Star Trek Resurgence no PS5: review com uma aventura fiel, mas cheia de arestas

A USS Resolute está à beira de uma guerra. De um lado, os Hotari; do outro, os Alydians. Você, como Primeira-Oficial Jara Rydek, precisa escolher cada palavra com cuidado. Um deslize e o conflito explode. É nesse fio de navalha que Star Trek Resurgence coloca o jogador. e é exatamente aí que o jogo brilha.

Mas nem tudo é paz na Frota. Desenvolvido por veteranos da Telltale, o jogo entrega uma narrativa densa e personagens cativantes. O problema? Uma chuva de QTEs, minigames que mais irritam do que divertem e uma versão de PS5 que, na prática, é o jogo de PS4 rodando por retrocompatibilidade. Sem carregamentos mais rápidos, sem uso do DualSense. A nostalgia conversa com a frustração o tempo todo.

A pergunta que fica: o que pesa mais? A emoção de reviver a Nova Geração com Spock e Riker, ou os tropeços técnicos que parecem vindos de outra era? A resposta depende de quanto você está disposto a relevar por uma boa história.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Narrativa interativa: prato cheio para quem adora escolhas que pesam e diálogos com consequências. Se prefere ação contínua, melhor passar longe.
  • Fã de Star Trek? O jogo respira a era pós-Nemesis, com aparições de Spock e Riker. Quem não é trekker pode não sentir o mesmo impacto.
  • Disponibilidade: removido das lojas digitais em abril de 2026. A única forma de conseguir é via mídia física, então a oferta é limitada.
  • Plataforma: a versão PS5 é retrocompatível. Não espere performance de nova geração. Se tiver PC, a versão de lá pode oferecer mais opções gráficas.

1. Review Star Trek: Resurgence (PS5). Narrativa fiel à franquia com tropeços técnicos

Você está na ponte, o Embaixador Spock ao lado, e um diplomata Hotari agitado. Cada linha de diálogo é um passo em fio de navalha. Star Trek Resurgence captura esse espírito como nenhum outro jogo recente. A história, situada após Nemesis, coloca você no controle de Jara Rydek e Carter Diaz, dois oficiais da USS Resolute. As decisões moldam relacionamentos e o desfecho. Ouvir Jonathan Frakes como Riker é um presente para qualquer trekker. Fora da cabine, a experiência range. Os QTEs são tantos que algumas sequências perdem o ritmo. um prompt atrasado e a imersão quebra. Minigames de pilotagem e stealth parecem mal calibrados, e o combate com faser é confuso, com inimigos surgindo após cutscenes. A versão PS5 roda por retrocompatibilidade, sem melhorias visuais ou de desempenho. Bugs de sincronia labial e alguns crashes completam o quadro. Ainda assim, a campanha de 10 a 12 horas oferece uma jornada que vale a pena para fãs dedicados. As escolhas têm peso emocional, e o final varia conforme suas ações. Não é um jogo para quem busca ação frenética ou gráficos de ponta, mas para quem quer viver uma boa história de Jornada nas Estrelas, é uma das melhores opções disponíveis. desde que você tolere os defeitos.

Prós

  • Narrativa cativante e fiel ao espírito de Star Trek
  • Personagens bem escritos e decisões com impacto real
  • Participação de Spock e Riker com atuação de voz de qualidade
  • Duração adequada para o gênero, entre 10 e 12 horas

Contras

  • Excesso de QTEs e minigames frustrantes (stealth e pilotagem)
  • Versão PS5 é retrocompatível, sem melhorias de nova geração

Uma história à altura da Frota Estelar

Esqueça explosões a cada esquina. Star Trek Resurgence aposta no que a franquia tem de melhor: conflitos diplomáticos, dilemas éticos e aquele peso de tomar decisões que afetam todo um sistema. A trama coloca você no comando de duas missões paralelas. uma a bordo da USS Resolute, outra em solo alienígena. e cada escolha altera o rumo da narrativa. Há momentos de silêncio que pesam mais que qualquer batalha, como quando o Embaixador Spock questiona suas motivações. É Star Trek puro.

O roteiro é bem amarrado e respeita o cânone, situando-se após Star Trek: Nemesis. Para quem cresceu com a Nova Geração, ver aquele uniforme DS9 e ouvir a voz de Riker é um conforto imediato. Os dois protagonistas, Jara e Carter, têm personalidades distintas e suas histórias se entrelaçam de forma natural. O jogo também não faz questão de esconder as consequências: um menu dedicado mostra o status dos seus relacionamentos e como a tripulação reage a você.

Jogabilidade: entre o acerto e o tropeço

No papel, a variedade é bem-vinda. Você pilota ônibus por campos de asteroides, escaneia ruínas com o tricorder, tenta passar despercebido em sequências furtivas e, claro, atira com o faser em momentos de conflito. Na prática, poucas dessas mecânicas funcionam bem. Os minigames de pilotagem são imprecisos, o stealth parece preguiçosamente implementado e os QTEs aparecem em profusão. às vezes com prompts tão demorados que quebram o ritmo.

O combate com faser é o ponto mais baixo. Inimigos surgem em meio a cutscenes, o controle é confuso e a sensação é de que você mais atrapalha do que ajuda. Felizmente, as seções de tiroteio são curtas. O que salva a jogabilidade são os diálogos: as conversas têm temporizador e cada resposta pode abrir ou fechar portas. É nesses momentos que o jogo brilha, lembrando que a melhor arma de um oficial da Frota é a inteligência.

Para quem realmente faz sentido?

Esta não é uma recomendação para todos. Se você não é fã de Star Trek, provavelmente vai estranhar o ritmo lento, a ausência de ação constante e os problemas técnicos. O jogo é feito sob medida para trekkers, especialmente os que acompanharam a Nova Geração. A nostalgia aqui é uma ferramenta, não um truque. Cada referência, cada uniforme, cada frase de efeito tem peso.

Para quem busca uma aventura narrativa com escolhas reais, mesmo sem conhecer a fundo a franquia, ainda há valor. Mas é preciso paciência para lidar com os defeitos. Não espere gráficos de ponta ou performance perfeita. espere uma boa história contada com os recursos que deram. E, com a remoção das lojas digitais, a edição física se torna a única porta de entrada. Se você encontrar um disco por um preço justo e se encaixa no perfil, vale o embarque.

Perguntas frequentes sobre review Star Trek: Resurgence PlayStation 5

Star Trek Resurgence tem versão nativa para PS5?

Não. A versão de PlayStation 5 é o jogo de PS4 rodando por retrocompatibilidade. Não há melhorias como carregamento mais rápido ou suporte ao DualSense.

Quanto tempo dura a campanha?

A história principal leva entre 10 e 12 horas. Para ver tudo, incluindo finais alternativos, espere cerca de 18 horas.

As escolhas realmente importam?

Sim. Suas decisões afetam relacionamentos com a tripulação e o desfecho da história. Há múltiplos finais e algumas escolhas têm consequências drásticas.

O jogo tem muitos bugs?

Há relatos de bugs e problemas de sincronia labial, especialmente na versão de PS5. Nada que impeça a conclusão, mas pode incomodar.

Ainda é possível comprar o jogo?

As cópias digitais foram removidas das lojas em abril de 2026. Restam apenas edições físicas, que podem estar em estoque limitado.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.