Sonic Racing: CrossWorlds: o arcade mais veloz e criativo do Sonic no PS5

Pisar no acelerador em Sonic Racing: CrossWorlds é quase um ato reflexo. Em segundos, você já está derrapando em curvas fechadas, acumulando boost em três níveis enquanto um rival cola na traseira. A diferença? Na segunda volta, um anel brilhante surge à frente. O líder escolhe entre dois portais, e todo mundo é transportado para uma dimensão completamente diferente: lava, gelo, espaço. A pista se transforma, a música muda, e você precisa se adaptar na hora. É caótico, é imprevisível, e é exatamente o que um arcade racer deveria ser.

A Sonic Team não tentou reinventar a roda, mas colocou um motor turbo nela. CrossWorlds pega a base de Sonic & All-Stars Racing Transformed e adiciona uma camada de viagem dimensional que mantém cada corrida imprevisível. O drift é a alma do jogo: errar o timing custa tração, mas acertar uma sequência de curvas com boost nivel 3 é uma das sensações mais satisfatórias do gênero. Junte a isso um sistema de personalização que permite montar o veículo peça por peça, escolher gadgets que funcionam como perks, e você tem um jogo que recompensa tanto a habilidade na pista quanto a experimentação fora dela.

Claro, nem tudo são rings dourados. O modo single-player é enxuto. nada de história, apenas um Grand Prix com rivais que provocam e um punhado de copas. O grind para desbloquear customizações é real, e em algumas pistas o excesso de efeitos visuais borra o que deveria ser nítido. Ainda assim, para quem busca corridas rápidas, disputas online com cross-play e personalização que prende por horas, CrossWorlds entrega. Não é o jogo perfeito, mas é o kart racer mais empolgante que o Sonic já teve.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Multiplayer é o foco: se você joga sozinho e quer uma campanha rica, o conteúdo single-player pode decepcionar.
  • Personalização profunda: o jogo oferece dezenas de veículos, peças combináveis e gadgets. Perfeito para quem gosta de ajustar cada detalhe.
  • Grind para desbloqueios: prepare-se para repetir corridas se quiser liberar todas as opções de customização.
  • Cross-play funcional: jogue com amigos em qualquer plataforma, sem restrições.
  • Desempenho no PS5: o modo desempenho mantém 60fps na maior parte do tempo, com pequenas quedas nas transições dos portais.

1. Sonic Racing: CrossWorlds para PlayStation 5. Review do arcade racer da Sonic Team

Sonic Racing: CrossWorlds é um arcade racer que entendeu o recado. A velocidade é absurda, o drift recompensa timing e a mecânica dos CrossWorlds transforma cada corrida em algo novo. Você pode montar seu veículo com partes de diferentes karts, escolher entre mais de 70 gadgets que alteram a jogabilidade, e correr em 39 pistas (24 normais + 15 dimensões). O modo Grand Prix tem oito copas com rivais que provocam e disputam ponto a ponto. O multiplayer local para quatro jogadores e online para 12 com cross-play funciona bem, mas o single-player sente falta de um modo história mais robusto. O grind para desbloquear itens é real, e os controles de barco e avião são menos precisos que o carro. Ainda assim, para quem quer um kart racer veloz, cheio de personalização e com multiplayer caótico, CrossWorlds é uma escolha fácil. No PS5, roda a 60fps na maior parte do tempo, com quedas apenas nas transições dos portais.

Prós

  • Sensação de velocidade excepcional, com drift recompensador em três níveis de boost
  • Mecânica CrossWorlds inovadora: portais na segunda volta mudam completamente o cenário e a música
  • Personalização profunda de veículos: combine partes, cores, decalques e mais de 70 gadgets
  • Multiplayer cross-play para 12 jogadores e tela dividida local para 4
  • Trilha sonora energética e nostálgica, que muda nos CrossWorlds

Contras

  • Conteúdo single-player limitado, sem modo história
  • Grind excessivo para desbloquear customizações e gadgets

Jogabilidade: drift, velocidade e portais dimensionais

Você acelera, derrapa em cada curva para encher o boost, e solta na hora certa para ganhar um impulso que pode te levar três posições à frente. O drift tem três níveis de carga, e acertar o nível máximo exige prática. Quando você consegue, a sensação é de domínio total sobre o kart. As pistas se transformam entre carro, barco e avião, e cada modo exige adaptação: o barco usa um salto carregado, o avião tem controle vertical. A transição entre eles é fluida, mas os comandos aquáticos e aéreos são menos precisos que o drift do carro.

Os Travel Rings aparecem na segunda volta. O líder da corrida vê duas opções de CrossWorld e escolhe uma. Instantaneamente, todos os corredores são transportados para um cenário completamente diferente: pode ser uma caverna de lava, uma estação espacial ou um deserto congelado. A música muda, os obstáculos são novos, e a pista original volta na terceira volta com alterações. Essa mecânica quebra a monotonia e força você a repensar a estratégia na hora. É um caos controlado que torna cada corrida única.

Os itens são variados: mísseis, escudos, campos de minas e o novo Monster Truck, que transforma o kart em um veículo gigante que atropela oponentes. Ele é poderoso, mas pode ser frustrante quando usado contra você. As cápsulas de itens não são limitadas por posição, então qualquer um pode pegar um Monster Truck e virar a corrida de cabeça para baixo. Isso mantém as disputas imprevisíveis até a linha de chegada.

