Você ativa o scanner, a mira se ajusta. e lá está ela, a recompensa, piscando entre um mar de capangas. Mas enquanto tenta se aproximar, os blasters disparam de todos os lados, e o jetpack, com combustível limitado, te deixa no meio do caminho. Star Wars: Bounty Hunter voltou. mais bonito, mais suave nos controles, mas ainda carregando o DNA teimoso de 2002. A Aspyr trouxe o caçador de recompensas favorito dos fãs de volta, agora em 4K e com direito a uma edição física de colecionador pela Limited Run Games.
Se você passou a adolescência decorando os diálogos de Jango Fett ou só quer saber como ele virou o molde dos clones, o jogo acerta na nostalgia. Mas se a sua paciência para câmera birrenta e level design sem mapa é curta, melhor ir com o pé atrás. O remaster poliu o visual, mas não refez o esqueleto. e isso pode ser um tiro no pé para quem esperava um remake.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Antes de comprar, entenda: isso é um remaster, não um remake. A mesma estrutura de 2002, com controles modernizados e um visual mais limpo. mas ainda com arestas.
- A versão física da Limited Run é para quem quer o disco na estante. Se o que importa é só jogar, a digital entrega a mesma experiência por um custo menor.
- Prepare-se para reiniciar fases. Morra cinco vezes e volta ao começo. Checkpoints são raros, e a ausência de mapa faz você se perder em corredores que parecem iguais.
- Ideal para fãs de Star Wars que topam revisitar um clássico com todas as suas imperfeições. e não se importam de repetir seções por causa de uma câmera que esconde um abismo.
1. Star Wars: Bounty Hunter. Edição Limitada para PlayStation 5 (Limited Run Games)
Fonte: Amazon.com.brLimited Run Star Wars: Caçador de Recompensas (Jogos Nº 118) – para Playstation 5
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É um daqueles jogos que a gente queria que tivesse envelhecido melhor, mas não envelheceu. A história, prequela do Episódio II, mostra Jango Fett sendo contratado por Darth Tyranus para eliminar a dark Jedi Komari Vosa. Temuera Morrison dubla o personagem com a mesma presença de sempre, e a trilha ecoa Williams. tudo ambientado em seis capítulos com três fases cada. Você usa o scanner para caçar recompensas, decide se captura vivo ou morto, e desvenda os bastidores da criação dos clones. O lore é o que segura o jogo: expande o universo de um jeito que só fãs hardcore valorizam. No PS5, as texturas em alta resolução e a iluminação dinâmica dão nova cara aos cenários. A lanterna nova ajuda nos cantos escuros, e o DualSense brilha: gatilhos que pesam ao atirar, alto-falante que reproduz o bipe do scanner, barra de luz que muda com a vida. Tecnicamente, roda em 4K estável, carrega rápido. Mas o esqueleto de 2002 está lá: combate repetitivo, inimigos que demoram a cair, IA previsível. A câmera fixa te faz cair em buracos sem aviso. Checkpoints são raros. morra cinco vezes e é game over, reiniciando a fase. E não tem mapa. Você se perde. Inimigos infinitos spawnam sem parar, atrapalhando a exploração e a caça às 10 recompensas de cada fase. No fim, é uma carta de amor para saudosistas que aceitam as falhas. A edição física da Limited Run é um mimo: disco, caixa, e nas versões caras, SteelBook e pôster. Mas se você busca gameplay fluida e moderna, vai encontrar frustração. O jogo é o mesmo de 2002. só que mais bonito.
Prós
- Remaster visual competente com texturas e iluminação melhoradas
- Recursos do DualSense bem integrados (gatilhos, alto-falante, barra de luz)
- História interessante que expande o lore de Star Wars
- Skin de Boba Fett desbloqueável ao completar a campanha
Contras
- Level design confuso e mal sinalizado, sem mapa
- Câmera problemática, especialmente em momentos de plataforma
A nostalgia que veio para ficar (mas com limites)
A história de Jango Fett ganha camadas aqui: sua motivação, a parceria com Zam Wesell, o momento em que ele conquista a Slave I. Para quem consome a lore expandida, é um prato cheio. A Aspyr manteve cada cinemática, cada linha de diálogo. a narrativa original está intacta.
