Review TMNT Splintered Fate PS5: pancadaria cooperativa que funciona e repete

O cheiro de pizza e esgoto invade a tela quando você começa mais uma run em Teenage Mutant Ninja Turtles: Splintered Fate. O jogo pega a estrutura de Hades e coloca as tartarugas no centro, um roguelite competente que brilha quando você divide o sofá com amigos, mas tropeça na repetição quando encarado sozinho.

A Deluxe Edition já inclui o DLC Casey Jones, que adiciona um personagem extra, um bioma novo e mais chefes. No hardware da Sony, o jogo roda liso a 60 fps, sem os engasgos da versão Switch. Mas a pergunta que não quer calar: a fórmula se sustenta por horas ou cansa antes do final verdadeiro?

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Roguelite: você morre, volta ao início, mas guarda algumas melhorias para sempre.
  • Cada tartaruga tem estilo único: Leonardo equilibrado, Michelangelo de área, Raphael de dano bruto, Donatello de longe e utilidade.
  • O modo cooperativo local e online para até 4 jogadores é o grande diferencial, com drop-in/drop-out e crossplay entre plataformas.
  • Para ver os créditos finais de verdade, espere umas 10 horas de tentativas. Para platinar, até 17.
  • A Edição Deluxe inclui o DLC Casey Jones, que adiciona o personagem, um novo bioma (Junkyard) e chefes inéditos.

1. Teenage Mutant Ninja Turtles: Splintered Fate Deluxe Edition. PlayStation 5

Desde a primeira sala, a sombra de Hades é óbvia. Mas as tartarugas dão o tom: combate rápido, upgrades entre salas, chefes que exigem paciência, e o loop de morrer e tentar de novo com melhorias. Aqui você controla tartarugas que trocam golpes com o Clã do Pé enquanto soltam piadas. E funciona. O combate responde na hora: um golpe, um dash, um especial. Numa run, você é Donatello atirando de longe; na outra, encarna Raphael avançando no meio do bando. Upgrades elementares (fogo, água, gosma) garantem que duas runs raramente se repitam. Mas não se engane: a repetição de áreas é um problema. No cooperativo, a bagunça é ouro. Um amigo grita 'cura!', outro combina fogo com veneno, enquanto um terceiro avança sem medo. A sincronia de ataques e a possibilidade de reviver aliados mantêm a tensão sem frustrar. Drop-in/drop-out permite que ninguém fique preso. O problema maior é a repetição. Você já decorou onde os Mousers aparecem. Cada run é um déjà vu: Esgotos, Docas, Ruas, Telhados. Os inimigos são sempre os mesmos: Mousers, Clã do Pé, robôs. A dificuldade, em vez de criativa, só joga mais inimigos na tela, o que no cooperativo vira bagunça divertida, mas no single soa artificial. No PS5, a versão é a mais fluida: 60fps estáveis, carregamento instantâneo, sem bugs. A dublagem é um capítulo à parte: vozes como Roger Craig Smith (Raphael) e Yuri Lowenthal (Michelangelo) trazem personalidade e carisma. A história avança mesmo quando você falha. Não espere revolução. Mas para um roguelite acessível com alma TMNT e foco em grupo, Splintered Fate entrega.

Prós

  • Cooperativo local e online excelente, com drop-in/drop-out e crossplay
  • Cada tartaruga tem estilo de luta único e bem diferenciado
  • Combate fluido e responsivo, com dash e combos satisfatórios
  • Dublagem de alto nível com vozes icônicas dos fãs
  • Versão PS5 roda a 60fps sem quedas ou bugs graves
  • Loop viciante de mais uma run com progressão narrativa mesmo após derrotas

Contras

  • Repetitivo: pouca variedade de inimigos e layouts de sala
  • Apenas quatro áreas principais (cinco com DLC) que cansam após algumas horas

Cooperativo: o verdadeiro coração do jogo

Imagine quatro pessoas no sofá, cada uma controlando uma tartaruga, gritando para não morrer. Isso é o cooperativo de Splintered Fate. A sinergia entre os estilos vira um balé de porrada: Raphael na linha de frente, Donatello de longe, Michelangelo limpando grupos. O drop-in/drop-out permite que alguém entre ou saia sem interromper a run, e o crossplay une plataformas.

O caos vira vantagem: quando a tela enche de inimigos, a bagunça é tão divertida que você nem percebe a repetição. Reviver aliados caídos custa moedas, o que adiciona uma camada tática. Para quem tem um grupo fixo, o pacote vale cada centavo. Sozinho, a experiência perde boa parte da magia.

Combate e variedade de builds: acertos e limites

O combate é direto, mas não raso: ataque, dash, especial e ferramenta. Cada tartaruga tem seu tempo. O dash cancela qualquer ação, permitindo escapes e combos rápidos. Os upgrades elementares (fogo, água, gosma) geram combinações: fogo queima ao longo do tempo, água congela, gosma envenena. Juntar dois elementos cria sinergias.

Mas a profundidade tem um teto: algumas builds são claramente superiores, e o RNG pode te dar uma combinação fraca. No cooperativo, isso é menos grave. Sozinho, pode frustrar. Ainda assim, os momentos em que a sinergia funciona, como Raphael com fogo e velocidade, são gratificantes e puxam para mais uma tentativa.

Desempenho e apresentação no PS5

No PS5, Splintered Fate atinge seu pico técnico: 60fps consistentes, resolução 4K nítida, carregamento instantâneo. Nada de texturas que aparecem repentinamente ou quedas de quadro. Visual cartoon vibrante captura a essência TMNT.

Cutscenes em quadrinhos estáticos podem decepcionar quem espera animação, mas a dublagem carrega o peso. Roger Craig Smith e Yuri Lowenthal dão vida às tartarugas com naturalidade e carisma. A trilha sonora é funcional, sem brilho. No geral, o pacote técnico é sólido e não quebra a imersão.

Perguntas frequentes sobre review Teenage Mutant Ninja Turtles: Splintered Fate Deluxe Edition PlayStation 5

Preciso ter jogado outros TMNT para aproveitar Splintered Fate?

Não. A história é simples: Splinter foi raptado, vá resgatá-lo. Fãs vão curtir easter eggs, novatos não se perdem.

O DLC Casey Jones é essencial?

O DLC adiciona Casey Jones (rápido e agressivo), um bioma novo e chefes. Não é essencial, mas aumenta a variedade. A Edição Deluxe já inclui.

Vale a pena jogar solo ou só com amigos?

Sozinho, a graça dura umas horas até a repetição pesar. Com amigos, vale muito mais. Se for solo, pense duas vezes.

Quantas horas leva para zerar?

Primeira run: 7-8h. Para o final verdadeiro (8 runs), umas 10h. Para tudo, 15-17h.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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