Há um momento em que você está pendurado em um abismo, segurando um gancho enquanto stormtroopers atiram de todos os lados. Usa a Força para empurrar um deles, dispara o sabre no modo blaster e aterrissa com um salto duplo. É rápido, cinematográfico e muito divertido. Essa é a essência de Star Wars Jedi: Survivor: uma sequência confiante que expande tudo que Fallen Order fez bem.
Cinco anos se passaram e Cal Kestis não é mais o padawan inseguro. Cicatrizes no rosto, obsessão no olhar. A busca por Tanalorr o coloca contra Dagan Gera, um Jedi da Alta República que é seu espelho distorcido. A narrativa abraça tons de cinza moral, e a dublagem brasileira entrega cada linha com emoção precisa. Visualmente, é um dos jogos mais bonitos da nova geração, com iluminação ray tracing que deixa cada cenário parecendo uma pintura.
Mas o PS5 não dá conta dessa ambição. O modo Performance sofre com quedas de quadro e screen tearing; o modo Qualidade segura os 30 fps, mas a escolha entre fluidez e fidelidade nunca é confortável. Quem prioriza estabilidade técnica pode ficar frustrado. Para fãs de Star Wars, porém, esta ainda é a melhor aventura da franquia em muitos anos.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Mantenha o PS5 e o jogo atualizados. Patches melhoraram o desempenho desde o lançamento.
- Se você valoriza fluidez, opte pelo modo Qualidade (30 fps estável) em vez do Performance, que oscila e pode incomodar.
- A história é continuação direta de Fallen Order; jogar o primeiro ajuda a entender melhor o arco do Cal e os personagens secundários.
- A campanha principal leva entre 15 e 20 horas, mas o conteúdo secundário (Rumors, colecionáveis, chefes opcionais) dobra esse tempo facilmente.
- Há cinco posturas de sabre de luz, cada uma com árvore de habilidades própria. Experimente todas para encontrar seu estilo preferido.
1. Star Wars Jedi: Survivor para PlayStation 5. ação-aventura metroidvania da Respawn Entertainment
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Pouse em Koboh, um planeta hub cheio de vida: tem uma cantina com missões secundárias, um jardim para cultivar criaturas e templos que testam sua ginástica aérea. Cada desvio traz cosméticos, upgrades e chefes opcionais como o Rancor na caverna, um dos encontros mais tensos do jogo. O combate é um show à parte. As cinco posturas de sabre de luz transformam cada luta: a crossguard lenta e devastadora, o blaster tático para ataques à distância, a dupla para grupos. Alternar entre elas exige estratégia e reflexo. A curva de aprendizado é justa: mais acessível que um Soulslike, mas punitiva se você negligenciar a defesa. A narrativa explora o medo de Cal e a obsessão por Tanalorr. Dagan Gera e Rayvis funcionam como espelhos distorcidos do protagonista. O problema é que o ritmo no meio da campanha arrasta, com horas de plataforma e quebra-cabeças entre os momentos importantes. E no PS5, o modo Performance não dá conta da ambição visual: oscila entre 40 e 60 fps com screen tearing e resolução baixa (648p). O modo Qualidade é estável a 30 fps, mas perde em fluidez. A escolha entre beleza e suavidade define sua experiência.
Prós
- Combate variado com cinco posturas de sabre de luz, cada uma com árvore de habilidades própria
- Exploração metroidvania rica: mapas interconectados, segredos, chefes opcionais e planetas grandes como Koboh
- Narrativa madura que expande a lore de Star Wars e mergulha em tons de cinza moral
- Visual de tirar o fôlego com ray tracing, iluminação espetacular e dublagem em português de alto nível
- Muito conteúdo: campanha de 15 a 20 horas, com side quests e New Game Plus que estendem a vida útil para mais de 50 horas
Contras
- Desempenho instável no PS5: modo Performance sofre com quedas de fps, screen tearing e baixa resolução interna (648p)
- Ritmo narrativo irregular: o meio do jogo arrasta com excesso de plataforma e quebra-cabeças entre as reviravoltas importantes
Exploração e combate: mais do que um sabre de luz
Monte um Nekko e cruze as planícies bioluminescentes de Koboh. Você percebe na hora: Survivor não tem medo de ser grande. O planeta funciona como hub, mas cada região tem identidade própria. A movimentação foi turbinada: você corre em paredes por mais tempo, usa um gancho para alcançar plataformas distantes e tem um dash aéreo que deixa o percurso quase tão divertido quanto o combate.
