Virtuos caprichou: texturas nítidas, ray tracing bem aplicado e uma direção de arte que respeita o original sem soar datada. O áudio também foi tratado com carinho. A trilha de Jeremy Soule continua emocionante, e o som ambiente 3D envolve você nas florestas e masmorras. O combate, porém, ainda é o calcanhar de Aquiles. Golpes sem impacto, IA limitada, repetição que cansa após algumas dezenas de horas. As melhorias existem: arco mais preciso, furtividade reformulada (similar a Skyrim), botão de sprint finalmente presente e um sistema de leveling que evita builds quebradas. Mesmo assim, a sensação é de estar sempre repetindo o mesmo movimento. Onde Oblivion Remastered brilha de verdade é no conteúdo. A história principal é uma das mais cativantes da franquia, com reviravoltas e personagens marcantes. Patrick Stewart, Sean Bean e Terrence Stamp dão voz a papéis centrais. As facções, como a Irmandade Negra e a Guilda dos Ladrões, oferecem missões memoráveis que superam muitos RPGs atuais. E as expansões Shivering Isles e Knights of the Nine já vêm inclusas, cada uma adicionando horas de conteúdo criativo e bizarro. O resultado é um pacote que pode render dezenas a centenas de horas, dependendo do seu ritmo. Não espere uma experiência polida, porém. Bugs clássicos ainda aparecem: NPCs que somem, portas que não abrem e crashes que exigem reset. As telas de loading são frequentes ao entrar em cidades, lojas e cavernas, um lembrete da estrutura antiga. E, falando na Deluxe Edition, as novas quests e itens cosméticos (armaduras de Akatosh e Mehrunes Dagon) são legais, mas a exclusividade gerou críticas justas. Para quem quer apenas o jogo base, a edição padrão já entrega a experiência completa. No fim, este remaster acerta em cheio no que promete: trazer Oblivion para os dias de hoje com dignidade. É um jogo que envelheceu em aspectos mecânicos, mas que segue vivo pela imersão, pela liberdade e pelas histórias que só Cyrodiil sabe contar. Se você ama RPGs de mundo aberto e não se importa com um combate datado, prepare-se para perder o sono.
Prós
- Gráficos impressionantes com Unreal Engine 5, iluminação e texturas de última geração
- Conteúdo massivo: história principal, facções e duas expansões completas
- Trilha sonora e áudio 3D imersivos, regravações de vozes e nova mixagem
Contras
- Combate ainda datado, repetitivo e com IA limitada
- Bugs frequentes, crashes e telas de loading que quebram o ritmo
Jogabilidade entre o novo e o envelhecido
Se o combate ainda decepciona, a Virtuos refinou o que pôde. Os golpes ganharam um peso maior, o arco ficou mais preciso e a furtividade agora mostra quando você está realmente escondido. O sprint finalmente existe, e a câmera em terceira pessoa foi retrabalhada. O sistema de leveling mudou: 12 Pontos de Virtude para distribuir entre atributos, habilidades menores concedem XP. Menos chance de build quebrada.
Mas cada encontro se desenrola igual: atacar, curar, atacar de novo. A IA inimiga não surpreende. Em dificuldades maiores, o level scaling faz esqueletos comuns virarem tanques de HP. Para quem vem de action RPGs modernos, a sensação é de regredir no tempo.
Visual e áudio: um banho de nova geração
Atravesse o primeiro Portão de Oblivion e você entenderá por que a Unreal Engine 5 faz diferença. Partículas de fogo, reflexos no chão de pedra, iluminação infernal: cada portal é um espetáculo. As florestas têm profundidade, as cidades parecem vivas. Os modelos de personagens e criaturas foram atualizados, e a direção de arte manteve a paleta vibrante de Cyrodiil.
O áudio também recebeu carinho. A trilha de Jeremy Soule remasterizada soa ainda mais épica. Efeitos sonoros com nova mixagem, vozes regravadas (algumas perdem o charme original, mas no geral a qualidade subiu). O áudio 3D ajuda a localizar inimigos, mergulhando você na exploração.
Conteúdo e público ideal
Este jogo é um pacote que não acaba. Além da campanha principal, as side quests das facções são icônicas: infiltrar-se na Irmandade Negra, roubar para a Guilda dos Ladrões, ascender na Guilda dos Magos. Cada uma com reviravoltas e personagens inesquecíveis. As expansões Shivering Isles e Knights of the Nine adicionam mais camadas de loucura e heroísmo.
O público ideal? Fãs do Oblivion original que querem reviver a jornada com gráficos modernos. Novatos em busca de um RPG de mundo aberto com história rica e sem pressa. Quem valoriza narrativa, exploração e liberdade acima de combate polido. O jogo não é para quem exige jogabilidade fluida e desempenho sem falhas. Os bugs e loading screens podem frustrar. Mas se você topar o pacote completo, Cyrodiil espera.
Perguntas frequentes sobre review The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered Deluxe Edition PlayStation 5
Quanto tempo leva para zerar Oblivion Remastered?
A campanha principal consome dezenas de horas. Com side quests e facções, o tempo sobe para muitas dezenas. Para 100% com expansões, prepare centenas de horas. É jogo para meses.
Preciso ter jogado o Oblivion original para aproveitar este remaster?
Não. A história é independente, e o jogo explica bem o universo. Novatos vão encontrar uma experiência completa e imersiva, com gráficos modernos e melhorias de qualidade de vida.
O combate realmente melhorou em relação ao original?
Melhorou, mas continua datado. Golpes têm mais peso, arco mais preciso, furtividade reformulada. No entanto, a IA segue limitada e a repetição cansa após muitas horas.
A Deluxe Edition vale a pena ou é melhor ficar na versão padrão?
Se você quer as quests extras e os itens cosméticos (armaduras de Akatosh e Mehrunes Dagon), além do artbook e trilha digital, sim. A versão padrão já inclui todas as expansões originais, então avalie se o extra justifica o preço.
Tem legendas em português do Brasil?
Sim. O jogo conta com legendas em português do Brasil, com nova tradução que corrige erros da versão original. As vozes permanecem em inglês, com nomes como Patrick Stewart e Sean Bean.
