Art the clown já matou de motosserra, picou em pedaços e até virou palhaço possesso. Agora ele invade seu PlayStation 5 em pixel art. A trilha é de Cody Carpenter, o visual é retrô, a promessa de violência sem limites. Mas será que o jogo entrega?
Passei algumas horas no sofá com Terrifier: The ARTcade Game. Saí com um sorriso e uma coceira. O capricho visual e a trilha sonora são indiscutíveis, mas o combate raso e a campanha curta deixam um gosto de 'e se?'. Ideal para fãs hardcore da franquia e sessões de sofá com amigos, mas quem busca profundidade mecânica pode se decepcionar.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Imagine um fliperama dos anos 80: você coloca ficha, aperta botão, e a tela explode em sangue pixelado. É isso. A campanha principal dura cerca de 1h30. Se você joga sozinho, pode parecer lanche, não jantar. Os modos extras (boss rush, hordas) ajudam a esticar, mas não espere um banquete.
- O cooperativo local para até 4 jogadores é o ponto alto. O caos de finalizações e gore compartilhado transforma a simplicidade em diversão genuína. Qualquer um pega o controle e já está destruindo tudo.
- Espere um combate sem combos elaborados. O sistema é de um botão para combo automático, ataque forte e execução. A diversão está no ritmo, não na complexidade.
1. Terrifier: The ARTcade Game. Beat 'em up retrô para PlayStation 5
Fonte: Amazon.com.brTerrifier The Artcade Game – PS5
Confira os detalhes completos diretamente na Amazon.
Visualmente, Terrifier: The ARTcade Game é um acerto. O pixel art é bonito, expressivo e cheio de personalidade. os sprites dos personagens principais, especialmente Art, capturam bem a essência dos filmes. A trilha sonora de Cody Carpenter, filho de John Carpenter, é outro destaque: mistura eletrônico retrô com temas de circo macabro, criando uma atmosfera que gruda na cabeça (para o bem e para o mal, já que algumas faixas se repetem bastante). No PS5, o jogo roda liso, com carregamentos rápidos e sem quedas de frame perceptíveis. Até aqui, a experiência convence. Mas a diversão desaba quando você descobre que o combate é só martelar um botão. A proposta é simples: andar para a direita, enfrentar hordas e usar ataques básicos, fortes, esquiva e um especial. Não há combos elaborados, nem juggle ou profundidade marcial. Você basicamente martela o botão de ataque leve para stun-lock inimigos, ocasionalmente solta um forte ou usa uma arma de cenário (motosserra, cutelo, cano). As execuções são apenas duas por personagem e perdem o impacto rápido. Você cai no chão e precisa martelar o botão de pulo para levantar. enquanto inimigos te espancam. É um convite ao rage quit. O resultado é um loop repetitivo que cansa antes do fim da campanha. Porém, quando entra o cooperativo local com até três amigos, o jogo se transforma. O caos de quatro jogadores finalizando ao mesmo tempo, atrapalhando o posicionamento um do outro e ativando fogo amigo (se quiser) vira uma comédia sangrenta. A simplicidade do combate se torna vantagem: qualquer um pega o controle e já está destruindo tudo. É o tipo de experiência que funciona melhor como diversão de sofá do que como desafio solo. O conteúdo total é modesto. A campanha principal tem 7 fases e dura de 1 a 2 horas. Felizmente, há seis modos de jogo. arcade, boss rush, time attack, hordas (até 100 ondas), hardcore e o modo história com bifurcações que alteram o mapa e colecionáveis. Esses modos estendem a vida útil para quem quer platina ou apenas mais violência. Mas não espere um beat 'em up com dezenas de horas de conteúdo. Terrifier: The ARTcade Game é um petisco para fãs, não um banquete.
Prós
- Pixel art bonito e expressivo, com animações fluidas
- Trilha sonora de Cody Carpenter é um destaque à parte
- Cooperativo local para 4 jogadores é caótico e divertido
- Seis modos de jogo que variam o ritmo e estendem a vida útil
Contras
- Combate raso, sem combos ou profundidade mecânica
- Campanha muito curta (1 a 2 horas)
A jogabilidade que divide opiniões
O combate de Terrifier: The ARTcade Game é um prato cheio para discussão. De um lado, quem busca um beat 'em up com combos, profundidade e variedade vai torcer o nariz: não há cancelamento, juggle ou movimentos especiais que mudem o fluxo. Você tem ataque fraco (que já faz um combo automático), ataque forte, pulo, esquiva e um especial que funciona como carta de saída. As armas de cenário dão uma variada, mas são temporárias. O resultado é um loop de stun-lock e finalizações que se torna entediante em poucas fases.
No sofá com amigos, a simplicidade vira vantagem. Ninguém precisa decorar combos. é só pegar o controle e sair batendo. A diversão está na bagunça: um amigo finaliza enquanto outro é atingido por um barril explosivo. O caos coletivo disfarça as limitações do sistema. Se você joga sozinho, a falta de profundidade pesa. Se joga em grupo, o riso compensa.
Conteúdo e modos: curto, mas com opções
A campanha principal não engana: são 7 fases que se completam em cerca de 1h30 a 2 horas, dependendo da dificuldade. Cada fase é um set de filmagem diferente, com uma meta-narrativa divertida (Art invade a produção de um filme sobre ele). Existem bifurcações que mudam o caminho e colecionáveis escondidos, o que incentiva uma ou duas revisitadas. Mas é pouco para justificar o preço cheio.
A salvação está nos modos extras: arcade (jogue sem checkpoints), boss rush, time attack, hordas (até 100 ondas) e hardcore (morte permanente). Esses modos são a razão principal de o jogo ter algum replay value. O modo hordas, em particular, testa a resistência do jogador com ondas intermináveis. Ainda assim, a estrutura é básica e os inimigos são os mesmos. Para quem quer platina ou apenas mais gore, esses modos funcionam. Para quem espera um beat 'em up com campanha robusta, a frustração é certa.
Visual, som e desempenho no PS5
O jogo é um colírio pixelado. O pixel art é vibrante, com sprites detalhados e animações suaves. Os cenários, apesar de lineares, têm personalidade. cada set de filmagem é um pequeno palco para o caos. Há opções de filtros nostálgicos, como VHS e TV de tubo, que mudam completamente a atmosfera. É um cuidado raro em jogos licenciados e mostra que a Relevo entendeu a estética.
A trilha sonora de Cody Carpenter merece menção especial. Ela combina sintetizadores com melodias de circo distorcidas, criando um clima que transita entre o cômico e o perturbador. Infelizmente, algumas faixas se repetem com frequência, e os efeitos sonoros podem irritar após longas sessões. No PS5, o desempenho é exemplar: carregamento rápido, sem quedas de frame e uso sutil do DualSense. É tecnicamente competente, o que torna ainda mais frustrante o combate raso.
Perguntas frequentes sobre review Terrifier The Artcade Game PlayStation 5
O Terrifier: The ARTcade Game tem suporte para português?
Sim, o jogo conta com menus e legendas em português do Brasil, facilitando a imersão para o público local.
Quanto tempo dura a campanha?
A campanha principal pode ser concluída em aproximadamente 1 a 2 horas, dependendo da dificuldade. Os modos extras ampliam o tempo de jogo.
É possível jogar online?
Não, o multijogador é apenas local, com suporte para até 4 jogadores no mesmo sofá. Não há modo online.
O combate tem combos e profundidade?
O combate é bastante simplificado, sem combos elaborados. Você tem ataques básicos, fortes e especiais. A profundidade vem do posicionamento e do uso de armas de cenário.
