Jan Dolski aperta o botão e o quarto se enche de luz. Do tanque de Rapidium surge um homem igual a ele, mas com o olhar diferente. mais cansado, mais amargo. É o primeiro alter. A partir daí, The Alters, da 11 bit studios, se torna um thriller sobre identidade e sobrevivência. Você controla um mineiro espacial preso em um planeta hostil, que descobre um mineral capaz de criar versões alternativas de si mesmo baseadas em escolhas que nunca fez. Cada alter tem especialidade, personalidade e rancores próprios. E você precisa gerenciá-los enquanto foge da radiação solar letal.
Não é um jogo para quem quer ação imediata. The Alters pede paciência nas primeiras horas, mas recompensa com uma narrativa densa e emocionante. No PS5, os dois modos. Fidelidade (4K nativo, 30 FPS) e Desempenho (4K dinâmico, 60 FPS). rodam sólidos, sustentando a direção de arte da Unreal Engine 5.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Pense no tipo de experiência que busca: The Alters foca em narrativa e gestão, não em ação frenética.
- Confira se você tem paciência para tutoriais longos e loops de sobrevivência repetitivos. O jogo não corre para agradar.
- Verifique a disponibilidade de legendas em português (presentes) e a ausência de dublagem no nosso idioma.
- Considere a duração: cerca de 20 horas para a campanha principal, com alto fator de rejogabilidade graças a múltiplos finais.
1. The Alters (PS5): sobrevivência existencial e gestão de clones
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The Alters começa devagar, mas quando engrena, não solta. Jan Dolski, mineiro espacial, é o único sobrevivente de um acidente em um planeta exótico. Para fugir da radiação solar, ele descobre o Rapidium, mineral que cria alters. versões suas baseadas em decisões que nunca tomou. Cada alter vem com uma especialização (cientista, médico, botânico, engenheiro) e uma personalidade única, com memórias e traumas. Você não está apenas gerenciando recursos; está lidando com indivíduos que podem entrar em depressão, se rebelar ou se recusar a trabalhar. A jogabilidade alterna entre exploração em terceira pessoa fora da base. onde você minera metais, orgânicos e mais Rapidium. e uma visão 2.5D dentro da base (similar a XCOM), onde constrói módulos, pesquisa tecnologias e atribui tarefas. O tempo é cruel: cada segundo real equivale a um minuto no jogo, e o sol nasce em poucos dias, forçando você a mover a base em forma de roda para zonas seguras. Tempestades magnéticas prendem você na base por dois dias, gerando conflitos entre alters. Não há moleza. O grande trunfo é a narrativa. Cada alter tem uma jornada pessoal ligada à história de Jan, e suas decisões. criar mais clones, mediar brigas. afetam o rumo. Múltiplos finais, e a atuação de Alex Jordan, que dubla todos os alters com tons distintos, é de arrepiar. Uma cena musical surge do nada e funciona perfeitamente. O problema? O ritmo inicial é lento. Leva tempo até o jogo abrir suas camadas, e algumas tarefas de manutenção (consertar módulos, escanear recursos) são repetitivas. As tempestades magnéticas, em particular, são injustas e quebram o fluxo. No PS5, o desempenho é sólido. Modo Desempenho mantém 60 FPS estáveis; Fidelidade, 4K nativo a 30 FPS. Ambos sem quedas. Os gráficos da Unreal Engine 5 impressionam, com biomas que lembram Blade Runner e 2001. A trilha sonora e o design de som completam a imersão. Para quem busca dilemas morais, gestão complexa e uma história que fica na cabeça, The Alters é certeiro. Só não espere ação: aqui, paciência é recompensada com reflexão e emoção genuína.
Prós
- Narrativa profunda e emocionante, com múltiplos finais e alto valor de rejogo
- Atuação de Alex Jordan excepcional, dando personalidade única a cada alter
- Gráficos belíssimos com Unreal Engine 5, modos Fidelidade e Desempenho sólidos no PS5
Contras
- Ritmo lento nas primeiras horas, pode afastar quem busca ação imediata
- Algumas tarefas de manutenção e coleta se tornam repetitivas
Gestão de alters: o coração emocional do jogo
Criar um alter não é apenas apertar um botão. Cada um surge da Árvore da Vida, uma árvore genealógica de caminhos não percorridos. Você escolhe qual versão de Jan trazer baseado em uma decisão do passado. e isso define especialidade, personalidade e medos. O alter científico pode ser essencial para pesquisas, mas guarda ressentimento por ter sido 'forçado' a existir. O médico cura ferimentos, mas exige conforto para não cair em depressão. O sistema força você a pensar não só na eficiência, mas no bem-estar. Durante uma tempestade magnética, todos ficam presos na base, e as brigas explodem. Você media, escolhe lados ou deixa rolar. e lida com as consequências. Essa camada emocional diferencia The Alters de outros jogos de sobrevivência.
Narrativa ramificada e a arte do 'e se.'
A história não é contada apenas por cutscenes. Ela está nas conversas entre alters, nos objetos pessoais que eles pedem, nos diários espalhados pelo planeta. Cada alter tem uma memória de uma vida que Jan poderia ter tido. e essas memórias mudam como você enxerga o protagonista. Em um momento, você descobre que um alter foi um músico fracassado; em outro, um soldado traumatizado. A trama se desenrola em atos, com a base se movendo para novas áreas a cada poucas horas, cada uma com desafios únicos (radiação mais intensa, anomalias gravitacionais). O final depende das suas escolhas ao longo de toda a campanha. Quem busca uma história que respeita a inteligência do jogador e oferece recompensas emocionais genuínas vai se sentir em casa.
Desempenho no PS5 e ajustes de dificuldade
No PlayStation 5, The Alters oferece duas opções gráficas. O modo Fidelidade roda em 4K nativo a 30 FPS, com qualidade de imagem máxima e iluminação complexa. O modo Desempenho escala para 4K dinâmico e trava em 60 FPS, priorizando fluidez. Em ambos, não notei quedas ou artefatos. A Unreal Engine 5 brilha nos cenários externos, com partículas flutuantes e reflexos em tempo real, enquanto a base ganha um visual diorâmico charmoso. Há três níveis de dificuldade (Fácil, Moderado, Difícil) e uma opção de economia (Padrão ou Desafiadora) que afeta a abundância de recursos. As legendas em português são bem localizadas, mas sem dublagem. a voz em inglês de Alex Jordan é tão boa que você nem sente falta.
Perguntas frequentes sobre review The Alters PlayStation 5
The Alters tem dublagem em português?
Não. O jogo tem áudio em inglês com legendas em português brasileiro bem localizadas. A atuação de Alex Jordan, que dubla todos os alters, é um dos pontos altos.
Quantas horas dura a campanha principal?
A campanha principal leva cerca de 20 horas. Com side quests e múltiplos finais, espere entre 25 e 30 horas. High rejogabilidade.
O jogo roda bem no PS5?
Sim. Modo Fidelidade: 4K nativo a 30 FPS estáveis. Modo Desempenho: 60 FPS com resolução dinâmica. Sem bugs graves ou quedas.
Preciso jogar outros jogos da 11 bit studios para entender?
Não. The Alters é independente. Fãs de This War of Mine ou Frostpunk reconhecerão a abordagem de gestão e dilemas morais, mas não é necessário.
Vale a pena comprar no lançamento ou esperar?
Se você gosta de narrativa densa com gerenciamento de recursos, vale. A DLC Last Variable, prevista para julho de 2026, adicionará mais 20 horas.
