Review Teardown Deluxe Edition PS5: destruição com criatividade e algumas arestas

Você está em um galpão, marreta na mão, estudando cada viga. Um maçarico e um extintor estão no chão. O alarme ainda não tocou. É o momento de criar seu plano. e em Teardown, qualquer plano funciona. A engine voxel da Tuxedo Labs transforma cada tijolo em algo que responde à física como você espera, mas raramente encontra. No PS5, o título chega com a missão de provar que o caos planejado funciona bem longe do PC.

A versão Deluxe Edition inclui dois DLCs (Time Campers e Folkrace) e um mod pack gratuito com laser, gancho e aspirador. Mas será que as 40 missões sustentam o entusiasmo? Ou a repetição aparece antes do previsto? Pegue a marreta e vamos descobrir.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Antes do alarme disparar, explore o cenário, marque rotas e estacione veículos.
  • Teste ferramentas diferentes: marreta para madeira, maçarico para metal, explosivos para concreto.
  • Use veículos: carros, caminhões e escavadeiras mudam a velocidade da fuga.
  • No PS5, escolha entre modo Qualidade (1620p ~60fps) e Performance (1080p ~120fps). ambos estáveis.

1. Teardown Deluxe Edition. PlayStation 5: física voxel, campanha com 40 missões e dois DLCs

Você é um empreiteiro endividado que aceita trabalhos suspeitos. Derrubar construções, roubar objetos, incendiar prédios. cada missão tem duas fases: preparo, sem pressa, onde você estuda o terreno e traça a rota; e execução, com 60 segundos na tela depois que o alarme toca. É nesse momento que a física brilha. Você pode usar uma escavadeira para abrir um buraco na parede, empilhar caixotes para alcançar um telhado ou simplesmente explodir tudo e torcer para sair inteiro. A liberdade é real. Mas nem tudo são flores. A campanha sofre de um problema comum: as primeiras horas são enxutas, quase didáticas, e os desafios criativos (helicópteros, robôs, incêndios) ficam concentrados na metade final. Quando você pega o ritmo, algumas missões parecem variações do mesmo esquema. entre, pegue o alvo, fuja. A ausência de um botão de correr incomoda: o personagem anda devagar, e atravessar mapas grandes a pé cansa. Abrir portas em espaços apertados também é impreciso, um detalhe que irrita em momentos de tensão. O que salva é a rejogabilidade. Cada nível pode ser resolvido de dezenas de maneiras. Quer derrubar um prédio inteiro para chegar ao alvo? Vá em frente. O modo sandbox libera todas as ferramentas e veículos. O mod pack gratuito adiciona um gancho que puxa objetos, um aspirador que suga carros e um laser de corte. tudo que um engenheiro do caos precisa. Tecnicamente, a versão PS5 é caprichada. Os voxels com ray tracing criam uma iluminação que valoriza cada explosão. O feedback tátil e os gatilhos adaptáveis do DualSense trazem imersão extra. dá para sentir o peso da marreta e a vibração de um motor. São dois modos gráficos: Qualidade (2880×1620, ~60fps) e Performance (1920×1080, ~120fps). Ambos estáveis. A edição Deluxe inclui os DLCs Time Campers (tema faroeste) e Folkrace (corridas destrutivas). Não são expansões que mudam o jogo, mas adicionam missões temáticas por algumas horas. Para assinantes do PS Plus Extra, o jogo base está no catálogo. nesse caso, o Deluxe vale apenas se você quiser os DLCs e o mod pack extra. No geral, Teardown entrega um playground de física destrutiva com personalidade. Não é para quem busca narrativa, mas para quem quer experimentar, quebrar tudo e rir.

