Tales of Graces f Remastered: Combate Genial, História Morna

Logo na primeira luta, Tales of Graces f Remastered mostra a que veio. O sistema Style-Shift é rápido, responsivo e cheio de nuances. Você esquiva, defende e vê a barra de Chain Capacity (CC) encher de novo, pronta pra mais um combo. Só que as primeiras horas pedem paciência. O prólogo infantil com Asbel e Sophie na colina se arrasta por umas seis horas. Quem passar por essa barreira encontra um dos melhores sistemas de combate do gênero.

A história sobre amizade e perda é previsível, mas os personagens cativam. No visual, as cutscenes em anime da Ufotable são lindas; no gameplay, texturas simples e cenários genéricos entregam a idade do jogo (Wii e PS3). No PS5, roda em 4K a 60 fps, com carregamento de 2 a 3 segundos. As melhorias de qualidade de vida como auto-save, pular cenas e desligar encontros modernizam a experiência. Mas não tem legenda em português do Brasil; pra quem não manja de inglês ou espanhol, é um baita obstáculo.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Espere um combate que exige estratégia: gerenciar CC, alternar entre Assault e Burst Artes e explorar fraquezas. Não é qualquer RPG de ação.
  • O prólogo longo (umas 6 horas) pode desanimar, mas depois o ritmo acelera com a progressão de títulos e habilidades.
  • Conteúdo gigante: campanha principal de ~50 horas, epílogo Lineage & Legacies (mais 10-15h) e dezenas de side quests. Completistas passam fácil das 90h.
  • Sem localização oficial em PT-BR; legendas em inglês, espanhol, francês e outros.
  • Vem com todos os DLCs de customização (mais de 80 itens) e a Grade Shop liberada desde o início, ótimo pra ajustar a dificuldade.
  • Multiplayer local pra até 4 nas batalhas, perfeito pra jogar no sofá.

1. Tales of Graces f Remastered para PlayStation 5 – Remaster com combate refinado e muito conteúdo

Tales of Graces f Remastered entrega o melhor combate da série, mas exige paciência com a narrativa previsível. O sistema Style-Shift alterna entre Assault e Burst Artes, e a barra de CC recarrega ao esquivar ou defender. cada golpe tem que ter timing. Os títulos personalizam cada personagem de forma única, e os chefes pedem atenção às fraquezas. As batalhas comuns duram segundos, criando um loop viciante. O conteúdo é generoso: campanha principal de umas 50 horas, epílogo Lineage & Legacies com mais 10 a 15 horas, 83 side quests, crafting (Dualizing) e a Eleth Mixer. Do lado negativo, a história é previsível, com vilão fraco e reviravoltas esperadas. As dungeons na reta final ficam repetitivas, e a falta de PT-BR limita o público. Visualmente, as cutscenes da Ufotable são lindas, mas texturas e modelos em gameplay mostram a idade.

Prós

  • Combate rápido, fluido e cheio de estratégia; um dos melhores sistemas da série Tales
  • Conteúdo enorme: campanha longa, epílogo, side quests, crafting e mais de 80 DLCs inclusos
  • Melhorias de qualidade de vida excelentes: auto-save, pular cenas, desativar encontros, indicador de destino
  • Performance sólida no PS5: 4K 60fps com carregamento de 2 a 3 segundos
  • Multiplayer local pra 4 jogadores, diversão garantida no sofá

Contras

  • História previsível com vilão fraco e reviravoltas já manjadas
  • Prólogo de umas 6 horas pode afastar jogadores menos pacientes

O Combate que Rouba a Cena

Tales of Graces f apresenta um sistema de combate que muda o ritmo do gênero. Cada personagem tem dois estilos de Artes: Assault, mais físicas nos botões de face, e Burst, mágicas e especiais. A Chain Capacity (CC) limita quantas ações você pode fazer antes de recarregar. e a recarga vem ao esquivar, defender ou esperar. Isso força você a pensar em cada golpe. Não adianta sair batendo. Tem que gerenciar a barra, encaixar esquivas no timing certo e usar as Burst Artes na hora ideal. A arena circular faz com que a movimentação livre consuma CC, então muitas vezes você avança e recua em linha reta, criando um ritmo de ataque e defesa que lembra um jogo de luta. Os títulos são outro acerto: cada personagem equipa até quatro, desbloqueando habilidades, bônus passivos e novas Artes. Isso incentiva a experimentar combinações diferentes. Na prática, você nunca sente que está repetindo a mesma batalha. Sempre tem uma fraqueza nova pra explorar ou um combo diferente pra testar.

