Split Fiction no PS5: cooperação criativa que não dá descanso

Você nunca jogou nada parecido. Em minutos, está controlando um porco que solta gases para impulsionar o parceiro e, logo depois, pilotando uma hoverboard em um circuito digno de Tony Hawk. Split Fiction não se repete: cada capítulo é uma surpresa, uma nova mecânica, um novo golpe de criatividade. E o PS5 aguenta tudo com 4K dinâmico, 60 fps firmes e o DualSense vibrando a cada golpe de katana.

Mas atenção: isso não é um jogo para relaxar. A Hazelight exige coordenação, paciência e um parceiro disposto a falar e ouvir. Chefes caóticos, plataformas que pedem sincronia milimétrica e mortes que punem os dois de uma vez. Se você tem esse amigo, prepare-se para uma das experiências mais marcantes dos últimos anos. Se não, talvez seja melhor procurar outra aventura.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Jogo exclusivamente cooperativo: sem single-player. Você precisa de um amigo para jogar, localmente ou online.
  • Friend's Pass permite que um amigo baixe e jogue gratuitamente com você, sem precisar comprar o jogo.
  • Dificuldade mais alta que It Takes Two: chefes podem ser caóticos e exigem coordenação.
  • Crossplay entre PS5, Xbox Series X|S e PC: funciona bem, mas prefira conexão com fio para evitar latência.
  • Campanha principal leva de 10 a 15 horas; com side stories, até 16 horas. Para 100%, cerca de 20 horas.

1. Split Fiction PlayStation 5 – Aventura Cooperativa Inesquecível

Mio empunha uma katana; Zoe se transforma em ponte. Desde o primeiro nível, as habilidades são assimétricas e os quebra-cabeças exigem que os dois jogadores combinem poderes. A Hazelight refinou o design cooperativo a ponto de forçar diálogo e sincronia. e isso é o que torna cada vitória tão satisfatória. São oito capítulos principais e mais de vinte side stories, cada um com mecânicas próprias: você pode estar montado em um dragão em um minuto e deslizando em uma hoverboard no outro. As referências a clássicos como Crash Bandicoot, Donkey Kong Country e até Contra aparecem de forma orgânica, sem soar forçado. A narrativa começa lenta, com diálogos expositivos, mas ganha profundidade emocional ao abordar luto, criatividade e crítica à inteligência artificial generativa. O final é de tirar o fôlego. Tecnicamente, o PS5 não decepciona. Resolução 4K dinâmica, 60 fps constantes (sem ray tracing), carregamentos quase instantâneos e uso exemplar do DualSense. A trilha sonora é marcante e os efeitos sonoros imersivos. As opções de acessibilidade são robustas: modo daltônico, textos maiores, redução de dano e checkpoint mais generosos. Tudo pensado para que mais pessoas possam aproveitar. Mas a dificuldade dos chefes pode frustrar. Projéteis voam para todos os lados e uma morte pode levar o parceiro junto, gerando estresse. O checkpoint, embora generoso na maioria das vezes, às vezes falha quando um jogador cai do mapa, e a tela dividida é apenas horizontal, sem opção vertical. Além disso, o início da história é um pouco arrastado e alguns diálogos soam clichês. São tropeços pequenos diante de um acerto grandioso, mas existem. Para quem busca um jogo cooperativo que surpreende a cada esquina, Split Fiction é obrigatório. O Friend's Pass facilita o convite, e o crossplay amplia as opções. Se você tem um parceiro paciente e comunicativo, não pense duas vezes. Se prefere jogar no seu ritmo ou sozinho, talvez seja melhor buscar outra aventura.

Prós

  • Cada fase introduz mecânicas novas, sem repetição; a criatividade é constante.
  • Design cooperativo refinado: assimetria entre personagens exige comunicação e coordenação.
  • Performance impecável no PS5: 4K dinâmico a 60 fps com feedback tátil do DualSense.
  • ótimas opções de acessibilidade: modo daltônico, redução de dano, textos maiores.
  • Friend's Pass e crossplay facilitam jogar com amigos sem custo extra.

