Poucos jogos transformam uma derrota frustrante em um convite para tentar de novo. Shogun Showdown é um deles. Da mente de um desenvolvedor solo italiano, o jogo chega ao PlayStation 5 depois de uma jornada vitoriosa no Early Access do Steam: mais de 2.300 avaliações com 96% positivas e 250 mil downloads. A versão física traz um brinde esperto. um conjunto de adesivos pixel art que casa com o visual. Mas o que importa é o que acontece na tela.
O jogo não perde tempo com apresentações. Você controla um guerreiro em um tabuleiro unidimensional de 5 a 9 espaços. Cada turno exige uma decisão: andar, girar, preparar um ataque ou executar o que já está na fila. É roguelike com construção de deck, mas o baralho são tiles de ataque com dano, alcance e recarga. A promessa é de partidas curtas, e o loop vicia rápido. Se você morrer. e vai morrer -, o progresso permanente mantém a chama acesa.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Shogun Showdown é combate tático por turnos com roguelike e construção de deck. Cada partida é uma corrida por nodes com batalhas, lojas e altares de upgrade.
- São cinco personagens jogáveis (Wanderer é o inicial) com habilidades e ataques próprios. Duas moedas: ouro (gasto durante a run) e caveiras (desbloqueios permanentes).
- Localização completa em português brasileiro, menus e descrições. Ideal para quem prefere jogar no idioma nativo.
- A versão física de PS5 inclui disco e adesivos pixel art. A digital já está disponível desde setembro de 2024.
- Espere um desafio alto. Os primeiros chefes vão exigir paciência e análise de padrões. Cada morte ensina algo novo sobre posicionamento e timing.
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Você está encurralado entre dois inimigos. Um prepara um ataque de longo alcance, o outro avança. Você tem um turno para decidir: recuar ou arriscar um combo que limpa um lado, mas invoca reforços. Essa tensão define Shogun Showdown. A premissa é simples, mas a profundidade estratégica é rara. Cada tile de ataque tem alcance, dano e cooldown. Posicionamento não é só vantagem. é sobrevivência. Os inimigos mostram o que vão fazer, e você precisa reagir antes. Criar um combo perfeito que elimina três inimigos de uma vez é recompensador, mas perigoso: combos chamam reforços imediatos. Então você aprende que segurar o ataque é a melhor jogada. A progressão é o motor que mantém o ciclo funcionando. Acumule caveiras e gaste em upgrades permanentes: novos personagens, ataques e habilidades. Cada personagem tem uma carga inicial diferente: o Wanderer é equilibrado, mas desbloquear o Ninja ou o Samurai abre possibilidades táticas completamente novas. As runs levam de 20 a 40 minutos, e a duração total fica entre 10 horas (história principal) e 57 (completista). Para um roguelike, é um tempo justo, e a variedade de situações garante que dificilmente duas partidas sejam iguais. Visualmente, Shogun Showdown é um colírio. O pixel arte é detalhado, com vagalumes, cerejeiras e uma paleta que mescla vermelho, preto e azul profundo. A trilha sonora de Oscar di Mondogemello mistura instrumentos japoneses clássicos com batidas modernas, e encaixa perfeitamente no clima de cada batalha. No PS5, o jogo roda liso, sem engasgos. A adaptação dos controles leva um tempinho. os gatilhos para movimento e o menu com analógico esquerdo não são tão intuitivos no início -, mas depois de algumas partidas a fluidez aparece. O calcanhar de Aquiles do jogo é a ausência de uma história bem estruturada. O que existe é pano de fundo minimalista: você precisa derrotar o Shogun. Ponto. Quem busca narrativa vai se decepcionar. Além disso, a dificuldade é real. Mesmo com as intenções dos inimigos visíveis, os primeiros chefes podem parecer intransponíveis. E o sistema de loja de upgrades permanentes mostra apenas ícones, sem descrições. você compra meio no escuro até decorar o que cada um faz. São arestas que não quebram o jogo, mas atrapalham a primeira impressão. No fim, Shogun Showdown entrega exatamente o que promete: um roguelike tático de altíssimo nível, com loops viciantes, desafio honesto e uma estética que hipnotiza. A versão física para PS5 chega como uma opção para quem quer ter o disco na estante, mas a experiência brilha tanto no digital quanto no físico. Se você curte Slay the Spire, Into the Breach ou qualquer jogo que exija pensar antes de agir, está em casa.
