Arrancar a cabeça de um inimigo com uma motosserra em meio a explosões de pixels vermelhos. É assim que Terrifier: The ARTcade Game se apresenta: um beat 'em up retrô que traz o gore exagerado dos filmes para um visual pixel art vibrante. Para fãs da franquia, a promessa é tentadora. Mas a diversão depende de quantos amigos estão por perto.
Na versão de PlayStation 5, o visual acertado e a fidelidade ao universo de Art the Clown são reais. O problema? O combate raso e repetitivo, que não sustenta bem uma campanha solo de 1h30. A Limited Edition, com itens como uma sacola de vômito e luvas sangrentas, atrai colecionadores. O jogo base, porém, é uma experiência que pede companhia.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Fã da franquia Terrifier? O jogo é repleto de referências e mantém o tom dos filmes, com direito a sets de filmagem como cenários.
- Joga sozinho? A campanha é curta e o combate repetitivo pode cansar rápido. A diversão aumenta muito no multiplayer local.
- Limited Edition: Itens como pins, art book, CD da trilha e as luvas sangrentas fazem a edição física valer para quem aprecia colecionáveis temáticos.
- Desempenho no PS5: carregamentos rápidos, sem quedas de quadros, mas alguns bugs de colisão e hitboxes estranhos foram notados.
1. Terrifier: The ARTcade Game Limited Edition – PlayStation 5
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Arrancar a cabeça de um inimigo com uma motosserra em meio a explosões de pixels vermelhos. É assim que Terrifier: The ARTcade Game se apresenta: pixel art vibrante, animações fluidas e cenários que simulam sets de filmagem, com uma metalinguagem que os fãs vão adorar. A trilha sonora chiptune de Cody Carpenter gruda na cabeça, com temas que alternam entre tensão e deboche. Controlar Art, Victoria, a Little Pale Girl ou Adam Burke (com voz de Chris Jericho) e sair despedaçando inimigos com motosserras, cutelos e facas de açougueiro parece, nos primeiros minutos, exatamente o que um fã de Terrifier sempre quis. Mas o encanto inicial esbarra na simplicidade do combate. O sistema é básico: um botão para combo automático, outro para ataque forte, um pulo e uma esquiva que mais parece um deslize. Não há combos complexos, cancelamentos ou variedade de movimentos. As finalizações, apesar de brutais, são só duas por personagem e se repetem à exaustão. Em uma sessão solo, a falta de profundidade fica evidente: você martela o mesmo botão, stunneia inimigos com o ataque leve e executa a mesma animação de novo e de novo. Pior: precisa ficar apertando um botão para levantar do chão, em vez de um simples rolamento. Isso quebra o ritmo e irrita depois de algumas quedas. Onde o jogo realmente brilha é no multiplayer local para até quatro jogadores. O caos coletivo transforma a experiência: amigos disputando finalizações, atrapalhando uns aos outros, rindo dos golpes exagerados e das mortes ridículas. A variedade de modos ajuda: além da campanha Story, tem Arcade, Wave, Versus, Time Attack e Boss Rush. O Versus, em especial, rende boas risadas. Para quem joga sozinho, porém, a repetição pesa. A campanha principal dura cerca de 1h30, e embora haja conteúdo desbloqueável (modo Hardcore com final alternativo e um personagem extra de Natal), o replay value é baixo para quem não é fissurado na franquia. Visualmente, o jogo acerta no tom: pixel art sujo e efeitos de sangue exagerados combinam perfeitamente com a proposta. No PS5, a performance é sólida: carregamentos rápidos e sem quedas de quadros. Mas bugs existem: hitboxes estranhas, inimigos Brute com HP excessivo que viram tarefa monótona no single player, e escolhas questionáveis como ausência de tutorial, controles não remapeáveis e falta de uma opção simples de correr. Esses detalhes incomodam mais do que deveriam em um jogo desse estilo. No fim, Terrifier: The ARTcade Game é um título de nicho. Ele entrega exatamente o que promete para o público certo: fãs de Terrifier que querem uma dose de nostalgia sangrenta com amigos. Para quem não é fã ou busca um beat 'em up com profundidade mecânica, a experiência pode frustrar rápido. A Limited Edition, com seus itens criativos e conteúdo digital extra, é um agrado para colecionadores, mas não esconde as limitações do jogo base.