Prós

  • Física de destruição impressionante e realista: cada material reage de forma única
  • Liberdade criativa total: múltiplas soluções para cada missão
  • Mod pack gratuito adiciona ferramentas inusitadas como gancho e aspirador
  • Dois modos gráficos estáveis no PS5, com ray tracing e bom uso do DualSense

Contras

  • Ausência de botão de correr torna deslocamento a pé lento
  • Controles para abrir portas em espaços apertados são imprecisos

O ciclo preparação e fuga

Você chega no cenário, estuda o layout, identifica os alvos e começa a movimentar objetos. Pode empilhar tábuas para criar passagens, usar o maçarico para derreter fechaduras ou estacionar um caminhão perto da saída. Não há pressa. O alarme só dispara quando você pega o item principal. e aí o cronômetro de 60 segundos começa. Se a rota foi bem planejada, você sai antes do helicóptero chegar. Se não, a confusão vira um quebra-cabeça de última hora.

Cada ferramenta tem um uso. A marreta quebra madeira e vidro, o maçarico corta metal, explosivos derrubam concreto. Algumas portas exigem chaves ou alavancas. Os veículos têm física própria: carros pequenos são ágeis, caminhões aguentam impacto, escavadeiras movem objetos pesados. O jogo recompensa a experimentação. erra uma rota, tenta outra. É desse erro que nascem as melhores histórias.

Visual, som e o papel do DualSense

Visualmente, Teardown aposta nos voxels com ray tracing e acerta. As texturas não são ultra-realistas, mas a iluminação volumétrica e as sombras dinâmicas dão peso a cada explosão. Fogo e fumaça se comportam de forma orgânica, e ver um prédio desmoronando em blocos que reagem à física é um espetáculo à parte. A trilha sonora, com tons de espionagem tensa, acompanha bem o ritmo de planejamento e fuga.

No controle, o DualSense faz diferença. Os gatilhos adaptáveis oferecem resistência ao usar o maçarico ou ao acelerar um veículo quebrado. A vibração reflete o material que você está atingindo: um som metálico no alto-falante, um tremor surdo ao martelar concreto. Pequenos detalhes que aumentam a imersão e justificam a versão de console.

Para quem é ideal e quem pode se frustrar

Se você curte jogos que dão liberdade total para resolver problemas do seu jeito, Teardown é um prato cheio. A física é tão satisfatória que derrubar uma parede nunca cansa. Quem vem de títulos como Besiege, Garry's Mod ou Minecraft (modo criativo) vai se sentir em casa. O jogo não se leva a sério. a história é só um pretexto para o caos, e está tudo bem.

Por outro lado, quem espera uma campanha narrativa forte, com personagens e reviravoltas, vai se decepcionar. A repetição das missões pode cansar antes da metade para quem prefere ação linear. Além disso, a ausência de um botão de correr e a imprecisão ao abrir portas são defeitos que irritam em momentos de alta tensão. É um jogo de nicho, mas cumpre bem seu papel.

Perguntas frequentes sobre review Teardown Deluxe Edition PlayStation 5

Teardown Deluxe Edition para PS5 vale a pena?

Sim, se você busca um sandbox de destruição com física avançada e liberdade criativa. A Deluxe inclui dois DLCs e mod pack, mas o jogo base também está no PS Plus Extra.

Quantas horas dura a campanha de Teardown?

A campanha principal leva cerca de 13 horas. Para fazer tudo, incluindo desafios e completar 100%, espere em torno de 33 horas.

Qual a diferença entre os modos gráficos no PS5?

Modo Qualidade roda em 2880×1620 com ~60fps e ray tracing. Modo Performance roda em 1920×1080 com ~120fps. Ambos são estáveis.

Teardown tem modo cooperativo no PS5?

Não. O multiplayer cooperativo e competitivo está disponível apenas na versão PC. No PS5, o jogo é single-player com mods offline.

O que vem na Edição Deluxe de Teardown?

Inclui os DLCs Time Campers (tema faroeste) e Folkrace (corridas destrutivas), além de um mod pack gratuito com laser, gancho e aspirador.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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