Cada postura transforma seu estilo de luta. A postura dupla (duas lâminas) é um furacão contra grupos; a crossguard transforma cada golpe em um abalo sísmico. O modo blaster adiciona uma camada tática, permitindo atirar para quebrar a guarda ou finalizar inimigos à distância. A árvore de habilidades permite especializar Cal do seu jeito. O resultado é um sistema que premia a experimentação.
O confronto com o Rancor numa caverna escura exige paciência: uma hora aparando golpes com a crossguard até encontrar uma brecha. Já Dagan Gera testa sua capacidade de ler padrões e alternar posturas na hora certa. Não é Sekiro, mas no nível Jedi Mestre você vai suar.
Narrativa: entre o medo e a obsessão
Não espere uma história de herói clássico. Cal está obcecado por Tanalorr, e essa obsessão o cega. Dagan Gera é seu espelho: um Jedi que sucumbiu ao mesmo desejo. A trama começa com uma perseguição em Coruscant, mas perde fôlego no meio. Felizmente, o terceiro ato compensa com reviravoltas genuínas, especialmente envolvendo Bode Akuna. A dublagem brasileira eleva cada cena: a entonação de Cal ao descobrir a verdade é de arrepiar.
Para quem jogou Fallen Order, o reencontro com personagens como Greez e Cere é emocionante. Mas Survivor também funciona como porta de entrada: o resumo inicial contextualiza bem os eventos anteriores. A conexão com a era da Alta República, através de ecos da Força e itens colecionáveis, enriquece a lore para os fãs mais hardcore.
Desempenho no PS5: beleza com custo
O elefante na sala: o modo Performance do PS5 não entrega o que promete. A taxa de quadros oscila entre 40 e 60, com screen tearing e resolução que cai para 648p. O FSR tenta compensar, mas o serrilhado é visível em TVs 4K.
O modo Qualidade, travado a 30 fps, é bem mais estável. A resolução sobe para cerca de 970p e o ray tracing enriquece a iluminação. Para quem joga num OLED, o modo Qualidade entrega a experiência visual que os devs planejaram. Mas 30 fps pode decepcionar quem está acostumado com 60.
Patches pós-lançamento melhoraram o quadro, mas o problema persiste. Se você prioriza estabilidade técnica, opte pelo modo Qualidade. A boa notícia é que, fora essas oscilações, o jogo não apresenta bugs graves ou crashes. É uma questão de compromisso entre beleza e suavidade.
Perguntas frequentes sobre review Star Wars Jedi: Survivor PlayStation 5
Preciso jogar Star Wars Jedi: Fallen Order antes?
Não é obrigatório, mas o impacto emocional é maior se você jogou o primeiro. O resumo inicial basta para entender a trama, mas reencontrar personagens antigos é a cereja do bolo.
Quanto tempo dura a campanha?
A campanha principal leva entre 15 e 20 horas. Com todo o conteúdo secundário, pode chegar a 50 horas. O New Game Plus adiciona rejogabilidade.
O jogo tem New Game Plus?
Sim. Ao terminar a campanha, você mantém posturas, pontos de habilidade, cosméticos e perks. Novas vantagens incentivam uma segunda jogada mais agressiva.
Star Wars Jedi: Survivor tem multiplayer?
Não. É single-player com foco em campanha narrativa, exploração e combate. Nem cooperativo nem online.
Como está o desempenho no PS5 atualmente?
Melhorou com patches, mas ainda não é ideal. O modo Performance oscila entre 40 e 60 fps com screen tearing e resolução baixa (648p). O modo Qualidade mantém 30 fps estáveis com resolução ~970p e ray tracing. Recomenda-se o modo Qualidade para quem prioriza estabilidade.