Prós
- Pixel art vibrante e fiel ao universo dos filmes
- Multiplayer local caótico e muito divertido
- Trilha sonora chiptune de Cody Carpenter é excelente
- Limited Edition repleta de itens temáticos criativos (sacola de vômito, luvas, pins, art book, CD)
- Performance sólida no PS5, com carregamentos rápidos
Contras
- Combate raso e repetitivo, sem profundidade de combos
- Campanha muito curta (cerca de 1h30)
Combate simples demais para sustentar a diversão solo
Um botão para combo automático, outro para ataque forte, um pulo e uma esquiva que mais parece deslize. Esse é o arsenal de Terrifier: The ARTcade Game. Não há combos manuais, cancelamentos ou movimentos especiais variados. Você martela o mesmo botão, stunneia inimigos com o ataque leve e, de vez em quando, aperta o botão de finalização para ver uma das duas animações. Na primeira vez, arrancar a cabeça de um inimigo com a motosserra é impactante; na décima, já virou rotina.
Além da repetição, o jogo não deixa você levantar rápido do chão. Precisa apertar um botão repetidamente, o que quebra o ritmo e em momentos de pressão gera frustração. A física do personagem ao ser nocauteado tem uma flutuação que faz você planar para fora da tela se estiver perto da borda. Em single player, a falta de variedade de inimigos (cerca de 8 tipos) e o excesso de HP de alguns, como os Brutes, tornam as lutas longas demais para um jogo que deveria ser frenético.
Multiplayer local: onde o caos finalmente faz sentido
Com quatro pessoas na tela, a bagunça vira espetáculo. Cada jogador escolhe um dos quatro personagens (Art, Victoria, Little Pale Girl ou Adam Burke) e parte para a pancadaria coletiva. Armas voam, finalizações se sobrepõem, e é comum acertar um amigo por engano. O modo Versus, em particular, rende momentos hilários de disputa direta. Os modos Wave e Boss Rush também funcionam bem em grupo, já que a repetição é diluída pela interação entre os jogadores.
Fora da campanha, os modos alternativos estendem um pouco a vida útil. Arcade segue a estrutura clássica, Time Attack desafia o menor tempo, e Boss Rush coloca contra todos os chefes em sequência. Conteúdo desbloqueável, como o modo Hardcore com final alternativo e a skin de Art de Natal, dá um motivo extra para voltar. Mas tudo depende de ter gente no sofá. Sozinho, o jogo perde boa parte da graça.
Visual, áudio e performance: o que salva a experiência
O pixel art é detalhado, com paleta que remete aos filmes: muito vermelho, preto e tons sóbrios. Animações fluidas e cenários que representam sets de filmagem têm personalidade. Você luta em palcos iluminados, corredores escuros e estúdios abandonados, tudo com um ar sujo e propositalmente cru que casa com o tom da franquia. A trilha sonora de Cody Carpenter é o ponto alto: músicas chiptune que alternam entre tensão e deboche, com temas que ficam na cabeça. Efeitos sonoros, como o zumbido da motosserra e os gritos distorcidos, completam a imersão.
No PS5, a performance é lisa. Carregamentos instantâneos, sem quedas perceptíveis de quadros. O filtro VHS opcional dá um charme extra, mas em algumas telas pode atrapalhar a leitura. Bugs existem: hitboxes que não correspondem aos sprites, efeitos sonoros com pitch shifting estranho e um menu de galeria com problema de seleção. Nada que quebre a experiência, mas que revela o orçamento modesto do estúdio Relevo. Para quem valoriza a estética e a fidelidade aos filmes, o pacote visual e sonoro entrega mais do que o esperado.
Perguntas frequentes sobre review Terrifier: The ARTcade Game Limited Edition PlayStation 5
O jogo tem legendas em português do Brasil?
Sim, o jogo oferece legendas em português do Brasil, além de inglês, espanhol, francês, alemão e italiano.
Quanto tempo dura a campanha principal?
A campanha principal leva cerca de 1h30 para ser concluída. O jogo oferece modos extras como Arcade, Wave, Boss Rush, Versus e Time Attack, que adicionam algumas horas de conteúdo.
O combate do jogo é profundo?
Não. O combate é simples e repetitivo, com apenas um botão de combo automático e ataques fortes. As finalizações são limitadas a duas animações por personagem. A profundidade é baixa, especialmente para jogadores solo.
A Limited Edition vale a pena para colecionadores?
Sim, a Limited Edition inclui itens criativos como sacola de vômito, luvas sangrentas, pins de esmalte, pôster reversível, adesivos, art book, CD da trilha sonora e conteúdo digital exclusivo (modo Hardcore, personagem extra). É um bom pacote para fãs da franquia.
Preciso conhecer os filmes Terrifier para aproveitar o jogo?
Não é obrigatório, mas ajuda muito. O jogo é repleto de referências aos filmes, personagens e situações. Sem conhecer o universo, o humor e o gore podem parecer sem contexto.