História e Personagens: Previsível, mas Cativa

A trama de Asbel e Sophie segue os moldes clássicos de JRPG: ameaça mundial, vilão com motivação duvidosa, reviravoltas de parentesco. Quem já jogou muitos títulos do gênero vai adivinhar vários pontos antes de acontecerem. Mas o desenvolvimento dos personagens é forte. Asbel, Hubert, Cheria, Malik e Pascal têm personalidades distintas e evoluem, especialmente depois do salto temporal de sete anos. Os skits, diálogos opcionais, são bem escritos e muitas vezes engraçados. O epílogo Lineage & Legacies é o ponto alto narrativo: mais adulto, com temas de perda e redenção. O vilão Richard, no entanto, é fraco. Ele aparece, some, e quando você finalmente enfrenta ele, falta impacto. No fim, a história cumpre o papel de te levar pra próxima batalha, mas não espere ficar dias pensando nela.

Conteúdo e Longevidade: Um Banquete pra Completistas

Com mais de 80 side quests e um epílogo que expande a história, Tales of Graces f é um prato cheio pra completistas. A campanha principal leva entre 45 e 55 horas, mas o epílogo adiciona mais 10 a 15 horas com áreas novas e uma narrativa que fecha melhor. Fora isso, 83 side quests, o sistema de crafting Dualizing (que melhora armas e cria itens) e a Eleth Mixer (que gera recompensas enquanto você anda). Os títulos são colecionáveis e cada um dá bônus diferentes. Tem personagem que desbloqueia uma nova arte, outro que ganha aumento de dano contra certo tipo de inimigo. A Grade Shop, liberada desde o início, permite comprar multiplicadores de XP e dinheiro, ajustando a dificuldade. Pra completistas, falar em 90 horas é conservador. O New Game Plus pode levar isso pra mais de 200 horas. Só não espere dungeons criativas: a maioria é corredor com inimigos e puzzles de empurrar bloco. Nada que incomode, mas também não inspira.

Performance e Qualidade de Vida no PS5

A Bandai Namco e a TOSE capricharam na parte técnica. O jogo roda em 4K nativo a 60 quadros por segundo no PlayStation 5, com carregamento de 2 a 3 segundos entre áreas. Nunca vi engasgo ou queda de frame durante as batalhas mais caóticas. As cenas da Ufotable em anime estão ainda mais bonitas. As melhorias de qualidade de vida são muitas: salvamento automático frequente, opção de pular qualquer cena (inclusive as de abertura e fim), desativar encontros (transforma inimigos em itens no mapa), indicador de destino no mapa, e um sistema de reexecução que permite repetir batalhas especiais. Tudo isso sem perder a essência do jogo original. O multiplayer local também merece destaque: até quatro jogadores controlam cada personagem da party durante as batalhas. Funciona de forma simples: cada um escolhe um herói e entra na porrada. Não tem modo online, mas no sofá é garantia de risadas.

Perguntas frequentes sobre review Tales of Graces f Remastered PlayStation 5

Precisa ter jogado algum Tales anterior pra aproveitar Tales of Graces f Remastered?

Não. A história é independente, com novos personagens e mundo próprio. É uma ótima porta de entrada pra série, especialmente se você gosta de combate em tempo real.

O jogo tem legendas em português do Brasil?

Não, infelizmente. O remaster inclui legendas em inglês, espanhol, francês, alemão e italiano, mas sem suporte oficial pra PT-BR. Existe um patch de tradução feito por fãs pra versão de PC, mas no PS5 não tem alternativa oficial.

Vale a pena jogar no PS5 em vez de outras plataformas?

Sim, especialmente pela performance: 4K 60fps e carregamento quase instantâneo. As versões de Xbox Series X|S também têm desempenho similar. No Switch, a resolução é menor (1080p dockado) mas ainda dá pro gasto. A escolha ideal depende da sua preferência por portabilidade ou fidelidade gráfica.

O que é o epílogo Lineage & Legacies?

É uma história pós-jogo que se passa depois dos eventos principais, com aproximadamente 10 a 15 horas de duração. Foca nos mesmos personagens, mas com um tom mais adulto e alguns dos melhores momentos narrativos do jogo. Está incluso no remaster sem custo extra.

O combate é muito difícil pra iniciantes?

O jogo permite ajustar a dificuldade a qualquer momento, inclusive no meio de uma batalha. O sistema CC pode parecer confuso no começo, mas o tutorial é claro. O prólogo longo serve justamente pra ensinar as mecânicas. Comece no Normal e aumente se quiser desafio. A progressão de títulos e equipamentos ajuda bastante.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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