Suicide Squad: Kill the Justice League no PS5: caos, humor e repetição

Harley Quinn se balança entre os arranha-céus de Metrópolis, o jetpack de Deadshot chiando ao lado. O Capitão Bumerangue tenta um teleporte e erra feio, caindo no meio de um grupo de soldados. Em segundos, tiros para todos os lados, gritos, e o Tubarão-Rei gargalhando enquanto parte um tanque ao meio. Essa é a cara de Suicide Squad: Kill the Justice League: caos, humor e uma movimentação que prende. pelo menos nos primeiros minutos.

O novo jogo da Rocksteady, mesma criadora dos aclamados Batman: Arkham, troca o combate corpo a corpo por tiroteios frenéticos e um modelo live-service que divide opiniões. A premissa é promissora: controle quatro vilões da DC (Harley, Deadshot, Bumerangue e Tubarão-Rei) e elimine a Liga da Justiça, dominada pelo Brainiac. Na prática, o que temos é um looter shooter de mundo aberto com muito humor e uma repetição que cansa.

A campanha principal leva cerca de 10 horas, mas o verdadeiro teste é o endgame, que repete missões sem criatividade. Se você esperava a densidade narrativa de Arkham, prepare-se para um choque. Suicide Squad é um jogo de ação descompromissado, divertido em sessões curtas, mas frustrante quando insiste em ser um serviço ao vivo.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • O jogo exige conexão constante com a internet, mesmo no modo solo.
  • A campanha principal tem cerca de 10 horas, com conteúdo opcional para até 30 horas.
  • O cooperativo é online para até 4 jogadores; não há modo tela dividida.
  • Cada personagem tem habilidades únicas de locomoção, o que muda o ritmo de jogo.

1. Suicide Squad: Kill the Justice League. PlayStation 5. Análise completa

Harley balança com o bat-drone, Deadshot plana, Bumerangue se teletransporta e Tubarão-Rei saltita com força bruta. A movimentação é o coração do jogo. cada personagem exige uma dança diferente nos controles, e quando você domina, o caos vira arte. O problema é que essa coreografia se repete nos mesmos palcos: quase toda missão pede para proteger um ponto, escoltar algo ou matar uma horda. Os chefes da Liga da Justiça? Atirar em pontos fracos até eles caírem. Flash e Superman reduzidos a sacos de pancada genéricos. O sistema de loot é medíocre, o grind do endgame não esconde a falta de variedade, e a exigência de always-online irrita. No PS5, porém, o jogo roda liso a 60fps, com o DualSense vibrando a cada tiro e o áudio 3D te colocando no meio do combate. Visualmente, Metrópolis é um espetáculo, com cores vivas e destruição cinematográfica. As atuações de voz são de primeira. Kevin Conroy como Batman é de partir o coração. Para fãs de Destiny ou The Division que jogam com amigos, Suicide Squad rende boas risadas e horas de repetição tolerável. Para quem busca uma campanha single-player refinada, é melhor passar reto.

Prós

  • Movimentação única e divertida para cada personagem, com curvas de aprendizado distintas
  • Humor afiado e interações entre o grupo, com destaque para o Capitão Bumerangue
  • Gráficos impressionantes e performance sólida no PS5, com bom uso do DualSense
  • Dublagem de alto nível, especialmente a última atuação de Kevin Conroy como Batman

Contras

  • Missões extremamente repetitivas, com variação quase nula entre proteger, escoltar e matar
  • Chefes da Liga da Justiça decepcionantes, resumidos a atirar em pontos fracos

O que faz a locomoção brilhar

Harley se joga de um prédio, o bat-drone a puxa de volta. ela desliza pelo ar, metralha um helicóptero e aterrissa num poste. Deadshot plana com o jetpack, mapeando o campo de batalha de cima. Bumerangue some e reaparece atrás de um tanque, desorientando os inimigos. Tubarão-Rei simplesmente salta e cai como um meteoro, espalhando soldados. Cada personagem exige um ritmo diferente, e o DualSense traduz cada movimento: vibração fina no gancho, impacto pesado no salto do tubarão. Nos melhores momentos, a cidade vira um playground explosivo.

Mas tem um preço: Bumerangue, por exemplo, frustra até você pegar o timing do teleporte. E a câmera, em espaços fechados, às vezes trava. Ainda assim, quando o caos encaixa, é pura diversão. principalmente no cooperativo, onde quatro estilos colidem.

A repetição que cansa

Proteja o drone, escolte o caminhão, mate todos os inimigos na área. A estrutura não muda. Os chefes da Liga da Justiça seguem a mesma cartilha: atire no ponto brilhante até que a barra de vida acabe. O Flash corre em círculos, o Superman flutua, mas a estratégia é idêntica. e isso é um crime para personagens tão icônicos.

O endgame tenta disfarçar com incursões e níveis de maestria, mas o grind é pesado e o loot não empolga. Se você não ama a sensação de repetir a mesma missão dez vezes para subir um número, a paciência acaba antes da 15ª hora.

Humor e personalidade salvam o pacote

As conversas entre os personagens são genuinamente engraçadas. Bumerangue reclamando de tudo, Harley fazendo piadas macabras, Tubarão-Rei soltando frases sem noção. o roteiro é afiado. Kevin Conroy entrega sua última atuação como Batman, e é de arrepiar. Debra Wilson como Amanda Waller manda na sala. Visualmente, Metrópolis é linda: distritos coloridos, destruição cinematográfica, cutscenes de alto nível.

O problema é que o jogo exige internet o tempo todo. Queda de conexão? Você é expulso. E isso, num single-player, é um absurdo. Se a internet cair, nem o modo solo funciona. É o tipo de decisão que transforma uma experiência bacana em uma chatice.

Perguntas frequentes sobre review Suicide Squad: Kill the Justice League PlayStation 5

Preciso de internet para jogar solo?

Sim. O jogo exige conexão constante com a internet, mesmo no modo single-player.

Quanto tempo dura a campanha?

A campanha principal tem cerca de 10 horas. Com conteúdo opcional e endgame, você pode passar de 25 horas.

É possível jogar sozinho?

Sim, o modo solo permite trocar entre os quatro personagens quando estiver fora de combate, e os companheiros de IA usam o equipamento que você colocar neles.

Vale a pena para quem não gosta de live-service?

Provavelmente não. O jogo é construído em torno do modelo de serviço, com grind e repetição. Se você prefere experiências fechadas e lineares, melhor buscar outro título.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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