O primeiro tiro do blaster no alto-falante do DualSense já avisa: isso não é um jogo novo. Star Wars Dark Forces Remaster é a versão polida de um FPS de 1995, e a Nightdive Studios fez questão de manter cada aresta viva. Texturas em 4K, iluminação recalculada, suporte a 120fps. mas a estrutura de fases, os objetivos vagos e a ausência de localização em português vieram junto.
Kyle Katarn, ex-imperial que roubou os planos da Estrela da Morte, está de volta. A história é contada em briefings de texto e cutscenes repintadas à mão, que capturam o visual da trilogia original. São 14 fases, 10 armas, 20 tipos de inimigos. O combate é rápido e caótico: você corre, atira de cobertura, usa granadas. Stormtroopers caem com um tiro bem colocado, mas atacam de plataformas elevadas, exigindo que você aprenda a usar o cenário.
O problema começa quando você abre o mapa. Ele mostra por onde andou, mas não revela onde estão os switches, os cartões-chave ou as portas secretas. Você vai se perder, voltar em corredores já limpos e, em alguns momentos, pular em buracos aparentemente invisíveis. A Nightdive entregou um remaster técnico exemplar, mas não esconde a idade do design original.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se você jogou Dark Forces nos anos 90, vai reconhecer cada textura, som e segredo. A nostalgia é genuína. Se é novo na franquia, prepare-se: não há tutoriais, os checkpoints são raros e perder todas as vidas reinicia a fase inteira.
- As fases são labirínticas e os objetivos, vagos. O mapa ajuda só até certo ponto. Espere backtracking, busca por oficiais com cartões-chave e quedas em buracos que pareciam chão firme.
- Não há suporte a português brasileiro. Nem legendas, nem menus. As opções de idioma são inglês, espanhol, francês, alemão e italiano. Se você depende de legendas em português, isso é um ponto de atenção.
- O The Vault inclui um nível inédito (The Avenger), artes conceituais e animações descartadas. É um bônus generoso, mas não muda a experiência principal.
1. Star Wars Dark Forces Remaster para PlayStation 5: remaster da Nightdive Studios
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Em um corredor escuro da Estação Imperial, você desvia de tiros e procura cobertura. Stormtroopers atiram de plataformas elevadas enquanto você tenta localizar o oficial com o cartão-chave. É assim que Dark Forces se apresenta: rápido, caótico e sem pena de deixar você perdido. A Nightdive fez o que sabe: usou o motor KEX para entregar 4K a 120fps no PS5, com texturas e iluminação renovadas que não descaracterizam o original. As cutscenes foram refeitas à mão por Ben Chandler, capturando o estilo da trilogia. O DualSense responde com o som do blaster no alto-falante e vibração no recuo. Você pode alternar entre os gráficos antigos e novos em tempo real. um recurso quase didático. A jogabilidade foi modernizada: os controles são fluidos, a mira tem um auto-aim frouxo que mantém o caos arcade. Mas a estrutura das fases é pura década de 90. Você vai se perder, sim. Vai andar em círculos, procurar switches escondidos e cartões-chave por corredores que parecem iguais. Perdeu todas as vidas? Recomece a fase. Não há quick save. Para quem cresceu com Doom e Duke Nukem, é um prato cheio. Para quem veio de Halo ou Call of Duty, a falta de orientação e a ausência de legendas em português podem frustrar. O The Vault, com o nível inédito The Avenger, é um extra que mostra o cuidado com a preservação. No fim, é um remaster honesto: não tenta esconder a idade, só a apresenta da melhor forma possível hoje.
Prós
- Remaster visual impressionante: texturas e iluminação modernizadas sem perder a identidade original
- Desempenho impecável: 4K a 120fps no PS5, carregamento rápido e sem quedas
- DualSense imersivo: som do blaster no alto-falante e vibração precisa
- The Vault com nível inédito e materiais de desenvolvimento é um bônus generoso
- Alternar entre gráficos old e new em tempo real é educativo e divertido
Contras
- Mapa confuso e sem indicadores de objetivos; backtracking excessivo
- Ausência de salvamento manual: sistema de vidas e checkpoints punitivo
O que a Nightdive fez de melhor
Ative o toggle gráfico em tempo real e veja o corredor da Estação Imperial se transformar: texturas granuladas dão lugar a superfícies nítidas, a iluminação ganha profundidade, e você entende por que a Nightdive é referência em remaster. O motor KEX não só atualiza a renderização para 4K a 120fps como refaz sprites e texturas sem descaracterizar o original. As cutscenes foram repintadas à mão por Ben Chandler; cada quadro parece um storyboard da trilogia clássica. O DualSense entra em cena com o som do blaster saindo do alto-falante e vibração que casa com cada tiro.
O combate é veloz e solto. A mira tem um auto-aim frouxo que dá aquele caos controlado de arcade. Você corre, atira de cobertura, usa granadas térmicas e o clássico lança-chamas. Inimigos não são esponjas de bala: um tiro bem dado de blaster derruba um stormtrooper. Mas eles vêm de plataformas elevadas, exigindo que você use o cenário a seu favor. The Vault, com o nível inédito The Avenger, é um mimo: mostra um protótipo de fase que ficou de fora do lançamento original, com comentários dos desenvolvedores.
Onde o tempo cobra o pedágio
Você está na terceira fase, mas parece que já andou por esses corredores cinco vezes. O mapa mostra um labirinto de linhas, mas não revela onde está o switch que abre a porta azul. É aí que Dark Forces mostra sua idade. As 14 fases pedem decoreba ou paciência. O sistema de checkpoints é medieval: você tem vidas limitadas, e perder todas manda você para o início da fase. Não há quick save.
Para o jogador brasileiro, a falta de localização em português é um entrave real. Os briefings de missão e diálogos são em inglês; as legendas disponíveis ignoram o português. Se você não domina o idioma, parte da imersão se perde. A trilha sonora oferece opções General MIDI e OPL3, mas a qualidade do áudio pode não agradar a todos em ambas as escolhas. um detalhe que incomoda ouvidos mais atentos.
Dark Forces Remaster não tenta ser um jogo moderno. É uma cápsula do tempo cuidadosamente restaurada. Você vai amar se cresceu com ele. Vai estranhar se veio de Halo, Call of Duty ou mesmo do Quake II Remastered.
Perguntas frequentes sobre review Star Wars Dark Forces Remaster PlayStation 5
Star Wars Dark Forces Remaster tem legendas em português?
Não. Nada em português brasileiro, nem legendas, nem menus. As opções de idioma são inglês, espanhol, francês, alemão e italiano.
Quantas horas dura a campanha?
A história principal leva em média 8h30. Quem busca todos os segredos e itens pode chegar a 12 horas.
Vale a pena para quem nunca jogou o original?
Depende. Se você curte FPS antigos com exploração pesada e não se importa com mapas confusos e ausência de orientação, sim. Se prefere jogos modernos com checkpoints frequentes e objetivos claros, talvez não seja a melhor escolha.
