Dez minutos em Sker Ritual e já dá pra sentir a pegada: abrir portas trancadas enquanto uma horda de Quiet Ones surge de todos os lados, o dinheiro pingando pra comprar munição e aquele desespero gostoso de encontrar um Milagre no último segundo. O jogo da Wales Interactive não esconde as referências. é uma carta de amor ao modo Zombies de Call of Duty, com personalidade própria e um pé no terror folk galês.
Mas nem tudo são flores na Ilha de Sker. Se o cooperativo com amigos rende momentos insanos de diversão, o modo solo pode virar um exercício de paciência. E no PS5, alguns tropeços técnicos e um matchmaking demorado acabam freando o ritmo. A pergunta que fica: para quem esse FPS de hordas realmente encaixa?
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Sker Ritual foi feito para o online. Sozinho, a diversão vira resistência. a dificuldade escala de forma injusta e o jogo cobra um timing que só existe em grupo.
- Quatro mapas com objetivos variados e segredos. A campanha principal rende umas 9 horas, mas quem busca a platina e a God Gun pode gastar 34 horas tranquilamente.
- No PS5, o desempenho segura bem na maior parte do tempo, mas engasga em explosões e hordas grandes. Bugs pontuais rolam, mas não estragam a farra coletiva.
- Crossplay só entre Xbox e PC. Se você joga no PS5, vai interagir apenas com outros donos do console.
1. Sker Ritual para PlayStation 5. FPS cooperativo de hordas
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Sker Ritual entrega o que promete: uma recriação fiel do loop de Call of Duty Zombies, com direito a hinos galeses e uma galeria de criaturas do folclore. O dinheiro pinga, as portas se abrem, e os Milagres (os perks da vez) aparecem nos momentos certos. Com um grupo de quatro, a experiência flui. cada inimigo exige uma reação diferente, e os mapas labirínticos escondem segredos que valem a caça. Mas jogar solo é outro papo. A dificuldade sobe de forma desproporcional, e o matchmaking no PS5 demora mais do que o aceitável. Você pode passar minutos procurando partida e acabar sozinho no mapa. A reutilização de cenários e a mesmice dos objetivos (colete X, ative Y) cansam mais rápido. Ainda assim, a God Gun e os Easter Eggs são um incentivo e tanto para quem gosta de explorar cada canto. No balanço, Sker Ritual é uma compra certeira para quem tem amigos no mesmo barco. Solo ou com paciência zero para bugs? Melhor esperar.
Prós
- Jogabilidade de tiro responsiva e sistema de progressão clássico que funciona bem em grupo
- Atmosfera tensa com trilha sonora de hinos galeses e referências folclóricas
- Objetivos secretos e God Gun desbloqueável que incentivam a rejogabilidade
Contras
- Matchmaking demorado e dificuldade em encontrar grupos no PS5
- Modo solo desbalanceado e frustrante em dificuldades mais altas
Um presente para os saudosistas do modo Zombies
Quem passou horas em Kino der Toten ou correndo em círculos no Ascension vai se sentir em casa. A estrutura é a mesma: ondas, dinheiro, perks e objetivos que brotam conforme o grupo avança. O toque galês aparece nos Milagres (bênçãos celtas) e nos mapas com nomes como Terras Amaldiçoadas de Lavernock e Fortaleza do Amante Mortal.
A movimentação é fluida, os controles no PS5 respondem bem, e o DualSense treme de leve quando um Quiet One explode perto. E não são zumbis comuns: alguns correm, outros explodem, e os elites exigem tática. A IA cerca o jogador com inteligência, forçando comunicação.
O problema é quando o grupo não está completo. O matchmaking no PS5 demora mais do que deveria, e muitas vezes você entra em partidas vazias. Jogar solo é possível, mas a dificuldade escala de forma injusta. a sensação é que o jogo foi pensado para quatro, e sozinho vira um teste de paciência. Se você tem amigos com o jogo, a experiência é outra; se depende de aleatórios, pode enfrentar filas longas.
Conteúdo oculto que vale a pena
Os segredos salvam a repetição. Cada mapa tem objetivos ocultos. encontrar estátuas, escoltar um cordeiro, usar um nuke em um local específico. que desbloqueiam a lendária God Gun, uma arma que transforma a partida em um power trip. Para quem gosta de caçar Easter Eggs, há horas de diversão aqui.
A platina leva entre 20 e 30 horas, com uma dificuldade 6/10. Não há troféus perdíveis, o que é um alívio. O Sker Pass e as DLCs cosméticos (como a máscara Draig Terror) adicionam variedade visual, mas não impactam o gameplay.
A duração total é honesta: cerca de 9 horas para ver os créditos, e até 34 para quem quer completar tudo. Para o preço médio, o conteúdo está na medida certa. especialmente se você for um completista.
Performance e bugs: o calcanhar de Aquiles no PS5
A versão de PlayStation 5 roda com resolução dinâmica e Ray Tracing ativo, criando uma iluminação atmosférica. Na maioria do tempo, o jogo mantém uma taxa de quadros estável. Mas quando a tela enche de inimigos e efeitos, é possível sentir algumas engasgadas. Nada que quebre a experiência, mas perceptível.
Além disso, alguns jogadores relataram bugs como o personagem atravessar paredes ou um crash após os créditos. Na nossa análise, não enfrentamos nada grave, mas é um ponto de atenção. A Wales Interactive já lançou algumas atualizações, e a expectativa é que esses problemas sejam corrigidos com o tempo.
No geral, a performance não é um motivo para evitar o jogo. especialmente se você joga em grupo e foca na diversão. Mas para quem é sensível a quedas de frame, vale ficar de olho em patches futuros.
Perguntas frequentes sobre review Sker Ritual / PlayStation 5
Sker Ritual tem campanha single-player?
Sim, é possível jogar sozinho, mas o jogo é claramente projetado para o cooperativo. No solo, a dificuldade aumenta e a experiência pode se tornar frustrante. Recomendado para quem tem amigos para jogar junto.
O jogo tem crossplay?
Sim, entre Xbox e PC. Infelizmente, o PS5 não está incluído no crossplay, então você só joga com outros usuários do PlayStation.
Quantos mapas estão disponíveis?
Quatro mapas no lançamento: Terras Amaldiçoadas de Lavernock, Cinzas do Hotel Sker, Esgotos da Morte e Fortaleza do Amante Mortal. Cada um tem objetivos principais e secundários.
O desempenho no PS5 é bom?
Na maior parte do tempo sim, com boa iluminação e Ray Tracing. Mas pode ter quedas de quadro em momentos de muita ação e alguns bugs pontuais. Nada que comprometa a diversão em grupo.
Vale a pena para fãs de Call of Duty Zombies?
Com certeza. É a alternativa mais próxima e acessível ao modo clássico, com personalidade própria e conteúdo secreto. Se você joga em grupo, é compra certa.