Contras

  • Dificuldade elevada em chefes, com projéteis caóticos que podem frustrar.
  • Checkpoints podem ser problemáticos quando um parceiro cai do mapa.

Inovação sem repetição: cada fase é uma surpresa

Você está controlando um porco peidão que serve de propulsão para sua parceira. No capítulo seguinte, já está deslizando em uma hoverboard com obstáculos dignos de corrida arcade. A Hazelight não tem medo de mudar o gênero a cada meia hora: plataforma, corrida, luta de chefes, quebra-cabeças lógicos e até minigames competitivos. As side stories são pérolas: uma coloca um jogador pilotando um dragão enquanto o outro atira com uma metralhadora. É absurdo, hilário e funciona.

Essa variedade exige que os jogadores estejam abertos a aprender constantemente. A curva de aprendizado é íngreme, especialmente nos chefes. Cada novo poder é introduzido de forma orgânica, mas dominar a sincronia com o parceiro demanda prática. Quem não gosta de se adaptar rápido pode se sentir sobrecarregado. Mas para quem adora ser surpreendido, não há jogo melhor no momento.

Narrativa e emoção: do clichê ao arrebatador

A história começa com um cenário batido: duas escritoras presas em uma máquina que rouba ideias. Os primeiros diálogos são expositivos e artificiais. Mas conforme o jogo avança e as side stories revelam as motivações pessoais de Mio e Zoe, a trama ganha camadas emocionais. A crítica à inteligência artificial generativa é oportuna e bem integrada: o vilão não é apenas um inimigo, mas uma metáfora para a falta de originalidade. O final emociona de verdade.

Há quem critique a escrita como clichê, e é verdade que algumas linhas são previsíveis. Mas o carisma das protagonistas e a direção de Josef Fares elevam o conjunto. As referências pop culture e os momentos de humor aliviam a tensão. No fim, Split Fiction conta uma história sobre criatividade e parceria de forma convincente, mesmo que o início tropece.

Desempenho e acessibilidade no PS5

Tecnicamente, Split Fiction é um show no PS5. A resolução 4K dinâmica mantém a imagem nítida, e os 60 fps são sólidos mesmo nas cenas mais caóticas. Os carregamentos são instantâneos, e o uso do DualSense é exemplar: cada golpe de katana, cada transformação, cada gatilho tensionado passa uma sensação tátil que aumenta a imersão. Sem ray tracing, mas o estilo artístico compensa com cores vivas e variedade de cenários.

A acessibilidade merece destaque. Há opção de reduzir dano recebido, pular checkpoints, ativar modo daltônico e aumentar textos. Isso torna o jogo mais inclusivo para pessoas com limitações ou que simplesmente querem uma experiência menos punitiva. O online funciona bem, mas jogar no mesmo sofá ainda é a melhor forma de aproveitar a comunicação e as reações em tempo real.

Perguntas frequentes sobre review Split Fiction PlayStation 5

Split Fiction tem modo single-player?

Não. O jogo é exclusivamente cooperativo, local ou online. Você precisa de um parceiro para jogar, mas o Friend's Pass permite que um amigo jogue gratuitamente.

Quanto tempo dura a campanha de Split Fiction?

A campanha principal leva de 10 a 15 horas. Com as side stories, sobe para 14 a 16 horas. Para zerar 100%, prepare-se para cerca de 20 horas.

É possível jogar Split Fiction online com um amigo que não tem o jogo?

Sim. O Friend's Pass permite que um amigo baixe e jogue a versão completa gratuitamente, desde que você tenha o jogo. Funciona tanto no mesmo console quanto online.

Split Fiction é mais difícil que It Takes Two?

Sim. Em geral, Split Fiction tem chefes mais caóticos e exige reflexos mais rápidos. A dificuldade é maior, mas há opções de acessibilidade para reduzir dano.

Split Fiction no PS5 aproveita os recursos do DualSense?

Sim. O jogo usa feedback tátil e gatilhos adaptáveis de forma refinada, aumentando a imersão em golpes, platforming e ações especiais.

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Especialista editorial

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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