Nos primeiros minutos, você já está desviando de ataques com um perfect guard e trocando a espada pelo martelo. O combate é tão ágil que a falta de originalidade no roteiro quase não importa. Elliot e sua fada Faie viajam por quatro eras para salvar uma princesa. premissa batida, mas executada com esmero na ação.
Correndo por campos floridos na Era do Florescimento, desviando de golpes e usando o martelo para quebrar a guarda de um chefe, fica claro que o foco é a jogatina. Os cenários são lindos, a pixel art com iluminação dinâmica impressiona, mas você percebe que o mapa se repete com pequenas alterações. Quem espera uma narrativa ambiciosa como Chrono Trigger vai se frustrar. Para quem busca um action-RPG direto, com exploração gostosa e chefes criativos, está no lugar certo.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se prefere acesso rápido sem trocar mídia, a versão digital é ideal. os carregamentos no PS5 são quase instantâneos.
- O jogo ocupa cerca de 15 GB, então libere espaço antes de baixar.
- Para jogar no sofá com alguém, tenha um segundo controle por perto: a Faie pode ser controlada por outro jogador.
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Elliot desvia de um golpe do Tag Guardians enquanto troca a espada pelo martelo e acerta um ataque carregado. O combate em tempo real da Team Asano é viciante: a roda de armas permite alternar entre sete tipos. lança, bumerangue, corrente. cada um com função específica. A Faie, controlada com o analógico direito, não é enfeite: queima teias, teleporta Elliot e revive ele quando a vida acaba. O custo do revival sobe a cada morte na mesma masmorra, adicionando tensão calculada. O sistema de Magicite permite encantar armas com efeitos elementais, incentivando experimentação. Enfrentar o Tag Guardians pede troca rápida de armas; a sensação de impacto está lá, com partículas e tremedeira. Mas nem tudo são flores. A história de Elliot e Faie salvando a Princesa Heuria é previsível, o vilão é unidimensional e as reviravoltas não surpreendem. A viagem no tempo se resume a revisitar o mesmo mapa com mudanças cosméticas: a Era da Proteção é quase idêntica à Era da Reconstrução. Os inimigos se repetem muito, com variações de paleta. A Faie, apesar de útil, fala demais. cortar o volume de diálogo pela metade teria sido um favor. Ainda assim, para quem curte Zelda 2D e não liga para enredo raso, a jornada passa voando.
Prós
- Combate ágil e responsivo, com variedade de armas e customização via Magicite
- Visual HD-2D deslumbrante, um dos melhores exemplos do estilo
- Exploração recompensadora com santuários, colecionáveis e masmorras opcionais
- Chefes criativos e visualmente impressionantes, com padrões de ataque variados
Contras
- História previsível e vilão clichê, sem reviravoltas marcantes
- Cenários reutilizados entre as quatro eras, dando sensação de repetição
Combate ágil e responsivo
Com a roda de armas aberta, trocar da espada para o martelo em pleno combate virou reflexo. São sete tipos de arma equipáveis duas de cada vez, cada uma com ataque básico e carregado: a lança perfura em linha, o martelo quebra escudos, a corrente puxa inimigos. O Perfect Guard. bloquear no último instante. anula o dano e abre o oponente para contra-ataque. Não é inovador, mas a execução refinada faz as lutas nunca cansarem.
Enquanto controla Elliot, o analógico direito comanda a Faie. Ela não está ali só para enfeitar: queima teias com ígneo, teleporta Elliot com warp e cria um clone que confunde os inimigos. As habilidades têm cooldown curto, incentivando uso constante. Nas masmorras, a Faie resolve puzzles acendendo tochas e ativando plataformas. O revival dela salva em brigas tensas, mas o custo cresce a cada morte, forçando repensar a abordagem. O saldo é um sistema que recompensa agressividade calculada.
Cenários reutilizados: a grande decepção
Viajar entre as quatro eras é a premissa mais interessante, mas na prática o mapa é basicamente o mesmo com retoques. Você sai da Era da Proteção e, na Era da Reconstrução, as mesmas árvores e ruínas aparecem com um ou outro prédio novo. A ilusão de mudança não segura por muito tempo: logo você está andando pelos mesmos caminhos, enfrentando variações dos mesmos inimigos. As masmorras são mais bem cuidadas, com plataforma e puzzles que quebram a monotonia.
A exploração lateral é recompensadora, porém. Santuários espalhados aumentam a vida máxima, baús escondidos guardam novas Magicites e gatos colecionáveis com miados esquisitos dão um charme bobo. As quests secundárias, com duração de 20 a 30 minutos, desbloqueiam armas e consumíveis. Se você ignorar a repetição do overworld e focar no conteúdo opcional, encontra um jogo com bastante carne para roer. Só não espere que a viagem no tempo vá muito além de um reskin do cenário.
Performance e apresentação: deleite visual com ressalvas sonoras
No PS5, The Adventures of Elliot roda liso. O framerate se mantém firme mesmo nas telas mais carregadas, com efeitos de partícula e iluminação dinâmica. Os carregamentos são quase instantâneos, e o uso do Activity Card para pular direto para a última sessão é prático. A vibração do DualSense é tímida. não espere os insights de Returnal. O visual HD-2D é o ponto alto: sprites em pixel art com profundidade de campo e vignette criam uma sensação de diorama vivo.
A trilha sonora varia de épico a introspectivo, e funciona. O problema é a Faie: a dublagem em inglês é tão insistente que chega a irritar. Mesmo com a opção de reduzir a frequência dos diálogos, ela comenta cada baú, cada inimigo, cada puzzle. Desvia a atenção do que o jogo faz de melhor: a ação. A ausência de legendas em português (apenas inglês) pode ser um obstáculo para quem não domina o idioma. No geral, a apresentação é de alto nível, mas o roteiro da fada merecia edição mais cuidadosa.
Perguntas frequentes sobre review The Adventures of Elliot: The Millennium Tales PlayStation 5
O jogo tem modo cooperativo?
Sim, a Faie pode ser controlada por um segundo jogador localmente, assumindo os feitiços e suporte. É um modo cooperativo simples, mas bem-vindo para quem quer compartilhar a aventura.
Quanto tempo dura a campanha principal?
A campanha principal leva cerca de 30 horas. Para explorar tudo, incluindo masmorras opcionais e colecionáveis, prepare-se para umas 50 horas. O New Game Plus também está disponível.
Precisa jogar algum game anterior para entender a história?
Não. The Adventures of Elliot é uma história original e independente. Não há conexão com outros títulos da Team Asano, então pode começar sem medo.
Tem legendas em português?
Não, o jogo oferece apenas legendas em inglês. A dublagem também está em inglês, então é bom estar confortável com o idioma para entender os diálogos e instruções da Faie.