Prós
- Combate tático recompensador com ênfase em posicionamento e timing
- Pixel arte de alto nível com atmosfera feudal japonesa
- Alta replayabilidade: cinco personagens, upgrades variados e runs imprevisíveis
- Localização completa em português brasileiro
- Trilha sonora excelente que casa com o clima do jogo
Contras
- Ausência de história estruturada pode desanimar quem busca narrativa
- Dificuldade elevada, especialmente nos primeiros chefes
Combate que exige concentração e recompensa ousadia
O grande trunfo está no loop de combate. Você sempre sabe o que o inimigo vai fazer no próximo turno. um flash amarelo indica ataque iminente -, mas o desafio é reagir dentro do limite de ações. Cada turno permite mover, girar, preparar um tile ou executar até três ataques enfileirados. O posicionamento não é só sobre distância: armas como a katana têm alcance curto, o shuriken atinge longe, e o tetsubo causa dano em área. Fogo amigo existe e pode ser usado a seu favor. Numa cena comum, você está encurralado entre um guerreiro de longo alcance e um que avança. Recuar? Arriscar um combo que limpa um lado mas atrai mais inimigos? A decisão depende do seu deck de tiles no momento.
A física das colisões não existe, mas o tabuleiro unidimensional força uma leitura que lembra xadrez simplificado. O segredo está em explorar o limite de inimigos por tela (de 3 a 6). Se você estagna, pode esperar os tiles recarregarem. Se avança demais, os combos disparam reforços. Aprender esse balanço é o que separa uma morte precoce de uma run que chega ao Shogun.
Progressão que prende, mas com um ou dois atalhos obscuros
Morrer em Shogun Showdown não é o fim. Cada partida rende caveiras. a moeda permanente. que destravam novos personagens, ataques e habilidades no hub. São cinco classes jogáveis, cada uma com um estilo: o Wanderer é versátil, o Ninja foca em mobilidade, o Samurai em dano pesado. A variedade de tiles é grande, com efeitos elementais (raio, veneno) e modificadores de movimento (dasher, troca, agarra). O problema é que a loja de upgrades mostra apenas o ícone, sem descrição. Você compra no escuro até decorar o que cada caveira desbloqueia. Uma escolha de design que atrapalha mais do que deveria.
Fora isso, o fluxo de progressão é satisfatório. A cada vitória contra um chefe, a dificuldade aumenta, e novos nodes aparecem no mapa. Lojas entre batalhas permitem ajustar o deck, e altares oferecem upgrades nos tiles (redução de cooldown, dano extra, efeitos elementais). A sensação de construir uma build que funciona contra o Shogun é viciante. E quando você finalmente derruba o chefe, a vontade é de começar outra run imediatamente.
O preço da perfeição: dificuldade e ausência de história
Shogun Showdown não segura na mão de ninguém. As primeiras horas são um massacre. Você vai morrer dezenas de vezes antes de entender o ritmo. Os chefes têm padrões únicos, e um erro de posicionamento custa metade da vida. Para quem curte desafio, é um prato cheio. Para quem quer algo mais relaxado, a frustração pode bater forte. A falta de história também pesa. Não espere cutscenes ou lore rica. o que existe é o suficiente para justificar a ação. O foco total está na jogabilidade, e isso é uma escolha editorial clara.
Outro ponto de atenção é o limite de 20 minutos para algumas conquistas. Para um jogo por turnos, parece apertado, mas com prática é factível. No geral, Shogun Showdown é um jogo que sabe o que é e entrega com sobras. A edição física para PS5, com adesivos e estojo, é um mimo para colecionadores. Mas a essência do jogo. o loop tático, a pixel arte linda, a trilha hipnótica. já está toda na versão digital. Se você gosta de pensar antes de agir e não tem medo de recomeçar, prepare-se para perder algumas noites de sono.
Perguntas frequentes sobre review Shogun Showdown PlayStation 5
Shogun Showdown é um jogo difícil?
Sim, especialmente no começo. A curva de aprendizado é íngreme, e os primeiros chefes vão exigir várias tentativas. Mas cada morte ensina algo sobre posicionamento e timing, e o progresso permanente ajuda a reduzir a frustração com o tempo.
O jogo tem modo multiplayer ou cooperativo?
Não. Shogun Showdown é exclusivamente single-player. A experiência é focada na jornada solo do guerreiro contra o Shogun, sem opções para jogo em dupla ou online.
Vale a pena para quem não gosta de roguelike?
Depende do que te afasta no gênero. Se é a repetição e a morte constante, provavelmente não. Mas se você aprecia combate tático e não se importa em recomeçar com upgrades, a proposta pode te surpreender. A curva é dura, mas a recompensa é grande.
Quantas horas dura Shogun Showdown?
A campanha principal leva cerca de 10 horas. Para quem quiser desbloquear tudo e zerar com todos os personagens, a média sobe para 57 horas. As runs individuais costumam durar entre 20 e 40 minutos.
O jogo está em português?
Sim. Shogun Showdown tem localização completa para o português brasileiro, incluindo menus, descrições e diálogos. Um ponto positivo para quem prefere jogar no idioma nativo.
