Agachado entre pinheiros cobertos de neve, o som do seu próprio coração parece mais alto que os tiros distantes. Você puxa a ferrolho do Mosin-Nagant, ajusta a respiração e espera. Tannenberg não é um jogo de ação. é um exercício de paciência e posicionamento na Frente Oriental da Primeira Guerra.
Lançado no PC em 2019 e no PS5 em 2021, o segundo capítulo da WW1 Game Series, de BlackMill Games e M2H, não tenta ser um blockbuster. A proposta é simples: colocar você na pele de um soldado comum, com um fuzil de repetição, sem paraquedas nem pontos de regeneração. E, quando há gente nos servidores, a experiência é tensa e gratificante.
Mas há um elefante na sala de servidores. A comunidade no PlayStation 5 é pequena, e fora dos horários de pico você enfrenta mais bots do que humanos. Ainda assim, se o que importa é o clima e a tática, Tannenberg entrega uma proposta única. desde que você saiba no que está se metendo.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Pense no ritmo: Tannenberg exige paciência e posicionamento. Um único tiro pode ser fatal.
- Verifique se você curte jogos táticos sem miras automáticas: aqui são só ferrolhos e pistolas.
- A base de jogadores é reduzida. Se jogar fora do horário nobre, espere enfrentar mais bots do que pessoas.
- O modo principal é o Maneuver, com objetivos dinâmicos. Há também Attrition e Rifle Deathmatch.
- Suporte a bots completo: você pode jogar offline ou em servidores mistos.
1. Tannenberg (PS5) – FPS tático da Primeira Guerra na Frente Oriental
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Uma floresta nevada, depois uma clareira, e então o estampido seco de um fuzil. Você cai sem saber de onde veio o tiro. Tannenberg é implacável: sem indicadores de direção, sem tempo para reagir. Cada morte ensina algo sobre cobertura e movimento. O modo Maneuver é o carro-chefe: setores interconectados que você ataca e defende simultaneamente, enquanto oficiais subalternos pedem barragens de artilharia ou reconhecimento. A coordenação com seu esquadrão é vital. mas, no silêncio do rádio, você aprende rápido. São nove mapas amplos, de florestas a montanhas, e mais de 50 armas históricas. Nada de automáticas portáteis: só ferrolhos, pistolas e baionetas. A variedade de esquadrões (sete, incluindo cossacos e romenos) garante uma variedade visual, mas a paleta fria domina. O jogo tem uma pegada realista, mas os controles no PS5 deixam a desejar: a movimentação parece travada e a mira com o joystick não é precisa. Os bots ajudam a preencher lobbies, mas correm em linha reta e ignoram granadas. Tudo bem para treinar, mas quebra a imersão. O maior problema é a população. Fora dos fins de semana, as partidas com 40 humanos são raridade. O cross-play entre PlayStation e Xbox ameniza, mas não resolve. Muitos migraram para Isonzo, o terceiro título da série. Se você não se importa de duelar contra IA ou tem flexibilidade de horário, Tannenberg ainda oferece uma guerra autêntica. Caso contrário, o front está vazio.
Prós
- Autenticidade histórica notável: armas, uniformes e ambientes fiéis à época
- Modo Maneuver com objetivos dinâmicos que incentiva tática de pelotão
- Mapas abertos e variados (florestas, planícies, montanhas)
- Suporte a bots completo para jogar offline ou misto
- Fácil de aprender, com profundidade suficiente para quem busca realismo
Contras
- Base de jogadores muito baixa, especialmente em servidores brasileiros
- IA dos bots limitada e previsível
Autenticidade que transporta
Tannenberg faz questão de lembrar que você não é um herói indestrutível. Cada passo na neve range, cada tiro ecoa e a morte chega sem alarde. Os fuzis de ferrolho exigem paciência: errar o primeiro tiro significa correr para recarregar enquanto o inimigo pode estar mirando você. O modo Maneuver é o coração do jogo: capturar setores interligados por linhas de suprimento, abrir frentes de ataque e defender posições conquistadas. A coordenação com o esquadrão de até quatro jogadores é essencial, especialmente para chamar barragens de artilharia ou reconhecimento aéreo. A variedade de mapas, de florestas densas a montanhas varridas pelo vento, mantém as partidas visualmente distintas, mesmo que a paleta de cores fria domine.
O problema do front vazio
Se a autenticidade de Tannenberg impressiona, a falta de jogadores frustra. A comunidade no PS5 é pequena, e encontrar uma partida com 40 jogadores reais é raro. Nos dias de semana, é comum cair em lobbies com mais bots do que gente. O cross-play entre PlayStation e Xbox ajuda, mas não resolve. Os bots, embora úteis para praticar, não substituem a imprevisibilidade de oponentes humanos. Se você joga em horários alternativos ou em regiões menos populosas, prepare-se para um multiplayer mais solitário. Para quem valoriza a proposta histórica e não se importa de jogar contra IA, ainda há diversão. Mas para quem busca o caos organizado de um FPS multiplayer cheio, Tannenberg é um lembrete de que um bom jogo também precisa de jogadores.
Perguntas frequentes sobre review Tannenberg PlayStation 5
Tannenberg tem campanha single-player?
Não, o jogo é focado no multiplayer. Mas oferece suporte completo a bots, permitindo jogar sozinho ou em partidas mistas offline.
Precisa de assinatura PlayStation Plus para jogar online?
Sim, é necessário PlayStation Plus para partidas multiplayer. O modo com bots offline não requer assinatura.
O jogo é muito diferente de Verdun?
Sim. Enquanto Verdun foca em trincheiras, Tannenberg traz campos abertos e guerra de movimento na Frente Oriental. O ritmo é mais tático e os mapas maiores.