Personalização e gadgets: monte o kart dos seus sonhos

CrossWorlds leva a customização a um nível que poucos kart racers tentaram. São 45 veículos base, mas você pode misturar partes de diferentes karts: trocar a carroceria, as rodas, o para-choque, a asa traseira. Tudo isso afeta as estatísticas de velocidade, aceleração, potência, manuseio e boost. Além disso, há mais de 70 gadgets que funcionam como perks equipáveis: desde um impulso extra ao colidir até um escudo que dura mais tempo. Você pode equipar até três gadgets por corrida, escolhendo entre os que desbloqueou.

O problema é que desbloquear tudo exige grind. A moeda do jogo são os Donpa Tickets, ganhos ao completar corridas e desafios. Para liberar as peças mais raras, você vai precisar repetir copas várias vezes. O sistema de rivais no Grand Prix adiciona um incentivo extra: derrotar todos os 23 rivais desbloqueia o Super Sonic. O caminho até lá é longo. Para quem curte personalização, o esforço compensa; para quem quer só correr, pode soar como trava.

Os gadgets também têm balanceamento questionável. Alguns são claramente mais úteis que outros, e você vai acabar usando sempre os mesmos. Ainda assim, a liberdade de montar um kart com foco em velocidade pura ou em defesa é um diferencial que aumenta a rejogabilidade.

Conteúdo e modos: Grand Prix, online e Race Park

Oito copas de quatro corridas cada. Esse é o coração do single-player no Grand Prix. Cada copa tem um tema e um rival designado, que provoca e disputa diretamente com você. As dificuldades variam de Normal a Super Sonic. Nas mais altas, os adversários erram menos e usam itens com mais agressividade. As últimas copas são realmente desafiadoras, sem barreiras de proteção nas curvas. Além disso, há o Time Trial para bater recordes e o Race Park, um modo festa com objetivos variados como coletar anéis ou usar itens em equipe.

O multiplayer é onde o jogo brilha. Online para 12 jogadores com cross-play entre todas as plataformas funciona de forma estável, com partidas rápidas e pouco lag. A tela dividida local para quatro jogadores é um acerto: perfeito para o sofá. O modo Race Park é especialmente divertido em grupo, com eventos que fogem da corrida tradicional. A crítica que fica é que os modos online poderiam ter mais variedade (falta um modo competitivo por temporada, por exemplo), mas o que está aqui já sustenta horas de diversão.

As 24 pistas principais são baseadas em fases clássicas do Sonic, desde Green Hill até Chemical Plant, além de cenários inéditos. Os 15 CrossWorlds trazem ambientes como lava, espaço e gelo, cada um com obstáculos únicos. A variedade é grande, mas algumas pistas sofrem com poluição visual: excesso de partículas e efeitos que dificultam enxergar obstáculos. Ainda assim, a sensação de nostalgia ao passar por cenários de Sonic Unleashed ou Sonic Generations é um plus para fãs.

Desempenho no PS5: fluido, com alguns tropeços

No PS5, CrossWorlds oferece dois modos gráficos. O modo Qualidade renderiza em 4K a 30fps, com mais detalhes e efeitos. O modo Desempenho prioriza os 60fps, com resolução dinâmica. Na prática, o modo Desempenho é o mais indicado: a fluidez do drift e das transformações fica muito mais responsiva. As quedas de frame aparecem principalmente nas transições dos portais, quando o cenário carrega instantaneamente: um pequeno engasgo que dura menos de um segundo, mas perceptível. No modo Qualidade, essas quedas são mais frequentes.

Os carregamentos são rápidos, graças ao SSD. Entrar e sair de corridas é quase instantâneo. O jogo roda na Unreal Engine 5, e isso se nota na qualidade dos reflexos e iluminação, embora o excesso de blur (especialmente em movimento) possa incomodar. No geral, a experiência é sólida e consistente na maior parte do tempo. Para quem prioriza desempenho, o modo a 60fps entrega o que promete.

Perguntas frequentes sobre review Sonic Racing: CrossWorlds () PlayStation 5

Sonic Racing: CrossWorlds tem modo história?

Não. O jogo não possui um modo história tradicional. O conteúdo single-player se concentra no Grand Prix, com oito copas e um sistema de rivais, além do Time Trial e do Race Park. A narrativa é mínima, resumida a provocações dos rivais.

O jogo tem cross-play?

Sim. O multiplayer online suporta cross-play entre todas as plataformas (PS5, PS4, Xbox Series, Xbox One, Nintendo Switch e PC). Você pode correr com amigos independentemente do console que usam.

Quantas pistas e personagens estão disponíveis?

São 24 pistas principais e 15 CrossWorlds (pistas alternativas acessadas via portais), totalizando 39 cenários. O elenco base tem mais de 23 personagens, incluindo convidados como Curinga, Hatsune Miku e Ichiban Kasuga, que chegam via atualizações gratuitas. Há também DLCs pagos com Pac-Man, Bob Esponja e outros.

Vale a pena para quem joga sozinho?

Depende. Se você busca uma campanha rica com história, pode se decepcionar. O Grand Prix é divertido, mas o grind para desbloquear itens e a falta de narrativa podem tornar a experiência repetitiva. Para quem curte corridas arcade e personalização, ainda há horas de diversão, mas o foco do jogo é claramente o multiplayer.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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