Test Drive Unlimited Solar Crown: O volante firme de Hong Kong, a cidade fantasma

Treze anos depois, Test Drive Unlimited volta com uma promessa ousada: Hong Kong em escala 1:1, 600 km de estradas, dois clãs em disputa e aquele lifestyle automotivo. Solar Crown chega com ambição, mas a execução não acompanha. Depois de dezenas de horas rodando pela ilha, o que fica é uma mistura de direção prazerosa. especialmente à noite, com chuva. e uma frustração constante com um mundo vazio, progressão lerda e problemas técnicos recorrentes.

A versão de PS5 que testamos entrega momentos de pilotagem gostosa, mas o conjunto é desequilibrado. Não é um jogo ruim, mas também não é a volta triunfal que os fãs esperavam. É uma experiência de nicho, para quem topa tropeços em troca de explorar uma Hong Kong vasta e silenciosa.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Aceite uma progressão lenta. as primeiras 10 horas são especialmente arrastadas.
  • Conexão constante com a internet é obrigatória, mesmo no modo solo. Nada de pausa ou rewind.
  • A direção híbrida pende para o arcade com toques de simulação. Fãs de simuladores talvez estranhem.
  • O centro da experiência são os clãs e a interação social. Veja se isso te atrai.
  • O desempenho no PS5 oscila: o modo performance tenta 60 fps, mas com sacrifícios visíveis e quedas.

1. Test Drive Unlimited Solar Crown. PlayStation 5

Solar Crown recria Hong Kong com cuidado: ruas estreitas de Causeway Bay, subidas do Victoria Peak, a orla de Tsim Sha Tsui. São 600 km de estradas que convidam a explorar, especialmente com o ciclo dia/noite e a chuva dinâmica. dirigir à noite, com os letreiros de neon refletindo no capô molhado, é um dos melhores momentos do jogo. A dirigibilidade é consistente, usando o motor de física WRC adaptado: você sente o peso do carro, o understeer ao frear forte, o oversteer ao acelerar demais. Exige aprendizado e recompensa. Mas a cidade parece deserta. O tráfego é repetitivo, pedestres são raros e os outros jogadores, limitados a oito por sessão, mal aparecem. A progressão é forçadamente lenta: você repete corridas para ganhar reputação e créditos, e só depois de umas 12 horas o jogo abre de verdade. Os clãs Streets e Sharps adicionam uma camada social, mas as missões de desestabilizar o rival são pouco inspiradas. A lista de carros inclui Ferrari, Lamborghini, Bugatti, mas faltam fabricantes japoneses e americanos. Tecnicamente, o PS5 tem problemas. O modo performance tenta 60 fps, mas há quedas em áreas urbanas; o modo qualidade sofre oscilações. O draw distance é baixo, com pop-in de objetos e texturas que lembram a geração passada. Os servidores, no lançamento, apresentaram desconexões frequentes e perda de progresso. E o online obrigatório impede pausa ou rewind. qualquer erro vira recomeço burocrático. Solar Crown oferece a base certa para saudosistas: um mapa enorme, direção honesta e conceito de clãs. Mas exige paciência e tolerância a bugs. Não é para quem quer um Forza Horizon polido ou um Gran Turismo técnico. É uma experiência de nicho, para quem topa os tropeços pelo prazer de acelerar por Hong Kong.

Prós

  • Mapa de Hong Kong ricamente detalhado, com 600 km de estradas variadas
  • Dirigibilidade consistente, que recompensa quem aprende o comportamento do carro
  • Ciclo dia/noite e clima dinâmico que transformam a exploração

Contras

  • Mundo vazio, com tráfego repetitivo e falta de vida urbana
  • Progressão muito lenta, especialmente nas primeiras 10-12 horas

Um mapa dos sonhos, uma cidade fantasma

Hong Kong está lá, fiel. As ruas de Causeway Bay, as subidas do Victoria Peak, a orla de Tsim Sha Tsui. tudo no lugar, em escala impressionante. Você pode passar horas explorando, descobrindo atalhos, subindo montanhas. A ilha tem 14 distritos, cada um com sua identidade visual. Mas falta vida. O tráfego repete os mesmos modelos de carro, pedestres são quase inexistentes, outros jogadores parecem miragens. O Solar Hotel, centro social, tem corredores vazios. Parece um parque temático abandonado: a estrutura está lá, a alma não.

O clima dinâmico e o ciclo dia/noite salvam o passeio. Dirigir à noite com chuva, os letreiros de neon refletindo no asfalto, é um dos melhores momentos do jogo. Mas esses momentos de atmosfera não sustentam a ausência de interação genuína. Hong Kong é um diorama enorme: bonito de olhar, difícil de sentir.

Dirigibilidade afiada, mas com tropeços

A KT Racing adaptou o motor de física dos WRC para o asfalto de Hong Kong. O resultado exige cuidado: frear tarde demais joga o carro de frente, acelerar forte na saída pede contra-esterço. Você aprende a confiar no carro, a sentir quando ele vai escapar. Quando a pista colabora, as corridas são tensas e recompensadoras. Mas a IA não segue as mesmas regras. Ela às vezes voa nas curvas, outras freia em pontos aleatórios. E a dificuldade escala automaticamente com seu nível, então você nunca sabe se aquela prova vai ser um passeio ou uma tortura.

Fora das pistas, as colisões são desproporcionais. Bater num poste a 200 km/h só risca a lataria, mas encostar num meio-fio pode parar o carro completamente. Sem rewind e sem pausa. consequências do online obrigatório. qualquer erro vira recomeço burocrático. A dirigibilidade é o melhor do pacote, mas vem cercada de pequenas irritações que minam a fluidez.

Progressão que testa a paciência

Solar Crown começa devagar, muito devagar. Poucas corridas, créditos em conta-gotas, reputação que sobe a passos de tartaruga. Os eventos de clã são trancados atrás de níveis, e a sensação de grind dura as primeiras 10 a 12 horas. Depois disso, o jogo abre: mais corridas, missões secundárias, acesso a carros melhores. Mas o estrago já está feito. muitos desistem antes.

Os clãs Streets e Sharps dão um motivo para competir, com QGs exclusivos e desafios específicos. Ganhar reputação dentro do clã desbloqueia carros e peças. Mas a progressão ainda depende de repetir o mesmo tipo de corrida em loop. A variedade de missões é pequena, a customização de carros limitada a pintura, rodas e troca de motor. Há conteúdo, mas ele fica escondido atrás de muita repetição.

Perguntas frequentes sobre review Test Drive Unlimited Solar Crown PlayStation 5

Precisa de internet para jogar Test Drive Unlimited Solar Crown?

Sim. O jogo exige conexão constante, mesmo no modo solo. Não há pausa nem rewind durante as corridas.

Quantos carros estão disponíveis?

A lista inclui marcas como Ferrari, Lamborghini, Bugatti, Koenigsegg, Aston Martin, entre outras. Não há número exato divulgado, mas a variedade é menor que a de concorrentes como Forza Horizon.

O jogo é para fãs de simuladores?

Não exatamente. A direção é híbrida: mais arcade que simulador, mas com física que exige cuidado. Fãs de Gran Turismo podem achar leve demais; quem joga Need for Speed sente falta de derrapagem solta.

Os servidores são estáveis no PS5?

No lançamento, sofreram com quedas frequentes e desconexões. Patches podem ter melhorado, mas o online obrigatório ainda causa problemas de conectividade para alguns.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.