Visualmente, o remaster faz um trabalho honesto. Texturas em alta resolução, iluminação dinâmica que dá profundidade a cenários antes monótonos, e a lanterna nova que, apesar de simples, ajuda. O DualSense impressiona: gatilhos que pesam ao disparar, o bipe do scanner saindo do alto-falante do controle. Mas aí você precisa pular em uma plataforma, e a câmera teima em não mostrar o chão. Ou enfrenta um grupo de inimigos que spawnam do nada enquanto tenta escanear uma recompensa. A diversão esbarra no design antigo.
Gameplay datada: o calcanhar de Aquiles de Jango
O combate se resume a atirar em esponjas de bala enquanto tenta se esquivar com o jetpack. que tem combustível limitado e cooldown. A câmera, fixa em muitos momentos, esconde precipícios. Você cai, morre, e o checkpoint está longe. Morra cinco vezes na mesma fase e o jogo te manda de volta ao início.
A ausência de mapa é um pecado que se agrava com a quantidade de caminhos parecidos. Inimigos infinitos spawnam sem parar em várias salas, atrapalhando a exploração e a caça às recompensas. aquela lista de 10 procurados por fase se torna um martírio quando você não consegue nem olhar o scanner sem levar tiro. Exige paciência e memória, virtudes que nem todo jogador tem sobrando.
Para quem realmente faz sentido essa edição?
Para fãs de carteirinha e colecionadores. A Limited Edition da Limited Run Games é um objeto de desejo: disco sem trava de região, embalagem premium, e nas versões mais caras, SteelBook e pôster. Se você tem a estante decorada com action figures e quer adicionar um jogo do Jango Fett ao lado de Republic Commando, é aquisição certa.
A campanha principal dura umas 7h30, e ir para os 100% leva cerca de 11h30. tempo suficiente para matar a saudade, mas curto para quem quer um título principal. Só single-player, sem multiplayer. A rejogabilidade vem das recompensas secretas e da skin do Boba Fett. No fim, a versão digital (mais em conta) faz mais sentido para quem só quer jogar. A física é para quem entende que o valor está no objeto, não no software.
Perguntas frequentes sobre review Star Wars: Bounty Hunter Limited Edition PlayStation 5
O remaster altera o jogo original?
Não. A Aspyr manteve todo o conteúdo original, incluindo level design, missões e mecânicas. As mudanças são visuais (texturas, iluminação, lanterna) e de controle (opção moderna, DualSense). Nada de novo em termos de fases ou história.
Vale a pena para quem nunca jogou o original?
Depende. Se você curte Star Wars e não se importa com jogabilidade datada, a história e a ambientação são boas. Mas se você prioriza gameplay fluida e design moderno, talvez se frustre com a câmera e a falta de mapa.
Quanto tempo leva para zerar Star Wars: Bounty Hunter?
A campanha principal gira em torno de 7 a 8 horas. Fazer todas as missões secundárias e capturar todas as recompensas pode levar até 10 horas. Para os 100% (incluindo segredos), cerca de 11 horas e meia.
A versão física da Limited Run compensa financeiramente?
Compensa para colecionadores que valorizam o disco e os extras. Pelo preço mais alto, você leva uma edição limitada com certificado de autenticidade. Para quem só quer jogar, a versão digital é mais barata e oferece a mesma experiência.
O jogo tem suporte a troféus no PS5?
Sim, o remaster inclui uma lista de troféus, incluindo a cobiçada platina. Isso adiciona um incentivo extra para quem gosta de completar objetivos.
